A Cozinha do Sol

                                          

Não faz muito tempo as pessoas temiam alimentar-se com vegetais crus e mesmo cozidos. Cozinhavam uma, duas e até três vezes todos os vegetais. Observem que estes costumes tinham origem em orientações médicas.

Os vegetais crus protegem a saúde

   O cozimento reduz muito o valor nutritivo dos alimentos. Além disso, enfraquece brutalmente a capacidade digestiva. As práticas correntes de cozinhar os alimentos são anti-naturais e servem para enfraquecer o homem fisicamente e psiquicamente.

   Ao queimar os alimentos no cozimento acaba-se por destruir os alimentos e também a saúde.

   Qualquer um pode observar que o gosto, o aroma e as características naturais dos alimentos são perdidos no cozimento. Porém o mais grave é a perda de vitaminas, enzimas e sais minerais assim como leva a produção de moléculas mutantes para as quais o sistema digestivo não está preparado. Hoje começa-se a falar muito em alimentos geneticamente alterados pela biotecnologia e o risco para a integridade humana, mas sem saber, ingerimos todos os dias uma grande quantidade de moléculas alteradas, mortas, semi-deterioradas, estranhas mesmo à natureza humana, pelo cozimento.

   O homem é o único animal que prepara os seus alimentos destruindo-os pelo fogo. Quem daria a seu filho alimentos desnaturados e prejudiciais à saúde?

   Os sentidos: a visão, o tato, o olfato, o paladar foram desenvolvidos com objetivos de sobrevivência, isto é são capazes, em condições normais, de proteger-nos do excesso de frio ou calor, de alimentos deteriorados ou impróprios, etc.. Porém, na civilização “moderna” onde o artificial e o desnaturado é a regra, os sentidos, mesmo quando bem treinados e utilizados no seu conjunto, são absolutamente insuficientes para proteger-nos. O Homem é um ser que pelo menos fisicamente, é parte integrante da natureza. Quer dizer, é uma das espécies que pertencem à vida orgânica do planeta Terra. Assim sendo, está sob as mesmas leis que estão todos os outros organismos aqui. Seu corpo está perfeitamente desenvolvido e integrado à natureza. Mas as mudanças artificiais impostas pelo próprio homem no ambiente, nos alimentos, em seus hábitos acabaram por alterar tão profundamente tudo que os sentidos são enganados facilmente pelos novos sabores, odores, e, o que é pior, a dependência física induzida por certos produtos alimentícios é uma realidade lamentável. Esta dependência física se traduz por adição (vício) a esses alimentos numa medida semelhante à dependência de qualquer outra droga farmacêutica ou com ação psíquica. Torna-se impossível assim, que o próprio indivíduo escolha bem os alimentos necessários à vida e à saúde ou mesmo faça a necessária mudança de hábitos. Ele ficou viciado, tem seus sentidos e instintos depravados, está incapacitado para sozinho fazer as escolhas adequadas.

   Um outro problema se impõe, é a utilização em larga escala de “alimentos” que precisam ser cozidos, temperados, fermentados, gelados, etc., são produtos manufaturados com o gosto, cheiro, cor e consistência alterados física e quimicamente. A grande maioria desses produtos é intragável, horrível mesmo em suas condições naturais. Assim são “preparados” para ficarem agradáveis e atrativos. Porém, toda essa manipulação termina por introduzir e produzir elementos novos estranhos a biologia humana. Como se ressaltou anteriormente, o homem tem com a natureza uma relação harmônica perfeita, daí todos os elementos naturais, antes de serem cozidos e manipulados, são perfeitamente reconhecidos pelo sistema vivo. No caso dos alimentos específicos à espécie humana, estes têm com o organismo uma relação simbiótica necessária e suficiente. Isto é, todos os alimentos que fazem parte deste todo, que podem ser ingeridos ao natural sem nenhuma manipulação são o verdadeiro e único alimento para o homem.

   As frutas e as verduras e algumas raízes são os únicos alimentos atrativos pelo tato, gosto, aroma e visão, totalmente agradáveis e consumíveis nas condições naturais. Não há necessidade de qualquer preparo. A rigor, todos os produtos que precisam ser preparados pelo cozimento representam problemas para a fisiologia humana porque nosso organismo não poderia digeri-los sem antes serem cozidos.

É um assunto a ser olhado com a inteligência mais do que com os hábitos.

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