Sexualidade Doente

Sintomas da Sexualidade Doente

Os sinais de que as funções sexuais estão desajustadas deveriam ser facilmente identificadas. Mas, quando quase todos estão doentes, fica muito mais difícil se dar conta quando, quanto, onde e como há desvios – ninguém consegue identificar seu próprio mau odor!

O problema com a função sexual é que se ela estiver em desequilíbrio, nada mais poderá funcionar bem na pessoa, pois as funções emocionais, intelectuais, instintivas e motoras dependem do equilíbrio da função sexual.

Para compreender porque isso é assim é necessário saber que todos recebem um equipamento básico, fisicamente pronto, que permite o desenvolvimento dos vários centros (cérebros) a ponto de que uma pessoa atinja uma condição onde ele pode deixar de ser uma semente e sofrer uma transformação completa e radical – um crescimento.

Precisa ser dito que aqui nos interessa somente a saúde dos centros “naturais”. E que essa condição necessária só pode ocorrer se a mais poderosa de todas as funções, a sexual, não estiver danificada.

Alguns dos sinais e relações desarmônicas no comportamento geral humano são decorrentes dessa fonte – é o que tentaremos mostrar.

Sem identificar as características e causas de uma sexualidade disfuncional, será impossível definir o que seria um comportamento normal, desejável e necessário para uma evolução real, aqui e agora, do homem natural no homem superior.

As várias manifestações do sexo desajustado são contraditórias e confundem porque muitas podem ser vistas como um fortalecimento ou sofisticação quando são, na verdade, só doença.

Duas categorias podem ser identificadas: A primeira é óbvia e impactante.

Todas as perversões, de desejos sexuais anormais, como repressão dos desejos normais; medo, aversão, indiferença ao sexo, interesse no mesmo sexo.

Na segunda categoria estão todas as manifestações exacerbadas, de alta intensidade que, mesmo não reconhecidas se devem a degenerescência.

Nas duas categorias há em comum que o sexo está sempre em oposição às funções normais do homem, sendo interpretado como pecado, tentação e levando ao crime, a insanidade e a imoralidade.

O sexo normal está em harmonia com todas as funções, aspirações e crenças do homem.

Os graus de inadequação são muito variados: impotência total, ausência de sensação, incapacidade parcial, ausência de desejo, anorgasmia, sensação e desejo somente através de estímulos anormais, tudo isso em completa desarmonia do sexo com com a fé e outros sentimentos elevados.

Essas alterações da função sexual são sentidas como delito, pecado, a mulher é a tentadora, ou o homem é o demônio. Assim o ideal é a impotência, a ausência de libido, abstinência forçada sempre em oposição a espiritualidade (como o indivíduo a concebe).

Outra manifestação doentia do sexo é a sua subordinação a certos ideais políticos, e de grupo, sempre de caráter negativo, em qualquer hipótese, sempre subordinado a coisas distantes da reprodução e do amor entre homem e mulher.

É comum que as pessoas com tais problemas se ocupe em perseguir e agredir aqueles de sexualidade normal, os quais são vistos como uma “ameaça”.

Daí se conclui que essa condição de inadequação sexual, quando acomete um número grande de pessoas, de certos grupos que se unem em torno de suas bizarrices, acaba por contaminar a sociedade e determinar costumes e valores negativos e doentios que se estendem a todas as manifestações e atividades. Não raro, isso pode levar a regras e leis que ameaçam a pessoas normais em detrimento daquelas com desvios.

Pode-se afirmar que, em decorrência de todo esse estado desarmônico em relação a sexualidade que toda a moral e leis, impostas a humanidade com suas restrições que determinam a escolha e as decisões das pessoas, os tabus, os temores, tudo foi determinado não pelo que é normal na sexualidade, mas pela doença.

Outra consequência desse estado generalizado disfuncional há mais tolerância social com as formas patológicas e pervertidas da sexualidade do que com as normais. Claro que isso implica que se tolere e se justifique as pessoas de “sexo intermediário” e suas manifestações anormais de sexualidade. Um processo de autoafirmação e supervalorização é comum em pessoas com uma sexualidade problemática, terminando a se colocarem acima e com mais direito do que o resto da humanidade.

A nossa época é pródiga de perversões, que assim foram reconhecidas em outros momentos da história, mas que exatamente agora são vistas como “arte”, como “direitos”, como “diversidade”.

Já se denominou um desses grupos de sexualidade perturbada, anormal de psicologia do lupanar onde toda manifestação sexual está relacionada com tudo o que é mais baixo no homem – tudo relacionado é para ele, imundo. Fala e pensa em sexo com palavras e pensamentos sujos, baixos. É um escravo, sabe disso e imagina que todos sejam também. Inventa anedotas indecentes e procura assuntos relacionados. Tudo para ele tem sempre uma conotação obscena e faz do sexo, piada. É o típico adepto da pornografia.

No sexo normal não há nada de obsceno ou jocoso. Não é possível fazer do sexo algo cômico.

Na sexualidade normal não há desperdício de energia. Nas trocas sexuais sempre há uma renovação de energias por sensações, pensamentos e emoções.

É preciso se dar conta de que tudo o que de divulga e ensina sobre a sexualidade está manchado por essa sexualidade inferior, pervertida, de forma que a predominância, quase hegemonia na sociedade está dominada pelo inferior, pelo doente. As crianças e os jovens só tomam contato com o sexo através de pessoas do infra-sexo. Pode-se prever que, mesmo sentindo que não deveria ser assim, ficam marcadas por essas poderosas impressões iniciais.

Certamente, esse é o motivo pelo qual certos grupos de influência pretendem “ensinar” sexo muito cedo enfatizando a homosexualidade e a pedofilia, senão a zoofilia.

Então o sexo ficará manchado e relacionado pela suspeita, desconfiança e repugnância.

Uma outra consequência pouco lembrada, mas real é que há não só conexão, mas causação de uma sexualidade perturbada e tendências criminosas e violentas. Aliás, é raro encontrar crime e violência sem alguma associação com neuroses sexuais.

É nesse segundo grupo que se encontra uma exacerbação das funções sexuais, um exagero em tudo no que se refere ao sexo e nesse caso ele está ligado ao que é violento e cruel no comportamento.

Suspeita, ciúme, vingança, orgulho ofendido, posse e tudo fará para vingar-se do que imagina no que foi ultrajado.

Os assim chamados crimes passionais e violência absurda estão aqui, mas esses desejos de vingança, os sentimentos de inferioridade alimentam a sanha assassina.

Toda a obra literária, cinema e teatro, mesmo a mídia e a imprensa glorificam, estimulam e criam as condições que disparam naqueles sensíveis e já perturbadas sentimentos, pensamentos e comportamentos doentios onde o sexo se liga a violência, ao crime, a vingança.

Talvez esse quadro seja difícil de ser captado e menos ainda auto-aplicado. Poucos, nessa civilização perturbada escaparam de ser prejudicados por uma educação e manipulação em todos os momentos de sua vida por pessoas, cultura e instituições que lhes influenciaram.

Não há dividir e isolar o homem em funções herméticas. Tudo influencia e determina tudo e, na questão da sexualidade essa influência para o bem e para o mal é poderosa e determinante.

Baseado em P. D. Ouspensky.

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