O Risco de perecermos pela falta de Ar é iminente

O contato com o Círculo Consciente da Humanidade está por um fio e se for quebrado, todos pereceremos mergulhando numa era de trevas.

As pessoas creem que suas vidas dependem de coisas materiais e de ideias e instituições humanas, criadas ao nível da vida. Elas acreditam não somente em seus sentidos, como em suas mentes lógicas derivadas unicamente do que chamam causa e efeito. São incapazes de ver além disso e negam qualquer coisa que não poder ver, ouvir e tocar, mas falam de boca cheia de “fé”.

A ideia de que o homem deve nascer de novo do espírito, como está colocado no Evangelho, literalmente se lê que deve nascer do ar. Fala-se que deve nascer da água e do ar (espírito) – de dois níveis de verdade além do mundo dos sentidos, do mundo material, do mundo de aparências. A verdade escrita em tábuas de pedra é evidentemente de um nível muito mais literal e grosseiro, mesmo que necessário para passar para um outro nível de verdade que a mente natural não pode receber.

Alguns escritos antigos classificaram o homem em diferentes classes: hílico (madeira, matéria); e pneumático, o homem-ar, ou espiritual!

É claro que nas palavras do Mashiakh o nascer de novo do espírito ou do ar significa atingir um novo estado interior de compreensão impossível para o homem-madeira.

Esse homem materialista está incapacitado para compreender a sua origem e assim não se dá conta de que não há nada no futuro como imagina, mas somente acima dele, num outro nível, num mundo de mais dimensões onde a sua percepção relativa de tempo não existe.

De fato, o homem dessa época está perseguindo uma fantasia, está sonhando, profundamente adormecido, hipnotizado por todo o drama que se apresenta diante de seus olhos e assim, toma a vida como um fim em si mesma. Todo o seu discurso sobre espiritualidade e fé é sem fundamento, são meras palavras e crenças estupidas, bem ao nível daqueles selvagens que adoram coisas que não podem compreender.

A alegoria da Caverna de Platão ilustra bem o drama do homem comum. O que ele toma por realidade, é uma total ilusão.

O Círculo Consciente da Humanidade, o Esoterismo, do qual a obra do Mashiakh é o ápice, se esforça por semear na vida as ideias espirituais, aquelas ideias que tem o poder, quando atentamos e as praticamos, de nos separar do poder hipnótico e ilusório da vida externa – como nos chega pelos acontecimentos, jornais, mídia, nas nossas relações, trabalho e política.

São essas ideias que podem levar ao homem despertar e olhar em uma outra direção. São ideias e influencias que não vem da vida, mas do mundo superior, invisível, pneumático, ou ainda acima. Quando essas influencias e energias não chegam mais, a humanidade perece. Não é, entretanto, difícil de perceber que exatamente pela dificuldade de recepção dessas influencias sutis o sono e a loucura se acrescentaram e as máquinas, a violência, as soluções materiais tomaram quase tudo.

Esse ar essencial está a ponto de faltar e sem ele, não se pode respirar, não há vida verdadeiramente sem respiração, sem o contato com o mundo espiritual. As “soluções” para a vida começam ao olhar para a vida não como um fim, mas como um meio, como um trabalho. As soluções estão numa outra direção e inacessíveis para os sentidos e para uma mente condicionada por eles. A fonte da vida não está nesse mundo de aparências e não podemos perder o contato com a fonte, com o risco de perecermos como humanos e sermos reduzidos ao nível das “sociedades perfeitas e cruéis” das formigas e cupins!

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