Como o verdadeiro fundamento da doutrina cristã não é aquele das assim chamadas igrejas oficiais

Chegou o momento, com as descobertas arqueológicas de escrituras como aquelas de Nag Hamadi, os pergaminhos na Índia, no própria biblioteca do Vaticano, em Qumram, os quais estão em conformidade com os profetas mosaicos e outros historiadores do primeiro século A.D., em contraste com a pobreza e a incoerência da doutrina e escritura imposta pela Roma imperial, não deixa dúvidas como a verdadeira doutrina foi pervertida e quais, finalmente foram todos os valores e filosofia sufocados pela força e perseguição aos originais discípulos Nazarenos – os discípulos originais e os primeiros que abraçaram o ensinamento da pessoa do Mashiakh – esses mesmos, da antiga irmandade dos Essênios.

Os pontos enfatizados coerentemente e repetidamente nesses documentos Nazarenos incluem a imortalidade da alma, vegetarianismo, serviço voluntário (se opondo a escravidão), sacrifício não cruento ( ou seja a oposição radical a qualquer forma de crueldade a humanos ou animais), esses princípios, se apresentam como, O Caminho.

As cartas entre Jaime (Thiago), o irmão de Jesus, e o discípulo de Pedro, Clemente, e os principais apóstolos, estabelecem firmemente a verdade sufocada dos fatos por Roma e da verdadeira doutrina.

Os pergaminhos de Nag Hamadi, de Qumram e os relatos de Philo, Josephus e Hegesipus, entre outros, não deixam dúvidas da autenticidade do Caminho.

Em contraste, quando se procura por documentos para suportar aquela doutrina que se tornou o Credo Niceno do quarto século (que se perpetuou nas doutrinas das igrejas oficiais da cristandade moderna), nada de substancial é encontrado nos escritos do primeiro e no segundo século. A Vulgata Latina de São Jerônimo do quinto século, que cristalizou essa doutrina, depois se tornou o Novo Testamento “autorizado”, mostra o grande afastamento da verdadeira doutrina que tinha ocorrido já por aquele tempo.

Não somente na doutrina, nos fatos, mas a própria linguagem revela-se um distanciamento chocante entre as igrejas oficiais como conhecidas hoje e o que foi o movimento nazareno Essênio dos primeiros discípulos do Mestre Jesus.

As cartas entre Jaime, o Justo e Clemente, entre outros escritos do primeiro século, agora recuperados, proveem um substituto confiável ao Ato dos Apóstolos.

Os fatos originados em torno de Jaime, o Justo, são muito contrastantes com aqueles relatados pelas escrituras canônicas.

A doutrina paulina da Igreja apoia-se no “sangue do cordeiro”, na remissão dos pecados pelo sacrifício de sangue vicariante ( substitutivo) de Jesus ( como um resgate dos pecados de outros).

Essa doutrina paulina estabelece uma filosofia que teve um profundo impacto na natureza moral da sociedade. A doutrina que alguém necessita somente acreditar que Jesus morreu para que os pecados dessa pessoa sejam absolvidos de todas as faltas passadas, presentes e futuras, podem ter alimentado mais patologias sociais do que se pode imaginar.

Ao fim, isso não parece promover responsabilidade para as próprias ações.

Enquanto que os ensinamentos da maioria das outras seitas Hebréias estavam baseadas na redenção através do sacrifício brutal, para um Criador vingativo, os princípios fundamentais do Nazarismo (a doutrina original ensinada pelo Mashiakh) ensinava que toda a criação vivia dentro da divina harmonia da Lei, enquanto as ações de alguém levariam uma consequência da mesma espécie. Como com seus mentores Essênios, a aderência a estrita pureza das leis eram parte de sua prática diária para atingir uma relação próxima com o Criador e Sua criação.

Onde a doutrina estabelecida da Igreja (ou Credo) é encontrado não antes do que no quarto século, o conteúdo e natureza de um montante significante da literatura do primeiro e segundo século incluído nesse volume indica total alinhamento doutrinal com aquele que é distintamente Essênio-Nazareno.

Enquanto inícios embriônicos do Credo Niceno não podem ser traçados antes do segundo assalto a Jerusalém pelos romanos em 135 A.D., aquela doutrina auto-dirigida não-cruel (o Caminho) atribuída aos Nazarenos data tradicionalmente ao anti-diluviano Enoch e Noé, e pode ser traçada historicamente (por aqueles não convencidos pelos profetas) aos historiadores do primeiro século (Josephus, Philo, entre outros) já mencionados. Doutrinalmente falando, a cosmologia dos Nazarenos, como aquela dos Essênios, ensinam uma mensagem de evolução para o indivíduo e sua conexão com o Criador, enquanto que aquela que se tornou a doutrina oficial da Igreja pode ser vista como nada menos do que um contrato entre o senhor e o escravo. A Cristandade Fundamentalista tem definido como o alicerce de sua fé, uma crença não questionável no ato sacrificial (realizado pelo benefício de seus crentes).

Para os Nazarenos, o conceito de fé era inerente a aplicação da Lei. Se alguém vivia de acordo com a Lei, compreendia-se que um estado mais iluminado de ser reverberante com o Criador resultaria (isto é, liberdade sob a Lei). Adicionalmente, o Conhecimento da Verdade (ou seja, o conhecimento preciso das consequências por transgredir a Lei, entre outras coisas) mais do que ameaça de danação, permitiria os Nazarenos a manifestarem-se como seus predecessores Essênios, o ingrediente essencial da livre escolha, dando a alma do indivíduo uma oportunidade para evoluir desimpedida pelas superstições negativas impostas que limitam sua expressão.

Finalmente, eles acreditavam que nenhuma instituição poderia jamais ditar o que é ou não apropriado para um indivíduo em sua relação espiritual com o Criador. Como enunciado por Jaime em sua “Lei da Liberdade”, a ordem de início da Lei flui do Criador para o homem, e do homem para suas instituições. As leis da lavra do homem, portanto, não podem superar o Caminho, o qual é a Lei. Isso, eles viam como a manifestação da Divina Lei na humanidade, cujo modo de vida os Nazarenos praticavam e ensinavam. Enquanto isso, entre o mais dramático e final dano das táticas revisionistas da Igreja, estabelecidas pela direção dos oficiais romanos (após eliminar todas as seitas opostas, começando com a linhagem real Nazarena-Davidiana), foi declarar eles mesmos como regentes da Igreja em sua busca para dominar e controlar uma população culturalmente diversa.

Enquanto o Ensinamento Nazareno original pontuava que a acumulação de riqueza para benefício próprio como um erro, a pobreza em, e de si mesma, não era tomada como virtude. Isso foi, entretanto, posteriormente elaborado pela Igreja em Ensinamento que os pobres iriam para o Céu porque não estariam corrompidos pelo dinheiro, e que os ricos iriam para o inferno por conta disso. O resultado de tudo isso, foi que o rico continuou a controlar a riqueza e daí o sistema. Não há simplesmente implicação nas histórias existentes do primeiro e segundo século que esses ensinamentos opressivos tivessem jamais sido ensinados pelos Nazarenos em seu tempo. De fato, suas histórias são completamente diversas. Um era o foco de viver de acordo com o Caminho, e por outro lado, a riqueza para benefício pessoal ou a pobreza, era vista como o mesmo erro.

Como um exemplo concreto e histórico, cito um dos capítulos de um desses livros que revelam esse distanciamento entre a doutrina original pregada por Jesus e aquela pregada hoje nas igrejas “cristãs”.

Do livro, Reconhecimentos de Clemente, o discípulo de Cephas (Pedro) como endereçados a Jaime, o Justo, irmão do Mashiakh e chefe da Congregação de Jerusalém, concernente aos discursos de Simão Pedro, o vice-regente.

Capítulo XII

1Tentação de Jesus; 11Falsos Apóstolos e Professores; 14Necessidade do Testemunho de Jaime; 19Profeta Verdadeiro; 30Maneiras nas quais o vestuário pode ser maculado; 36Poluição através de ações; 39Poluições da Alma.

1 Isso nós gostaríamos que você soubesse com certeza, que o demônio não tem poder contra o humano;

2 A não ser que a pessoa se submeta aos desejos do demônio;

3 Aquele que é o príncipe da maldade, até aproximou-se a Ele, assinalado pelo Senhor, um Rei da Paz;

4 Tentando Jesus, começou prometendo a Ele toda a glória do mundo;

5 Porque ele sabia que quando tinha oferecido isso para outros, com a intenção de engana-los, eles o adoraram;

6 Portanto, injusto como ele era, e desconhecedor de si mesmo, o que finalmente é uma especial peculiaridade da maldade;

7 Ele presumiu que seria adorado por Jesus por quem sabia que era para ser antagonizado;

8 Entretanto, nosso Mashiakh, confirmando a soberania do Não Emanado Senhor Criador, respondeu-lhe;

9 Está escrito: “Adorarás o Senhor teu Criador, e a Ele somente servirás”;

10 E ele terrificado por essa resposta, e temendo que o Caminho da Lei pudesse ser restaurado;

11 Se apressou imediatamente a enviar a esse mundo, falsos profetas, falsos professores e falsos apóstolos;

12 Que falariam finalmente em nome do Senhor, mas que cumpririam a vontade das forças da escuridão;

13 Assim, observe com grande atenção: que não acredite em professor;

14 A não ser que traga de Jerusalém o testemunho de Jaime, o irmão de Yaohushua (Jesus) ou de quem quer que, como Professor de Justiça, teve a permissão dele.

15 Porque ninguém, deverá ser recebido a não ser que ele tenha estado em Jerusalém;

16 E dali, aprovado por Jaime, como um preparado e fiel professor do Caminho da Lei.

17 Não permita nenhum profeta ser procurado por você.

18 Atente a nenhum apóstolo, salvo aos doze nesse momento.

19 Pois há somente um Profeta Verdadeiro, cujas palavras nós Doze Apóstolos pregamos;

20 Porque Ele é o reconhecido ano do Senhor, tendo Doze Apóstolos como seus doze meses.

21 Mas por aquela razão o próprio mundo foi feito, ou aquelas diversidades ocorreram nele;

22 E porquê nosso Mashiakh, vindo para a sua restauração, tem escolhido e enviado doze apóstolos;

23 Será explicado mais à frente em outro momento.

24 Em quanto isso ele nos ordenou ir e ensinar;

25 E para convidar-vos para o banquete do Reino Celestial, o qual o Pai tem preparado para o casamento do Primeiro Filho Emanado;

26 E que nós devemos lhes dar vestuários de bodas, isto é, a graça do batismo do espírito;

27 O qual quem quer que obtenha, como um manto sem mancha, com o qual ele deve entrar para essa ceia;

28 Não deve ser manchado em qualquer parte dele com sangue;

29 De outra maneira, será rejeitado como não merecedor e reprovável.

30 Os meios nos quais esse traje pode ser manchado são esses:

31 Se alguém se afasta do Não Emanado Senhor Criador de Tudo;

32 Receber ao invés do Caminho da Lei, outro ensinamento paralelo;

33 A qual unicamente é a fiel e Verdadeira Doutrina, a qual nós os doze apóstolos temos sido enviados para ensinar;

34 Se alguém pensa diferentemente do que dignamente da substância do Senhor, a qual é o Caminho da Lei, que excede todas as coisas;

35 Essas são as coisas que fatalmente até poluem o manto do batismo do espírito.

36 Mas as coisas que poluem nas ações são essas:

37 Adultério, ódio, avareza, ou má ambição; mas os piores desses são estupro, assassinato ou crueldade de qualquer espécie.

38 E as coisas que poluem a uma vez a alma e o corpo são esses:

39 Partilhar da mesa dos demônios;

40 Isto é, provar a carne e o sangue da carcassa (corpos de coisas mortas)

41 Ou desejar mais o qual tem de qualquer forma sido sacrificado ou oferecido aos demônios ou ídolos de qualquer espécie.

42 Seja isso portanto, o primeiro passo para vós de três;

43 Cujo passo traz trinta mandamentos, e o segundo, sessenta;

44 E o terceiro, a centena, como exporemos sobre mais completamente para vós em outro momento.

Fica claro o contraste entre as doutrinas originais do Mashiakh aos seus discípulos Nazarenos e aquelas pregadas hoje nas igrejas, o que ficou assim após o assalto de Constantino, no século IV, à Congregação de Jesus. 

Hoje se tornou possível, sem nenhuma dúvida, com abundantes provas arqueológicas, doutrinais e práticas a comparação entre o que era e o que as igrejas dizem ser o cristianismo de mais de dois bilhões de fiéis, que se submetem a doutrina pervertida pelo Império Romano – esse, inimigo declarado e eterno do Mestre. 

Toda a base doutrinal foi diluída e relativizada, quando não eliminada totalmente, de forma a adaptar a fé genuína ao império romano pagão – aos seus costumes e moral.  

O que os assaltantes de ontem e de hoje não previram é que, apesar do assassinato das lideranças e a destruição dos livros, algo tivesse sido preservado e que, entre o século XIX e XX descobertas arqueologicas revelassem a verdade e os fatos que mostrariam que o cristianismo oficial de hoje não corresponde a doutrina de salvação original do Ungido. 

O cristianismo pregado por essas igrejas, apoiadas na “adaptação” e perversão do Credo original, isto é, no Caminho da Lei, estudado e vivido pela igreja primitiva, revela-se sem fundamentos, sem os alicerces necessários, o que se mostra nos resultados pífios e contraditórios alcançados individualmente e socialmente em uma civilização cambaleante. 

Um comentário sobre “Como o verdadeiro fundamento da doutrina cristã não é aquele das assim chamadas igrejas oficiais

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s