A Lei – o “Senhor”

Todos somos desafiados no curso de nossas vidas para atuar, o que nos coloca diante de três opções de ação:

O uso da força; o abandono do propósito; e/ou a colaboração com o sistema, com um curso de ação – que certamente, sabendo nós ou não, está à margem da lei cósmica e natural. No passado como no presente não se vislumbra outro modo de ação. Na verdade, qualquer um desses modos carrega em si o desvio da Lei porque, obviamente o uso da força e o abandono de um caminho que vemos como muito desejável é, em si, uma uma afronta ao justo. Todos os sistemas políticos, de justiça, científicos, econômicos, entre outros carregam em si a mistura de verdadeiro e falso, de justo e injusto.

O caminho perfeito foi descoberto e perdido ao longo da história muitas vezes. Sempre um novo Avatar surge em um momento de profundo e perturbador afastamento da Lei, de uma perda de conexão com o mundo superior, o mundo real, quando, então, a humanidade se vê perdida e em meio a violência, a escravidão, a doença, ao desassossego. Exemplos desses grandes seres foram e são, Buda, Zaratustra, Moisés, Jesus.

Moisés, o excepcional profeta que fundou a nação israelita teve a iluminação da Lei Única, que depois o sistema sacerdotal renomeou como “Senhor”. Ao consultar as escrituras sempre onde lemos Senhor, entenda-se Lei. A Lei, a Thorá é a essência, não somente da nação de Israel, mas da Congregação Essenia de Yaohushua ha Mashiakh, a Irmandade dos Nazarenos – a qual foi originalmente a “igreja” primitiva dos apóstolos.

Toda abordagem esotérica dos Essênios Nazarenos, pontuando o Ensinamento original do Mashiakh, relaciona Deus ao conceito de Lei. A Lei, tal como eles a viram a Lei está em todo o lugar e na base de tudo. Todas as manifestações captadas pelos nossos sentidos, aquelas invisíveis e ainda, tudo o que se passa no psiquismo é governado pela Lei. Tudo segue a Lei, rigorosamente. É esse o poder atrás de tudo, sempre presente, governando tudo. Esse poder não tem forma, é onipotente, onipresente, porque tudo o que acontece é governado sempre pela Lei. Também é onisciente, porque nela estão contidas todas as leis que governam todas as coisas e a totalidade de todo o conhecimento de todo o universo, ilimitada. E são essas exatamente as qualidades atribuídas ao Criador em todas as religiões e em todos os tempos. Ainda, a Lei é o nosso mestre, nos dizendo tudo o que deveríamos e poderíamos conhecer, nos revelando tudo sobre nós mesmos, o que somos e como funcionamos. Ao nos ensinar, a Lei nos proteje, nos guia seguramente através de todos os obstáculos e problemas, através de dificuldades e, sempre nos indica o caminho e a solução. Somos sempre recompensados por ela e ela nos adverte quando nos afastamos dela. Ela não comete erros e assim é como uma mãe e um pai perfeitos. É o nosso melhor guia, Mestre e protetor. Somos nós que nos punimos a nós mesmos quando agimos em detrimento dela, porque ela é boa, o supremo Bem – a Lei é todo-amor! A Lei está em nós, jamais nos abandona ou falha. A Lei é a fonte de energia, conhecimento e harmonia para nós. Nós trabalhamos com ela quando nos tornamos conscientes dela, compreendendo-a e usando-a.

Ao seguir a Lei Única, a união de todas as leis, o homem pode e, certamente, triunfará sobre todos os obstáculos.

A escolha da Lei como o Caminho é a quarta solução, a definitiva e que não requer a solução armada, nem violência, nem a renúncia e/ou a fuga dos altos ideais, nem a colaboração com o caos e a falsidade, os quais se manifestam nos caminhos do mundo.

Seja na vida em sociedade, na vida pessoal, na vida das nações há uma crescente complexidade, insegurança, perplexidade, doença, desassossego, escravidão, dependência, enfim, um caos e uma perturbação continuadas e inegáveis.

De fato, o homem dessa civilização perdeu o contato, quebrou a aliança com Deus, com a Lei e está perdido num mundo perturbador. Suas saídas e soluções sempre terminam no fracasso porque estão apoiadas no falso, no ilícito, na árvore do bem e do mal – onde bem e mal se misturam. Essa civilização está sempre agindo por tentativas de acertos e erros, empiricamente – e chamam a isso de “ciência”!

A Lei foi trazida e aplicada com sucesso absoluto. Deve-se notar que essa civilização se ocupa em produzir máquinas, elaborar leis e regulamentações, remédios para as doenças que ela mesma provoca, enquanto se nega em conhecer a si mesmo e o universo. Essas ações desequilibram ao meio ambiente e ao próprio homem e impossibilitam a compreensão das leis e do desenvolvimento dos poderes naturais de cada pessoa. A procura do homem dessa Era é patética. A Lei não se esconde – mas é o homem que a evita. Ela dá poder a todos e iguala todos os homens, o que não é do agrado dos poderosos.

Na verdade, a fé dessa geração é nula, vazia. Não acreditam verdadeiramente no Bem, na Lei. Ficam procurando soluções através da violência, da colaboração e da fuga.

Há um esforço do sistema vigente em tentar mostrar para o homem de hoje que teria havido um progresso excepcional em todas as questões humanas e que os homens do passado seriam ingênuos, ignorantes, incultos comparados aos de hoje. Isso denotaria que há avanços reais e que, portanto, as soluções de todos os problemas humanos estão próximos. É óbvio que entre a propaganda e a realidade há uma abismo virtualmente infinito. Exatamente o caminho escolhido, à margem da Lei, condena a humanidade, há milênios, a crises repetidas – tudo que se constrói é destruído e as supostas conquistas teimam em revelar seus lados negativos e obscuros.

As reais características pelas quais a Lei pode ser reconhecida é – Primeira, primordial; segunda, imediata; terceira, universal; quarta, invariável; quinta, evidente; sexta, racional; sétima, justa; oitava, pacífica; nona, benéfica; dez, auto-suficiente. A Lei tem todos os atributos de perfeição que os homens sempre atribuíram a Deus e ainda mais.

A criação não é uma piada de mau gosto, não é um evento casual e incompreensível, mas revela ordem, e está pronta para ser compreendida por todos que buscam a verdade.

Assim, tudo tem razão, ordem e, portanto, Lei. Não há nada no Universo que ocorra caoticamente. A Lei está na base de tudo. O drama humano está em criar “correções” e motivos falsos. As reações naturais do universo à mentira e as falsificações afastam o homem da verdade e criam um cenário perturbado, não porque a natureza seja imprevisível, cruel ou tola, mas ela reage ao comportamento e a interferência humana e, as consequências dessas tentativas desastradas de obter resultados desejados imediatos e impossíveis, alteram a harmonia de tudo.

Há muitos aspectos da vida onde esse comportamento supersticioso e caótico pode ser observado, mas é na saúde onde seus resultados são melhor conhecidos.

A assim chamada medicina é intervencionista provocando alterações na fisiologia e na biologia humana o que impede a compreensão do funcionamento, das leis e da conquista da saúde e sua manutenção. Isso condena àqueles que se submetem a essas práticas destrutivas a má saúde e a perda da vitalidade.

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