Despertar

A humanidade está adormecida e seu sono é hipnótico – ela sonha que está acordada enquanto dorme um sono induzido artificialmente.

Nada vindo da humanidade adormecida, da sociedade como um todo, incluída a assim chamada ciência, pode levar ao despertar, mas ao contrário, só aprofundará o transe hipnótico.

Somente ideias que nascem de homens conscientes, que já despertaram e são organizadas em uma escola, tal como aquela que se ergueu em torno de Yaohushua ha Mashiakh, Jesus, o Cristo; e que se auto-denominou a princípio como a Congregação Nazarena Ebionita, pode levar ao despertar, a libertação e assim, ao renascimento, a uma evolução, a um aperfeiçoamento donde nascerá um Novo Homem.

Várias escolas se estabeleceram desde a retirada física do Mestre e se mantiveram até o século IV, quando o império romano, através de Constantino, promoveu um assalto a essas escolas esotéricas e não somente as suprimiu fisicamente como roubou e em seguida deturpou todo o ensinamento e extirpou a base da doutrina que permitia a posterior compreensão do Evangelho do Reino. É certo que as assim chamadas igrejas e religiões que surgiram desse assalto e que hoje se estabeleceram como oficiais são absolutamente incapazes de levar a humanidade ao despertar e, ao contrário, só podem fazê-la sonhar que estaria a caminho da “salvação” e que ao final do caminho (depois da morte) iria ao paraíso, quando, de fato, a enganam.

Numa forma oculta, underground, muitas escolas genuínas surgiram nesse longo período à margem das religiões oficiais. Muitas foram perseguidas e tiveram seus líderes eliminados. Deve-se ressaltar que os movimentos esotéricos genuínos jamais tiveram como objetivo criar religiões hegemônicas e/ou “roubar” fiéis dessas igrejas. É sabido que poucos são atraídos pelas ideias e, mesmo que se aproximem podem chegar a compreender os ensinamentos. Assim, mesmo com grande esforço, as escolas esotéricas continuam pequenas e invisíveis  quando comparadas com aquelas que estão apoiadas em dogmas e rituais com promessas vazias e fáceis.

De fato, as razões desse profundo estado hipnótico tem motivos cósmicos, ou seja, é “natural”. Sendo o homem é muito pequeno, insignificante em relação ao Universo essas influências cósmicas poderosas permitem que alguns poucos se libertem.

 Aqueles que não despertaram e, portanto, não se dão conta de sua situação de prisioneiros, são combustível para ser queimados e não vão a parte alguma. É assustador como a multidão se deixa enganar por promessas sem nenhuma consistência de certas doutrinas, mas assim é.  

A prisão não é de grades físicas mas está dentro, na psiquê de cada um, logo, invisível. Logo cedo na vida das pessoas, por imitação e submetidos a um ambiente onde os interesses estão voltados para o exterior, é educados por pessoas também adormecidas, onde os sentidos prevalecem e a mente lógica limita o pensar, a inconsciência e a mecanicidade impera no mundo.

A ideia de libertação dos dormidos inclui a competição, dominar os adversários, talvez elimina-los e esperar que aquilo que chamam de bem (conforme concebem) chegará num certo futuro mítico.

Algumas ideias poderosas, quando bem empregadas , descortinam um outro mundo, que está oculto da maioria. Estas mesmas ideias, quando mal compreendidas, podem destruir dentro e fora. São máquinas e poderes imensos que podem ser bem ou mal empregados e servir a construção ou a destruição.

Entre essas está aquela de revela que tal como nos encontramos naturalmente, produtos de um meio inconsciente, e mecânico, não somos uma unidade, um Eu, mas compostos de muitos eus contraditórios. Ao atentar a isso, ao nos dividirmos naquilo que observa e no que é observado, começamos a andar na direção de um possível despertar.

 Ao olhar para dentro de si mesmo e ver que há muitas “personalidades”, eus, pensamentos, sentimentos e atitudes, a ilusão de que somos um e que somos coerentes se desfaz e podemos encontrar a saída de nossa prisão virtual. Essas ideias precisam ser ouvidas, apreciadas e praticadas. O poderes de outros não nos salvam se não compreendemos e atuamos em conformidade com o que sabemos. É exatamente por esse motivo que as doutrinas de certas igrejas é vazia. Eles acreditam que o conhecimento, o poder e o sacrifício de outrem pode redimi-los. Isso é absolutamente falso. Cada ser humano precisa se dar conta de que é um microcosmo, ou seja, que o universo está dentro dele para ser conhecido e transformado pela ação integral de suas próprias funções – de um trabalho dirigido e ordenado de uma escola (esotérica). Todos precisam passar pelo mesmo caminho estreito e evoluir igualmente e completamente. Ninguém fará isso para eles ou por eles, nem mesmo o Criador.

Não podemos mudar o mundo e o mundo não pode evoluir, porque tudo está mecanicamente limitado e, se serve para algo, é como ambiente para o despertar e para a transformação daqueles que compreendem isso e podem suportar a ideia de que não são nada, são uma nulidade e que a única coisa que interessa é mudar esse estado miserável e indigno.

Os seus sucessos e os fracassos na vida não têm nenhuma importância porque a vida é um meio para um fim determinado, que é a evolução interior. Se a vida for tomada como um fim em si você estará condenado a continuar um prisioneiro, um escravo de seus sonhos e devaneios tolos como foram e são os mesmos de bilhões de outros seres semelhantes. Você terá então nascido, sofrido e morrido para repetir infinitamente imitando a vida de uma massa onde todos são uma e a mesma coisa, nada.

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