Luigi Cornaro

Trago uma parte do livro de Edmond Bordeaux Szekely o descobridor do Evangelho Essênio da Paz, na biblioteca do Vaticano em 1924 a qual traduziu do aramaico e por 40 anos testou clinicamente sua validade científica. Muitas outras obras o mestre Szekely nos trouxe de tempos e línguas perdidas e mostrou sua aplicabilidade intemporal.

A REAVALIAÇÃO DE CORNARO

        Houve bem poucas pessoas na história tão mal compreendidas e conseqüentemente mal interpretadas por seus contemporâneos, bem como pela posteridade, quanto LUIGI CORNARO.

        Seus contemporâneos viam com grande espanto este vigoroso e criativo centenário com seu permanentemente benevolente rosto e expressão sorridente, tão radicalmente diferente deles mesmos, pelo menos daqueles que ainda estavam vivos quando Cornaro celebrava seu centésimo aniversário, pois a duração média de vida no final do século 16 só era de 40 ou 50 anos. Os poucos que restaram para se espantar diante do bem-estar de Cornaro estavam vegetando em meio a dores agonizantes, presos a seus leitos, somente esperando que a morte os libertasse dos seus sofrimentos.  E essa imagem generalizada unilateral (embora acurada) sobreviveu todos os séculos (ele viveu de 1464 a 1566).  Para muitos dos seus contemporâneos, ele era o respeitável e altamente estimado administrador do Bispo de Pádua e amigo íntimo do altamente reverenciado Cardeal Pisani. Diversos de seus amigos o consideravam com até mais reverência, sabendo que as duas outras celebridades longevas, o Papa Paulo Farnese e o Cardeal Bembo, ambos tinham se tornado seguidores do modo de vida e alimentar-se de Cornaro.  Para os cidadãos e vizinhos de Cornaro menos informados, ele era simplesmente o rico e excêntrico nobre que vivia numa casa agradável em meio ao bairro mais bonito da cidade de Veneza, cujas terras eram valorizadas por vários lindos jardins, intersectados por rios correntes, “nos quais ele sempre encontrava o prazer de se exercitar, cercado de ar puro, água, sol, e lindas árvores e vegetação”.

Seu nicho de fama nos anais da posteridade também é limitado e não menos unilateral.  Ele foi considerado por muitos como um autor do século XVI de diversos tratados clássicos, a maioria dos quais ainda estão acumulando poeira nos antigos arquivos e bibliotecas da Itália, não tendo nenhum interesse especial para os tempos modernos. Com relação à forma literária dele, os críticos mais exigentes exaltaram seu belo estilo tanto em latim quanto em italiano. Mas com relação ao ‘conteúdo um tanto excêntrico’ de suas cartas e tratados, foram escritos bem poucos comentários.

Depois, nos séculos XIX e XX, algo muito pior ocorreu com a imagem dele: repentinamente viu-se aclamado como o precursor da Naturopatia e terapia da dieta, saudado como oponente fanático, bitolado da “ciência médica ortodoxa” da sua era, bem como da atual.  Textos “selecionados” dele foram sofrivelmente traduzidos em diversos idiomas e usados como argumentos vulgares para muitas seitas médicas bitoladas e suas representantes.

Mas a figura histórica, a mente e personalidade do grande Luigi Cornaro não podem ser avaliadas a partir de tais interpretações estreitas. Nas palavras de Lucretius, cognoscere est cognoscere causes. “Para conhecer, temos que conhecer as origens”.  Portanto, vamos analisar não só o caráter, a mente e a extraordinária erudição de Luigi Cornaro, mas também a origem e fontes de sua notável filosofia de vida.

As influências na formação da sua filosofia e modo de viver e comer foram variadas.  Quando fiz minha pesquisa nos arquivos do Vaticano e no monastério beneditino de Monte Cassino, encontrei material muito interessante da autoria de Cornaro e referente a ele, bem como numerosas cartas e anotações marginais em livros e manuscritos, na própria caligrafia dele.

Ele era bem versado nos escritos de Hipócrates, o pai da medicina ocidental, que dizia: “Que o alimento seja teu remédio, e o remédio seja teu alimento”. Após ler suas notas marginais sobre os Tratados de Hipócrates acerca dos ares, águas e natureza, ele não parece tão excêntrico por passar tanto tempo em seus próprios jardins.  Também parecia seguir o conselho de seu poeta favorito, Horácio, que dizia bene vixit qui bene latuit.  “Aquele que se esconde bem, vive bem”.

Numa de suas cartas ao Cardeal Bembo, ele cita Hipócrates diversas vezes, especialmente nestas palavras imortais: “A vida é curta, e a Arte longa; a oportunidade é fugaz, o experimento perigoso e julgamento difícil”. E novamente: “Vou transmitir a Arte da Cura através de preceitos, palestras e por todos meios de ensino a todos meus discípulos”.

Noutra carta, criticando os desvios dos médicos contemporâneos dos princípios básicos de Hipócrates, ele cita as seguintes palavras do Pai da Medicina, a fim de manter seu ilustre seguidor no caminho estreito: “O regime que adoto será para o benefício dos meus pacientes, segundo minha habilidade e julgamento, e não para algum mal (equívoco). Não darei nenhuma droga a ninguém, embora possam pedi-las, nem darei conselhos sobre isso. Qualquer casa em que entrar, ali irei para o benefício dos doentes, abstendo-me de toda ação equivocada.  Quaisquer coisas que ouvir ou ver, com relação à vida dos homens, no meu atendimento aos doentes ou mesmo a parte disso, que não devem ser alardeadas lá fora, manterei em silêncio, considerando tais coisas como sendo segredos sagrados”.

Ele também fazia anotações muito interessantes sobre os textos de Galenus, o grande seguidor de Hipócrates.  Entre outros: “Enquanto seguirmos estas duas regras: não tomar mais que nosso estômago possa digerir facilmente, e usar somente aquelas coisas que se harmonizam conosco, não sofreremos de doenças”.

Ele também cita Sócrates numa de suas cartas ao Papa Paulo Farnese: “Sempre que seguimos o caminho da razão, tudo será satisfatório; mas, assim que nos desviamos da senda da razão, tudo em nossas vidas dá errado”. Noutra carta, dessa vez para o Cardeal Bembo, ele cita extensamente Zeno, o fundador clássico grego da escola estóica de filosofia: “Procurai viver em harmonia com vossa natureza racional, em vez de agir irracionalmente segundo vosso próprio capricho. Ali está vossa parte e vossa felicidade, pois dessa maneira podereis evitar todas as colisões com a Natureza e com a ordem do Universo. Assim podereis ter a certeza de uma vida agradável e tranqüila. Nós iremos nos esforçar por alcançar ataraxia, a paz de espírito imperturbável diante do tumulto desse mundo”.

Ele também sublinhou num manuscrito esta linda declaração de Epicuro: “Buscaremos a temperança e a vida simples. Verdadeira riqueza e liberdade consistem num mínimo de necessidades”. Mas, sua declaração favorita de Epicuro, que ele cita numa carta ao Cardeal Pisani, é esta: “Evitaremos a dor, sempre, e procuraremos pelo prazer.  Mas entre os prazeres existem dois tipos: para os primeiros, e falsos, prazeres, temos que pagar um preço alto demais: o sacrifício de nossa saúde física e paz de espírito. E sem nossa saúde e paz de espírito somos incapazes de desfrutar de quaisquer prazeres.  O segundo tipo de prazeres são nossos companheiros eternos, o tipo certo de prazeres.  Esses nobres prazeres são o desfrutar de todas belas coisas na Natureza: as montanhas, as florestas, os oceanos, as cores do alvorecer e entardecer… tudo isso é lindo na criação do homem: grandes livros, grandes músicas, grandes obras de arte, amizade e amor… O homem sábio terá como seu programa de vida, a gradual substituição dos prazeres falsos com nossos companheiros eternos, os prazeres nobres da vida.”

Ele também conhecia bem os dois discípulos de Zeno, fundador da filosofia estóica: Epicteto, o escravo, e Marcus Aurelius, o imperador.  Uma de suas anotações de Epicteto: “Não vos preocupeis por qualquer coisa independente de nossa vontade, mas buscai melhorar todas as coisas que dependem da vossa mente”. Uma bela citação dele tirada de Marcus Aurelius pode explicar sua serenidade em face de todos seus conhecidos e parentes, que viveram suas vidas na violação de todas regras da sabedoria:  “Não se pode fazer as pessoas felizes à nossa maneira; temos que deixa-las ser felizes, ou infelizes, da própria maneira delas”.

Agora chegamos à análise daquele momento crucial na vida de Cornaro, sua encruzilhada decisiva, quando ficou mortalmente doente na quinta década de sua “vida de ignorância e dissipação”. Todos biógrafos de Cornaro, sem exceção, simplesmente mencionam que foi “um médico” que o levou a um novo modo de viver, e assim devolveu sua saúde, e nunca mais o mencionam, deixando a mais importante influência da sua vida inteiramente na obscuridade.  Suas notas e manuscritos foram publicadas por seu bisneto, Antonio Cornaro, lançando luz sobre esta pessoa tão importante, que modificou completa e radicalmente o modo de pensar, viver e comer de Luigi Cornaro.  O “médico” anônimo dos biógrafos de Cornaro era o mais respeitado membro da fraternidade sobrevivente da Escola Médica de Salerno, e um renomado médico: Padre Bendito (ou Bento), professor do regime natural e salvador de Cornaro. Ele fora enviado ao leito do doente Cornaro por seu superior, Cardeal Bembo, para salvar a vida do mais eficiente administrador do seu bispado. Foi o Padre Bento, do monastério beneditino de Monte Cassino, que visitou Cornaro no auge de seu sofrimento e o converteu “de Saulo em Paulo.” O que aconteceu depois é do conhecimento comum dos bem conhecidos tratados de Cornaro. O discípulo superou o mestre, que, segundo a ética beneditina, pretendia permanecer anônimo.

Mencionemos agora o maior estudioso da famosa escola médica de Salerno: Constantino, o Africano, que após anos de perambular nos desertos orientais, buscou o refúgio em Salerno e depois retirou-se ao Monte Cassino, o monastério fundado por São Benedito no século VI, para ali traduzir muitos dos textos de São Jerônimo que ainda sobrevivem, sobre os Therapeutae, uma Fraternidade Essênia do Lago Mareotis, de enorme renome por seu uso da nutrição simples, natural na maior moderação. Sua obra mais conhecida, uma condensação do regime e métodos de jejuar e comer com moderação dos Antigos Essênios (“A Maneira do Deserto”) é o Regimen Sanitatis Salernitanum, um manual de medicina doméstica, cujo verso mais citado é o seguinte: “Empregai ainda os médicos: primeiro, o Doutor Silêncio, a seguir o Doutor Alegria, e o Doutor Dieta”.

A escola médica de Salerno, mencionada diversas vezes, era a mais antiga e mais famosa na Europa, e para ela acorriam estudantes da Europa, Ásia e África, para estudarem e qualificarem-se como doutores da medicina. Padre Bento, o médico anônimo de Cornaro, era um dos luzeiros mais ilustres dessa famosa escola, no século XVI.

A mais fascinante descoberta que fiz com relação à vida e ensinamentos de Cornaro é essa sucessão de transmissão do conhecimento: as antigas Fraternidades Essênias e o Evangelho Essênio da Paz. A tradução de São Jerônimo do Evangelho Essênio da Paz, o monastério beneditino de Monte Cassino, Constantino, o Africano, os remanescentes dos textos de São Jerônimo, a Escola de Medicina de Salerno, o médico Padre Bento, e Luigi Cornaro, o profeta da moderação em todas as coisas e da Sobriedade, o último eco dos antigos ensinamentos e tradições dos Essênios.

Penso que seja apropriado terminar esta reavaliação com uma citação de um grande gigante intelectual, Francis Bacon, confirmando as idéias de Cornaro: “Para preservar a longevidade, devemos considerar o corpo do Homem. A idade em si não é nada, sendo apenas a medida do tempo. Uma dieta sóbria conforme regras estritas e sempre exatamente iguais (como a de Cornaro) parece ser muito eficaz para a longevidade.  Certamente isso é inquestionável: a dieta, bem ordenada, tem o maior papel na prolongação da vida”.

“A esperança é a mais benéfica de todas afeições, já que faz muito pela prolongação da vida, se não for frustrada com excessiva freqüência, porém entretém a imaginação com uma expectativa do bem; portanto, aqueles que fixarem para si e se propuserem a algum fim – como a meta e alvo da vida interna – e continua e gradualmente avançarem rumo ao mesmo, são, na maior parte, longevos”.

Concluindo, desejo enfatizar meu impulso irresistível de vencer a imagem estreita generalizada sobre Luigi Cornaro, que tinha uma das mentes mais multifacetadas, clássica, e eclética, de todos tempos, com uma erudição enciclopédica de todo conhecimento disponível na era dele. E acima de tudo, ele era um ser humano civilizado, no mais verdadeiro e melhor sentido da palavra.  Talvez a característica que o distingue mais marcadamente do homem do século XX é sua devoção pela razãocomo a força que guia as decisões do homem nos bastidores, em oposição à nossa moderna indulgência de sentimentos e emoções.  O homem da atualidade acha extremamente difícil deixar até mesmo seus maus hábitos, não importa quão impressionante os argumentos científicos que os contrariam. No entanto, Cornaro adotou sinceramente um regime tão restrito que até mesmo hoje em dia nenhum médico poderia esperar manter um paciente seguindo-o mais do que algumas semanas, tendo aderido ao mesmo com a serenidade e alegria mais parecida com o antigo ideal grego do que com o homem ocidental moderno: “…uma vez que eu havia decidido viver sobriamente, e conforme os ditames da razão, sentindo que era meu dever como homem assim fazer, entrei com tanta resolução nesse novo rumo de vida, que nada desde então tem sido capaz de desviar-me dele.”  Pode ser que isso seja o que mais admiro em Luigi Cornaro: ele pode ter sido o “homem” que Diógenes estava procurando com uma lamparina no mercado de Atenas em plena luz do dia, e foi incapaz de encontrar.

“A saúde é tão necessária a todos os deveres, bem como a todos os prazeres da vida, que o crime de desperdiçá-la é maior que a estupidez”. (Dr. Johnson)

Luigi Cornaro foi um nobre de Veneza que nasceu em 1464. Morreu em 1566. tendo ele atingido a venerável idade de cento e dois anos.  Essa façanha era tanto mais notável considerando que aos quarenta os médicos lhe disseram que ele não tinha mais muito para viver. Porém ele sobreviveu aos seus médicos e se manteve num estado de excelente saúde e vigor por mais do que sessenta anos adicionais.

        Até fazer quarenta, Cornaro vivia uma vida dissipada e despreocupada, como a maioria dos homens jovens de sua época. O fato de que como resultado ficou completamente arrasado, e foi por dado por seus médicos como prestes a morrer, não é surpreendente.  O que surpreende, e de fato, tornar o nome de Cornaro sinônimo das virtudes da moderação, sobriedade e perseverança, é que ele se curou, e tendo assim feito, continuou a praticar suas teorias de sobriedade e moderação pelo resto de sua vida, nunca se desviando da senda que escolhera para si mesmo.

        “Uma palavra para o sábio é suficiente”, e uma vez que ele havia ouvido a sábia palavra do seu médico, Cornaro reformou sua vida.  Simplificou sua dieta e cortou a quantidade de alimento até o mínimo. Limitava-se a doze onças de alimento sólido por dia, e quatorze onças de líquido. Dentro em breve começou a ver a diferença, e ao final de um ano achava-se completamente recuperado da saúde. Continuou essa maneira simples e a austera de viver pelo resto de sua vida, que foi bem longa, de fato.

        Citando Cornaro: “… E não há dúvida que se alguém que fosse assim aconselhado agisse de acordo, evitaria toda doença no futuro; porque uma vida bem regulada remove as causas da doença. Assim, pelo restante dos seus dias, ele não teria mais necessidade nem de médicos ou de remédios”.

        “Se um homem, quando doente, continuasse a comer a mesma quantidade como quando com saúde, certamente morreria mais rápido. Pois os poderes naturais dele, já oprimidos pela doença, assim ficariam sobrecarregados além da tolerância, por se verem forçados a lidar com uma quantidade de alimento maior do que conseguem suportar sob as circunstâncias. Uma quantidade reduzida é, na minha opinião, tudo que se requer para sustentar o indivíduo. Portanto, acostumei-me ao hábito de nunca satisfazer completamente meu apetite, seja por beber ou comer, e sempre deixar a mesa quando ainda consigo tomar mais.  Assim agi segundo o provérbio: Não se saciar com o alimento é a ciência da saúde”.

        Segundo Cornaro, a mera prolongação da vida em si é inútil a não ser que a vida seja saudável e feliz.  Uma vida longa cheia de doença e sofrimento é pior que nenhuma vida. O objetivo da saúde deveria, de preferência, ser de capacitar-nos a esquecer o corpo, e carregar nossos interesses e atividades de vida sem impedimento ou interferência, devido à doença ou debilidade, assim permitindo o pleno e livre uso de nossas faculdades e talentos. Através de sua dieta sóbria, Cornaro recuperou e manteve sua saúde, o que nos mostra como é importante a restrição e quantidade dos alimentos, como o fator único mais importante na preservação da saúde e longevidade.

        Ora, há alguns homens que abraçam a vida espiritual e contemplativa e isso é santo e louvável, sendo a principal ocupação deles celebrar os louvores de Deus, e ensinar os homens a servi-Lo. Ora, se enquanto esses homens se reservassem para essa vida, eles também assumissem um viver sóbrio e temperado, quão mais agradáveis se tornariam aos olhos de Deus e dos homens!  Que grande honra e ornamento seriam para o mundo! Assim igualmente gozariam de constante saúde e felicidade, alcançariam elevada idade, e, portanto, se tornariam eminentemente sábios e úteis; ao passo que agora, na maioria são enfermos, irritáveis, e insatisfeitos, e pensam que suas várias tribulações e achaques lhes são enviados pelo todo poderoso Deus, com vistas a promover sua salvação; que estariam fazendo penitência nesta vida por erros passados.  Na minha opinião, estão bem errados; pois não posso crer que Deus deseja que o homem, sua criatura favorita, seja enfermo e melancólico, mas sim, que ele deve gozar de boa saúde e ser feliz.  O homem, no entanto, traz para si mesmo a doença e enfermidade, por meio de sua ignorância ou caprichosa auto-indulgência.  Ora, se aqueles que professam serem nossos mestres nos assuntos divinos também dessem o exemplo, e assim ensinassem aos homens como preservar seus corpos na saúde, fariam muito para tornar o caminho para o paraíso mais fácil; os homens precisam ser ensinados que uma vida bem ordenada e estrita temperança são o caminho da saúde do corpo e saúde da mente, e que somente quando o corpo e mente são saudáveis, é que o propósito de Deus consegue se realizar em nossas vidas.  (Neste último belo parágrafo, Cornaro professa seu conhecimento do Caminho Essênio, aprendido através dos escritos de São Jerônimo, um modo de vida completamente contrário ao estilo de vida da Itália do século XV, no entanto abraçado por Cornaro com coragem, perseverança e alegria sem precedentes. 

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