Evolução e Auto-Evolução

Quando se fala em evolução o que vem à mente da maioria é de uma evolução “natural” inconsciente, automática e produto de mutações casuais e que depois de milhares ou milhões de anos levaram a formação do universo, da vida pela abiogênesis, da evolução das espécies, e que resultou, finalmente, no homo sapiens, um produto acabado e estável que, segundo as mesmas hipóteses evoluirá, inexoravelmente, depois de milhões de anos em outras espécies mais “adaptadas” que a atual – ou seja, que o homo sapiens dará lugar a uma outra ou a outras espécies mais “evoluídas” – isso sempre produto do “acaso”, de mutações genéticas casuais. Dentre todas essas casualidades fantásticas a única de que não se fala, ou mesmo nem se imagina, é a evolução psíquica, interna, do pensamento e do sentimento até um nível muitíssimo superior àquele do homem comum e que, por outro lado está em todas as doutrinas assim chamadas esotéricas, particularmente a do Mashiakh Yaohushua (Jesus, o Cristo).

Paradoxalmente, a civilização atual, continuação dos gregos e romanos do passado, age como se a sua condição atual psíquica é de plena consciência, vontade, que as pessoas possuem um eu, um pensar coerente e que tudo poderá ser obtido a partir dessa suposta condição psíquica acabada, perfeita, e que qualquer acréscimo dela seria somente se houvesse uma evolução física, o surgimento de uma nova espécie. Ou seja, admitem e esperam que haverá uma complicada e virtualmente impossível evolução casual, sempre numa direção de melhora, a partir de um processo mecânico e inconsciente, enquanto não conseguem compreender que o homem nas suas condições naturais está psiquicamente incompleto e que a única evolução possível é interior e não a imaginária e impossível evolução física por um mecanismo completamente fantástico e supersticioso.

O que chamamos de Cristianismo Esotérico, de Psicotransformismo, de o Caminho, parte de que o Homem é um experimento de auto-evolução, de transformação psíquica, e que essa é a única possibilidade real e que faz sentido para aqueles que estão insatisfeitos e conseguem perceber a insensatez da vida, de que há muita coisa mal explicada e mal contada e que as saídas e teorias “científicas” são todos muito questionáveis. Para aqueles que, por outro lado, estão satisfeitos e acreditam nas histórias que lhes contam os políticos, os sacerdotes e os cientistas terão que esperar por um possível, talvez, futuro daqui há muitos milhões de anos – mas, há ainda aqueles que se acham muito coerentes e acreditam que tudo ficará bem de uma maneira “milagrosa”, que a democracia, a ordem, a justiça e a ciência lhes brindará com um futuro próximo perfeito!

Não compartilhamos das crenças supersticiosas desses homens apoiados em seus sentidos, de mentes lógicas que acreditam em coisas tão contraditórias e impossíveis e que se acham psiquicamente confiáveis ou perfeitos. Não, nós sabemos que não somos confiáveis, que nosso estado atual interior é um caos, que somos uma nulidade, que somos incoerentes, que andamos em círculos, como nossos ancestrais e que as teorias originadas da vida são frágeis e erráticas e sempre substituídas por novas, também questionáveis. Sabemos que o que precisa e pode ser mudado e o que pode verdadeiramente evoluir aqui e agora, nessa mesma vida é o nosso psiquismo, o invisível e não o visível, o material. Não podemos mudar nada, o mundo, os acontecimentos, mas podemos mudar como vemos e reagimos ao mundo. Ou seja, podemos, com a ajuda de ideias que vem do Círculo Consciente da Humanidade, mudar a nós mesmos, adquirir um Eu Real, uma Consciência e uma Vontade, que atualmente não possuímos.

Somos um experimento em auto-evolução que pode, como todo experimento, dar certo ou errado. Dar certo significa que um número suficiente de homens atinja um grau de evolução requerido pelo que para nós é divino e dar errado é que toda a possibilidade de evolução interior não seja mais possível. Caso isso aconteça, como parece que já aconteceu antes por aqui, nesse velho planeta, seremos reduzidos ao que hoje são as formigas e os cupins, que segundo lendas antigas afirmam, esses seres foram um experimento em auto-evolução semelhante ao nosso que falhou, como o atual pode também falhar e sermos reduzidos ao que foram, por vontade própria as formigas e os cupins. A atual tendência política, social e cientifica aponta para o mesmo destino de nossos ancestrais em inteligência e poder. As experiências químicas, hormonais e sociais, reduzindo cada vez mais as diferenças e levando a uniformidade e ao coletivo e alterando artificialmente o meio ambiente, levarão à “sociedade perfeita” ao “domínio da natureza” e assim, perderemos toda a nossa possibilidade de sermos indivíduos e de uma evolução interior.

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