A Vontade Divina

“Seja feita sempre a vossa santa vontade, assim na terra como no céu”

A doutrina pregada originalmente por Yaohushua, o Mashiakh é, certamente, o conjunto de ensinamentos mais positivo e isento de qualquer emoção negativa quando comparado com qualquer das outras assim chamadas religiões. Nenhuma ameaça, nenhuma punição, para aqueles que escolhem não seguir a esses ensinamentos e, por outro lado, promessa de salvação e de um paraíso para aqueles que seguem 100% de sua doutrina – 100%!

As igrejas surgidas da destruição e perseguição dos discípulos diluíram e alteraram a doutrina original para adaptá-la, em primeiro lugar, ao império romano, e em seguida, aos “gentios”, aqueles que de alguma maneira desejavam conhecer a doutrina e todos outros que, não desejando (sendo de outras crenças), foram obrigados, sob a ameaça da tortura e da morte a seguir a nova religião de estado de Roma. O fato de muitas coisas terem sido “atenuadas” e modificadas tem duas consequências: essas igrejas não pregam a mesma doutrina original do Mashiakh e não estão comprometidas com nenhum reino do céu, mas apenas com um reino terrestre.

Se hoje, por acaso, essas igrejas não fazem uso da força, pela tortura e pela morte sobre aqueles que não desejam seguir seus preceitos é porque a situação política mudou ao longo destes vários séculos, mas não porque seus dirigentes tenham ficado benevolentes. O fato é que seu poder de intimidação armada acabou, por hora.

Então vejamos, o Mashiakh e todos os seus discípulos, foram massacrados pelos poderes terrenos, pela estupidez e violência sobre a qual se apoiavam esses governos. Esses poderes são exatamente os mesmos que assaltaram a Congregação do Mestre e hoje, posam de herdeiros legítimos da doutrina do Mashiakh – editaram e publicaram até uma “bíblia”.

A lei enunciada na oração do filho ao Pai, o “Pai Nosso”, diz claramente que a vontade de Deus não se cumpre na Terra. Mesmo assim, as pessoas continuam a pautar a sua vida inteira – se são crentes, em dizer que tudo é a vontade de Deus (coisas boas e más) e, se são descrentes, afirmam que as desgraças da vida são um sinal claro de que não há Deus. As confusões e violência são produtos imediatos desse conceito errado porque os crentes também costumam acusar a todos que passam por dificuldades e acidentes de estarem sendo castigados pelos seus pecados e por não pertencerem a sua crença. Muitos perdem sua fé e trocam de igreja em função de seu sucesso ou desgraça na vida. Já imaginaram a perturbação e mal-entendidos decorrentes de encarar a vida assim? Curiosamente há igrejas que afirmam que ao adotar a sua fé as pessoas enriquecerão e que também, os fracassos financeiros são sinal de estarem pecando. Daí para arrancarem até o último centavo dos incautos garantindo que se “derem para Deus” seus bens serão multiplicados é um simples passo!

Há duas passagens em Lucas (evangelho) que revela a insanidade e erro dessa maneira de ver a vida. Porque sim, na vida tudo acontece da única maneira que pode ser e não há nada que se possa fazer, da maneira que se imagina, para mudar isso. Lucas XIII, 1-5 onde Pilatos assassina a vários galileus e depois sobre a torre de Siloé onde vários inocentes são esmagados e Jesus lhes disse: “pensais que esses são mais devedores que todos os outros que habitam Jerusalém…? e completa: “Não, vos digo, antes, se não vos arrependerdes, todos perecereis da mesma forma! Está claro que os males que as pessoas sofrem na vida nada tem a ver com castigo divino e é muito incorreto tomar-se dessa forma? Buscar a Deus nas ocorrências da vida, indagar nela com ansiedade, apoiando-se sempre no externo e deixando-se sempre influenciar pelo que ocorre fora e por todos os incidentes que se sucedem, é perder por completo o que Jesus ensina.

Essa também é uma das causas da separação fatal entre a ciência e a religião. Atentem para que Yaohushua (Jesus) refuta completamente e cabalmente essa ideia externa de religião, a ideia que se apoia nos sentidos.

Yaohushua diz que a menos que um homem se “arrependa” ele é um ser totalmente inútil e sofrerá um destino comum e sem nexo. Esse homem sofrerá um destino comum a todos os outros sejam eles: bons e maus, virtuosos e ímpios, morais e imorais.

Ora, a palavra arrepender-se foi miseravelmente traduzida de forma a confundir totalmente o sentido de todas as passagens onde a palavra aparece. Na verdade, o sentido moral, emocional da palavra arrepender-se, no sentido de reconhecer seus próprios erros é completamente incorreta. Na verdade, a palavra traduzida assim é a palavra grega metanoia  (meta – além e noia – mente), ou transformação da mente, ou ir além da mente natural!

O que o Mestre diz, portanto, é que se exige uma mudança absoluta e radical na mente, nos pensamentos e na maneira de pensar, sem o que a vida seguirá sendo sem nenhum sentido e, ademais, que um homem nessas condições não entrará no Reino do Céu. Essa nova mente só é possível a partir da recepção de novas ideias que vem do Evangelho original e assim, do círculo consciente da humanidade. E esse é o motivo da advertência do início do artigo que enfatiza que tudo o que é possível para o homem passa precisamente pela contato e recepção dessas ideias as quais tem o poder de mudar a mente, de levar o homem a ver o mundo de dentro para fora e não através de seus sentidos (do exterior) e pelas ideias semeadas pela cultura e pela civilização, seja da ciência ou religião do homem inconsciente e automatizado.

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