Psicologia – a Ciência Da Alma IV

Dentro do espaço da psicologia moderna é evidente a negação das funções psíquicas pessoais e íntimas, invisíveis aos profissionais. O aspecto mais importante da manifestação humana, a consciência, ou é negada completamente por algumas escolas, ou é negligenciada, no sentido de não ser apropriadamente estudada, de forma que a real natureza e sua importância na vida e no desenvolvimento humano fica diminuído ou falseado. Sendo a consciência uma espécie muito especial de “dar-se conta” no homem, independente de sua atividade mental – você pode estar muito consciente ou nada consciente e sua inteligência pode estar mais ou menos ativa. É antes de tudo “dar-se conta” de si mesmo , dar-se conta de quem é ele, onde está, do que sabe e do que não sabe, entre outras coisas.

A psicologia moderna costuma confundir a consciência com funções psíquicas e não compreende que há níveis de consciência tais como aqueles inegáveis mesmo para ela, do estado de sono e de vigília. Mas, há outros estados superiores de consciência que a psicologia moderna desconhece absolutamente. É possível se tornar consciente, ou seja, se erguer acima desses estados onde o homem não está consciente de si mesmo, mas num estado de sono ou semi-sono permanente com raros e ocasionais lampejos de real consciência – é essa é a condição de quase toda a humanidade.

A questão perturbadora por trás dessa negação e desinteresse não se resume só a ignorância, mas tem um aspecto de malícia. Como a consciência é íntima e só pode ser percebida e trabalhada pelo próprio indivíduo não serve aos propósitos “profissionais” de tratar com as manifestações psíquicas tais como o intelecto e as emoções, por exemplo – as quais são “visíveis”, manifestas por observação, inferido ou em testes e equipamentos.

Tudo o que foge ao controle, a possibilidade de manipulação dessas profissões, movimentos, religiões e mesmo do estado, é obviamente evitado porque transfere o poder deles para o indivíduo. Toda a assim chamada civilização “cristã ocidental” tem como eixo o controle do indivíduo pelo estado, pela religião, por formadores de opinião, por autoridades diversas, por profissionais da saúde, e pela “família”, de modo que, ao invés de dar poder e desenvolver o indivíduo, a meta é mantê-lo semi-desenvolvido, justo para servir ao sistema e, principalmente, sob controle.

O homem evoluído e consciente de si é uma real ameaça ao sistema. Ele não é controlável, manipulável e jamais se submeteria a uma ordem inferior, como aquela representada por essas pessoas e organismos.

Somente o Esoterismo, em todas as suas manifestações, em todas as Eras e especialmente na doutrina nazarena de Yaohushua ha Mashiakh objetiva a total e completa emancipação humana. É reconhecido que esses movimentos foram perseguidos e aniquilados e que a maioria se manteve underground para se preservar.

O fim de toda a Congregação de Jerusalém foi o assassinato de todos os seus principais pelo Império Romano em associação com uma parte do judaísmo corrompido e depois, no século IV o assalto final por Constantino, quando o que havia sobrevivido do movimento foi aniquilado e/ou substituído por uma doutrina híbrida, descaracterizada e diluída que servia ao Império e jamais, como declarado e imaginado, o Império se reconstruiu para servir a doutrina original do Mashiakh.

A psicologia como foi vista no passado, é o estudo de si mesmo.

Ninguém, de fora, pode conhecer o verdadeiro homem, que é invisível e que não é o seu corpo, mas sua mente, sua psicologia e, portanto, o que ele compreende. O homem é a sua compreensão. Uma pessoa não é sua aparência, sua idade, sexo, título, sucesso ou fracasso, mas algo que está dentro e só pode ser visto por ela mesma, como só ela pode, se quiser, melhorar, transformar pessoalmente – ninguém pode salvá-la à força ou por meios sobrenaturais.

Cada um, cada pessoa, se se interessa, pode fazer esse trabalho, que é um trabalho para a vida inteira. Não há outro caminho para libertar-se .

Esperar que alguma dessas instituições e/ou pessoas que representam a sociedade, promovam as mudanças, recebendo isso passivamente delas,, ou pagando pelo serviço, é completamente ingênuo e até, estúpido, simplesmente porque são caminhos opostos – a vida em sociedade a serviço da civilização e o renascimento, a evolução pessoal.

A vida, tal como chega a cada um de nós tem os elementos para fazer sonhar e, portanto, a ir a nenhum lugar. Os fatores para a emancipação, a iluminação, a evolução, sempre e só se encontram fora das influências da vida.

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