Moisés II

O grande precursor do Mashiakh Yaohushua é tão excepcional que uma nação e sua religião devem tudo a ele. Qualquer coisa que seja trazida desse grande profeta sempre ficará muito abaixo de sua importância e obra. Porém, para cada abordagem, há coisas mais relevantes e marcantes. O que quero dizer é que, de nenhuma maneira tenho a pretensão de fazer jus a esse ser magnífico.

Não há nada de morno, de esterilizado em Moisés. O homem era um vulcão poderoso que refinava metais preciosos no calor de suas emoções e ímpeto.

Moisés abrigava em si as mesmas paixões do homem comum, assim como suas tendências boas e más. As Tábuas da Lei significam que as emoções inferiores e violentas devem ser sublimadas nas emoções superiores através do pensamento apoiado na Lei.

Há uma lenda deliciosa sobre Moisés que ilustra bem essa condição poderosa e sua fonte.

Diz-se que um rei poderoso sabendo da fama de Moisés desejava conhecê-lo pessoalmente e, sabendo que estaria em determinada localidade se preparava para empreender uma longa viagem para chegar até ele. Mas, uma guerra irrompeu e esse monarca não pode mais viajar. Então escolheu dois de seus maiores representantes em sabedoria para que lhe fizessem um retrato fiel desse profeta. Escolheu um artista que como ninguém reproduzia a imagem fiel em tela. O outro, que aguardou o retorno do primeiro era um fisionomista – um psicólogo, um especialista que era capaz de por um retrato revelar a personalidade e as características mais profundas da pessoa retratada. O pintor foi até Moisés e explicou o desejo do rei e implorou que lhe fosse permitido retrata-lo, o que ele concedeu. Ao voltar, e encontrar o rei esse pintor apresentou o retrato e o rei pediu então, que o fisionomista o interpretasse. O psicólogo começou a titubear e a balbuciar, o que enfureceu o rei. Esse então ordenou que o fisionomista interpretasse as grandiosas características do grande profeta. Mesmo tremendo e temendo o psicólogo revelou que aquela imagem pertencia a um homem cruel, mentiroso, descontrolado, perverso e assim sucessivamente. O rei se inflamou em cólera e disse estar cercado de charlatões e pensou em mandar executa-los. Mas, tal foi a sua angústia e surpresa que decidiu abandonar seu lugar no combate e sair em viagem para encontrar, ele mesmo a Moisés e desfazer aquela situação insuportável. Finalmente, quando encontrou Moisés e lhe contou o ocorrido e verificou que o retratista havia sido fiel, soube que o seu fisionomista havia errado em sua interpretação. Porém, o grande profeta lhe corrigiu e lhe disse: “os seus dois especialistas acertaram em suas tarefas de me retratar e na interpretação. Sim, aquilo que o psicólogo viu é verdadeiro. Realmente abrigo em mim essas tendências e defeitos terríveis e, minha força vem em reconhecê-las e mantê-las sob controle pela sublimação da razão sob a Lei!”

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