O Domínio da Natureza

O Domínio da Natureza é incompatível com a Evolução Pessoal

Toda a estrutura social, estatal, científica e religiosa da civilização seria um meio de suprir as supostas deficiências e limitações do Homem. Toda a parafernália que ergueram seria devido a que o Homem não está adaptado a natureza e que seu nível de evolução não lhe permite fazer frente aos desafios da vida. Esses são os preconceitos que justificariam todo o edifício que construíram para “beneficiar” e “salvar” o homem da natureza e de suas limitações e inadequações.

Há muitos paralelos a esse em todas as areas: na Saúde, as vacinas, e doutores; na espiritualidade, as religiões e os sacerdotes e; na sociedade, o estado, os governantes, a polícia e assim por diante.

O primeiro que disse que a criação do Homem foi um erro e um fracasso, foi Lucifer.

Hoje se constata que a única coisa que evoluiu foram as máquinas, a tecnologia, para substituir funções humanas. Na medida que elas evoluem o Homem tem suas funções atrofiadas: corpo e mente.

 Chegou -se a um ponto em que, de fato, há uma degenerescência geral da espécie devido aos fatores artificiais presentes. Daí para a extinção da espécie há um caminho aberto.

A atual civilização decidiu que o correto é o domínio da natureza e o desenvolvimento das máquinas e do estado, “consertando” a criação defeituosa – repetindo a tese luciferiana.

 A vida seria, portanto, um fim – o que significa que as condições externas devem ser transformadas a todo custo para servir a valores civilizacionais de conforto, segurança, saúde, prosperidade, entre outros.

Ao tomar a vida, como percebida pelos sentidos, como um fim e não como um meio para um fim transcendente e pessoal, todo o esforço civilizacional se torna um real impedimento para a evolução humana interior. Por que?

É evidente que, se a meta é a evolução interior, então os meios externos não podem ser manipulados ao extremo como acontece agora e, deve-se pressupor que se os meios externos são inadequados e injustos, como os atuais filósofos afirmam, então a evolução interior psíquica seria fantasiosa ou desnecessária – e aí estão as bases para dominar tudo, inclusive o pensar.

Há aqui um problema a ser solucionado: as duas coisas não podem coexistir – ou o Homem se dedica a mudar o mundo e sua imaginada condição inadequada ou abandona seu afã de “consertar” o mundo, incluindo seu corpo (visto como um processo evolutivo nao finalizado) e se dedica a buscar compreensão, vontade e consciência.

Provavelmente a crença hegemônica atual de controlar a natureza é um impedimento para o aperfeiçoamento humano, enquanto que, a inversão dessa visão de mundo não seria um obstáculo a conquista dos valores caros a essa civilização. Há muitas lendas antigas com registros na história mística de povos do passado onde uma elevada condição da consciência era seguida por um domínio dos elementos e poderes naturais.

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