Comer em Excesso Conduz a Desnutrição

Vários motivos são causa de ingerir um excesso de alimentos. O que é um excesso de alimentos para uma pessoa?  Como sabemos, o que é de conhecimento geral, é que cada pessoa tem uma necessidade específica de alimentos. O que é menos conhecido, ou quase desconhecido é que ingerir não é digerir. E o que é mais grave ainda, digerir não significa jamais assimilar. Existe uma verdadeira confusão nos conceitos e os mal-entendidos são amplamente fomentados por profissionais incompetentes, por jornalistas mal intencionados (pagos pelas empresas que tem interesses em divulgar seus produtos), e meios de comunicação que divulgam com um cunho de verdade e seriedade, falsas informações. E isto para não falar nos “usos e costumes” tão caros à maioria e que, na sua maior parte são “maus e péssimos costumes” levando seus adeptos à morte prematura não sem antes envenená-los lentamente.

   O problema da quantidade de alimentos está condicionado para sempre à espécie de alimento (qualidade). Não se pode falar jamais de quantidade sem falar antes de qualidade. Isto porque, a qualidade significa alimento específico à espécie. Quando uma pessoa “alimenta-se” com produtos não específicos toda a questão de quantidades torna-se quase impossível de ser determinada. O homem é um ser que pertence à espécie humana. O que quer dizer: todos os homens são semelhantes biológica e fisiologicamente. Mesmo aqueles mais distanciados por forma, cor, tamanho, peso, e características psíquicas, podem reproduzir-se entre si e funcionam exatamente da mesma maneira, assim como reagem ao meio também de forma idêntica. Portanto, os alimentos devem, assim como em todo mundo orgânico serem idênticos e uniformes entre todos os homens. Isto quer dizer também, que existem alimentos específicos para toda a espécie humana. O homem não é como alguns “especialistas” declaram onívoro: que são os porcos, por exemplo. O homem não pode pertencer à espécie humana e alimentar-se como um suíno. Quando alguém se alimenta como um produto não específico terá, certamente problemas de digestão, assimilação, eliminação, sofrerá intoxicação, assim como apresentará desempenho medíocre (as funções se alteram, tanto físicas como as psíquicas). Assim, esta pessoa não reage e não age mais como um ser humano genuíno com todas as suas potencialidades e capacidades mas, de maneira alterada e doentia. Com as suas funções alteradas, inclusive e principalmente seu paladar, seus instintos e todas as suas funções de digestão e assimilação, entre outras, ficam, a partir deste momento, impossíveis de estudar e determinar qual a quantidade de alimentos que uma pessoa teria que ingerir para estar corretamente nutrida. Os instintos depravados por uma alimentação imprópria levarão a um apetite e a hábitos malsãos cada vez menos compatíveis com as características genuínas da espécie. O indivíduo viciado e constantemente reforçado por uma cultura torcida, irá reafirmar cada vez mais seus hábitos. E tal pessoa imagina mesmo que o que faz, o que come e como come, é “normal”. É comum entre os animais, em experimentos científicos, o adoecimento e a morte quando são alimentados por produtos não específicos à espécie. O homem não escapa, certamente desta regra universal da biologia. O mito da “adaptação” é uma invenção perigosa com objetivos escusos e que tem como conseqüência a tolerância, e finalmente o esquecimento de que alguns produtos ora ingeridos pela grande maioria dos homens não se constituem em alimento, mas antes em um fator de degeneração, adoecimento e na morte prematura. Diante deste quadro fica cada vez mais difícil, se não impossível responder a questão inicial: o que é excesso de alimento?

Para um viciado, aquele que é dependente de uma droga qualquer, incluído os alimentos, não se pode falar de “necessidade”. A necessidade só é própria do organismo saudável e,  íntegro. Assim confunde-se dependência (vício) com necessidade. E aqueles que tem o seu corpo alterado com estes produtos, lhes estão dependentes até o momento em que uma condição especial ocorra para libertá-los.

   Mesmo nestas condições podemos apontar algumas saídas para saber o que é excesso de alimentos. O excesso de alimentos é a condição relacionada com :1) impossibilidade de digerir; 2) impossibilidade de assimilar; 3) impossibilidade de utilizar a energia produzida.

Quando é ultrapassada a capacidade digestiva de um organismo, este organismo ingeriu alimentos em excesso. Não importa que haja uma tabela onde se descreva as quantidades necessárias de nutrientes, o que interessa é se o organismo pode, em primeiro lugar, digerir aquele alimento. E isso vai ser determinado por: sua real necessidade, o tipo de alimento, sua condição interna, física (saúde e idade) e psicológica, o tempo gasto na alimentação, etc.. A assimilação é uma condição pessoal relacionada com o meio interno, celular. Existem inúmeras condições que impedem a assimilação e a utilização de alimentos e elementos disponíveis necessários à vida e a saúde do organismo.

   Como esses assuntos são do foro interno do organismo ao qual não temos acesso direto, só podemos dizer que não há como introduzir, forçar a utilização e a assimilação através de meios artificiais tais como os utilizados correntemente em medicina. Se existem impedimentos para a assimilação e a utilização de um determinado alimento disponível certamente deve-se a uma função diminuída ou danificada. A ação do Higienista limita-se a proporcionar as condições ideais de desintoxicação e repouso, entre outras para que o organismo, sozinho, possa conduzir os processos de reparação e limpeza necessários, dos quais não podemos sonhar a complexidade e a inteligência. Tudo isso se passa a uma velocidade além de nossa capacidade consciente de conceber, continuamente e de uma complexidade impossível de reproduzir. Tudo isso porque simplesmente tratam-se de funções da matéria viva, a qual não podemos reproduzir, nem hoje nem nunca, pois não pertencem ao nosso mundo “material” ou antes, o mundo sensível do qual temos consciência é função deste mundo invisível ao qual temos acesso através das funções psíquicas e não pelos nossos sentidos. A interferência, a tentativa de manipulação do organismo vivo, ignorando as leis naturais só pode levar, sem nenhuma dúvida, a sua destruição. Ao proporcionar todas as condições necessárias a vida e a saúde, somando-se a isso a eliminação daquelas condições danosas a esta vida, estabelecemos a única condição necessária e suficiente para a manutenção e a recuperação da saúde.

   A impossibilidade de utilizar a energia produzida vem da diminuição das funções externas ao organismo. Isto é, aquelas voltadas para a exteriorização das nossas capacidades e necessidades físicas e psicológicas. Por exemplo, alguém pode alimentar-se corretamente, na quantidade correta, digerindo e assimilando as energias produzidas e, ao mesmo tempo estar impedido de executar uma ação por alguma invalidez. Esta condição, a longo prazo levará certamente a um ajuste do organismo diminuindo o apetite e a capacidade de transformação dos alimentos em energia.

   Portanto, para que uma pessoa possa determinar a quantidade correta de alimentos necessária para sua vida, antes deverá estar desintoxicada, livre de toxinas e dos hábitos condicionados de paladar e os vícios decorrentes

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s