A Diminuição da Vitalidade e da Saúde

A ausência de sintomas, especialmente os sintomas físicos, é interpretada como “boa saúde” pelo público em geral. As dificuldades de raciocínio, as emoções negativas, a falta de capacidade para concentração, memória que fraqueja, mau humor, depressão, desânimo, medo, tristeza, etc., não são, comumente vistas como problemas de saúde, mas antes como idiossincrasias, problemas circunstanciais. Existe sempre, no entender do público um “motivo” externo que justifica um comportamento. Além disso, é comum que se interprete estes estados e reações como “normais” e “humanas”.

   Não importam as justificativas, nem o que as pessoas imaginam sobre o seu próprio comportamento e o dos outros, o fato é que existe, imperceptivelmente, uma lenta e inexorável “desumanização”. Homens excepcionais são tidos como “deuses”, exceções à regra, inatingíveis. Jesus, Gautama Buda, entre outros, não são modelos, são, para o público, exceções, ocorrências estranhas em nosso mundo, inexplicáveis fora das crenças. Não se consegue imaginar os homens com atitudes e capacidades semelhantes a estes verdadeiros heróis da humanidade. Estes, sem dúvida, são exemplos extremos, porém necessários para demonstrar que, apesar da distância que há entre as pessoas comuns e estes Seres, é inegável que eles viveram entre nós e provavelmente, outros menos conhecidos continuam a participar de nossas vidas. O homem/mulher moderno está satisfeito com a sua condição. Está convencido de sua limitação. Acredita que não é mais do que o que vê e o que sente e não tem nenhuma esperança de mudança, na evolução interior, psicológica. A sua esperança está na “ciência”, na tecnologia, na política, ou num milagre da 25° hora. Renunciou a lutar pela sua humanidade. Abriu mão da única capacidade que o diferencia dos outros habitantes da Terra, sua capacidade reflexiva. Hoje mais do que antes, a atrofia do pensar é evidente. E o que é pior, poucos se importam com isto. Imagina-se que “a ciência e as descobertas” resolverão os problemas sem a necessidade de um esforço pessoal, de transformação. Ser “humano” é um luxo na nossa civilização.

 Porém tudo o que não evolui, deteriora. Esta é uma lei inexorável.

   Assim, neste contexto, o nosso problema: a diminuição da saúde. Vivemos num mundo destrutivo para a saúde, sem dúvida. Poluição, estresse, insegurança, violência, modelos de conduta decadentes, conformismo e meios químicos para “curar as doenças”, para “imunizar”, para prevenir “doenças” baseadas mais em uma abordagem desonesta de tratar da doença suprimindo os sintomas do que em manter e recuperar a saúde eliminando as causas. Não fomos projetados para estas condições insanas. E pagamos o alto preço de tentarmos nos adaptar ao que é contra a vida. As condições necessárias à vida: sol, calor, descanso, exercício, água pura, estimulação auditiva adequada, alimentação específica da espécie, etc., em sua grande maioria, não estão disponíveis.    Como sair desta armadilha? É muito difícil, na medida em que não nos damos conta que o nosso ambiente é inadequado e o que fazemos também. Fomos condicionados a aceitar estas condições como normais ou inevitáveis e nos constrangemos ou nos conformamos com ela. A primeira mudança necessária é interior. O que só é possível através de uma ampliação da consciência, apoiada num conhecimento que não vem do mundo, mas fora das suas influências. A mudança, qualquer mudança para a humanidade, deve iniciar pela instrução. Precisamos ser instruídos com a Verdade. Se estamos sofrendo, adoentados, e nem percebemos isto, achando que é “normal”, é porque vivemos sob falsos conceitos. A questão é muito sutil porque, na verdade, não nos damos conta que deixamos lenta e inexoravelmente de ser humanos. A humanidade pressupõe certas capacidades e potencialidades que podem ser perdidas se somos submetidos a condições adversas e a uma doutrina de vida não humana. E assim ocorre aqui e agora na sociedade. Fomos, ao longo de séculos e milênios, transformados em uma caricatura disforme e inconsciente do ser humano. As pessoas estão doentes e não sabem e não o reconhecem. Quem não sabe e não reconhece também não procura ajuda e menos ainda aceita ajuda. Para início, é muito ofensivo dizer para alguém que ele está doente, meio enlouquecido, esquecido de sua origem e, portanto, inconsciente de quem é e para onde está indo. Mas este é exatamente o sintoma desta doença, deste estado indigno, que homens e mulheres caíram: uma psicologia doente, onde a mentira é a tônica da vida; a atração é pela morte, ou coisas mortas e há uma aversão pela vida; os sintomas de doença são vistos como sinais de saúde, de poder e de inteligência. Para aqueles que ainda não se deram conta de seu estado é preciso mostrar, comparando-os com verdadeiros seres humanos. E assim, ao sentirem quão inadequados são, possam despertar para sua condição anormal e buscar, então, a sua humanidade. Os modelos podem ser muitos, mas há alguns caros e aceitos pela grande maioria: para a nossa cultura o Salvador, Jesus (Yahshua, o Mashiakh), para os Orientais, Buda e para os Indús, Krishna, e assim por diante. Não há humanidade sem saúde. Este é o primeiro e fundamental passo. E para ter saúde é necessário receber a instrução relativa à conquista da saúde. Conquistar a saúde, física e mental é algo individual e intransferível. É um caminho pessoal e o primeiro degrau da escada que leva ao Caminho para a libertação de tudo o que é falso. Conhecer a verdade sobre a saúde e viver este conhecimento é a única via para despertar para a realidade da humanidade que está afogada no meio do pântano da doença. Ter um corpo humano não significa ser humano, é necessário sentir, pensar e agir como humano, aquele grande modelo que admiramos e parece inacessível, mas que verdadeiramente é um modelo e uma meta e um incentivo a cada um de nós. Mas, ainda, há uma ordem, passos para o Caminho que são, cada um deles, degraus na grande subida. O primeiro é estar em condições de ser tocado pela realidade do estado miserável atual e então, buscar o conhecimento que leva a fuga da prisão invisível, que é a libertação de uma psicologia doente em corpo doente

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