Uma Nova Linguagem

Quem acha que vivemos em um mundo literal, concreto, simples, que nossos sentidos e mente lógica e ciência são suficientes para interpretar e descobrir os segredos do universo se frustrará, assim como a humanidade vem se frustrando desde sempre.

O drama de Jesus, o Cristo veio destruir todas as certezas da ciência, filosofia e da própria fé.

O que nos chegou através de documentos editados pelo império romano (inimigo da doutrina de Jesus) e pelos achados arqueológicos dos últimos séculos, considerados “apócrifos” e heréticos pelas igrejas oficiais – justamente aquelas que são derivadas do assalto à Congregação Nazarena em 325 AD, quando interpretadas à luz de uma nova compreensão, abrem o caminho para emancipar o homem e liberta-lo da ilusão em que vive.

Toda a tradição esotérica dos ensinamentos originais se perderam nessas igrejas exotéricas e quase nada restou do movimento fundado pelo Mestre.

Não fosse por alguns sobreviventes underground e das escrituras descobertas recentemente, tudo estaria perdido daquilo permitiria a emancipação do homem.

A meta das assim chamadas escrituras é o de transmitir um significado e um conhecimento novo e superior por imagens, milagres, símbolos, sempre partindo de coisas comuns acessíveis a todos.

Essas ideias elevadas estão esculpidas e cinzeladas em um formato acessível ao nível de conhecimento e consciência do homem comum e mesmo sendo guardado em sua forma literal pode, sob certas condições e circunstâncias fazer com que o aprendiz comece a pensar de uma nova maneira, por si mesmo – como uma pequena quantidade de fermento pode levedar toda uma massa e fazê-la crescer e transformar-se.

As parábolas, contos e milagres encerram interpretações muito além de seu sentido natural e literal. As mensagens literais com ensinamentos morais e regras para a vida são as mais elementares e básicas e algumas podem ser muito difíceis de aplicação ou compreensão pela lógica convencional.

É certo que todo o drama do Cristo e a obra que nos chegou tem objetivos muito mais complexos e elevados, os quais são possíveis de serem acessados com ajuda de escolas e professores como aqueles das escolas de mistério gregas e de seus expoentes, como Pitagoras, Platão, Sócrates entre outros – no caso, os ensinamentos das escrituras “autorizadas” e as não- autorizadas são muito mais avançadas que todas essas tradições citadas.

As parábolas são um instrumento de transformação do entendimento – um meio de estender uma ponte, de fazer ou refazer a conexão entre o inferior e o superior, entre a terra e o céu.

Isso significa fazer o homem pensar e desenvolver a sua compreensão, é um convite para tal.

Essa evolução possível é voluntária, pessoal e intransferível e é chamada de “renascimento”, a obtenção de um segundo corpo. E esta é a ideia central do Evangelho.

Sem o conhecimento de uma nova linguagem é virtualmente impossível para o homem dessa época acessar esse conhecimento oculto no Evangelho. Os homens do passado ainda conheciam os significados de palavras e imagens pintadas nas parábolas, hoje perdidas para aqueles habituados e condicionados a uma linguagem lógica e distante do simbolismo do passado.

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