Cristianismo Primitivo X Cristianismo Paulino

As origens do Movimento Cristão original

A terrível e maléfica influência de Paulo de Tarso na reedição do cristianismo pelo império Romano sob Constantino, teve como um de seus objetivos principais a apagar toda a influência de Moisés da doutrina cristã e mesmo, criar uma fratura e oposição artificial entre o cristianismo e o judaísmo. Nos séculos que se seguiram aos concílios de Nicea e o expurgo e perseguição de obras, da história, de santos, evangelistas, profetas e pastores do cristianismo primitivo, foi violenta e radical. Procuraram negar, por todos os meios, a raiz judaica do cristianismo. As igrejas oficiais assim chamadas “cristãs” – católica, reformada e ortodoxa combatem com empenho toda a referencia e origens judaicas, satanizando o judaísmo. O atual cristianismo é um filho com origem questionável . A continuidade natural e inegável dos profetas e de Moisés, em especial, é, até nossos dias, combatida por essas seitas como uma doença que deve ser curada. Por que? Paulo não poderia produzir o cisma supervalorizando sua mensagem, a não ser que combatesse os apóstolos, que seriam “judeus”, Nazarenos, mosaicos, com hábitos e valores judeus (lembrem do super empenho em execrar a circuncisão e torná-la uma marca negativa). Ele usou todo o poder Romano e sacerdotal saduceu (alinhado com os conquistadores) para impor a sua versão da mensagem do Cristo. Ele tentou passar a ideia que o judaísmo era um mal a ser expurgado completamente da doutrina cristã, assim como os apóstolos e discípulos originais daquela cultura e fé. Como agente Romano, a forma de impor a cultura Romana foi destruir a origem judaica no cristianismo, que não aceitava a cultura e a pesada escravidão Romana e da qual, o cristianismo tinha como base cultural e doutrinal o próprio judaísmo. A tentativa insana de negar que o cristianismo é uma continuidade do judaísmo enfraquece a própria pessoa do Ungido, sua origem e doutrina – Jesus foi denominado o Nazareno, não porque viveu em Nazaré, que na época não era conhecida assim, mas pelo Movimento Essênio Nazareno ao qual pertencia. Com isso, na verdade, o atual cristianismo pouco tem do Salvador e muito mais tem de Paulo e do paganismo romano. O estrago é evidente e está explícito na incapacidade desse híbrido artificial e ilegítimo em resistir as influências culturais alienígenas de nossa época. O cristianismo paulino tem uma origem bastarda e questionável na mesma medida da “conversão” de Paulo no caminho a “Damasco” e seu combate aos escolhidos por Yaohushua acolhidos como seus apóstolos. Os apóstolos deixaram de ter Moisés e os profetas como pais? Jesus negou a Lei e os apóstolos? Mas, Paulo fez e desfez, e realmente, em atos, negou as origens.

De tempos em tempos a mensagem original e sua força são diluídas e enfraquecidas. Novamente e inegavelmente a mensagem original foi misturada com falsificações e a conexão com a origem, está a ponto de se romper completamente. O Reino que veio com o Salvador foi coberto com densas trevas quando Paulo e seus seguidores pregaram sua doutrina como uma fumaça toxica. É inegável o fato de que a fé original não se encontra mais nos credos oficiais e que o resultado é que as benesses do Reino não são encontradas em nenhum lugar. Ao mal foi dado um corpo. E o que é o mal senão a ausência do bem, da Lei? Quando se atribui realidade ao mal se nega a Deus, ao monismo, a ideia mosaica de Universo. Se o mal existe, então ele pode se impor e assim se justifica que seríamos vencidos por uma força real tão poderosa quanto a de Deus. Paulo diz que o homem é mau em essência e que só a “fé” em sua doutrina/evangelho particular podem salvar ao homem – que na doutrina paulina significa uma vida miserável aqui e uma salvação, pela fé e depois o Paraíso após a morte. Ele ensina que devemos nos submeter ao mal, em sermos escravos e obedecermos aos regentes desse mundo, que são os verdadeiros representantes de Satanás. Assim que nasceu, a Filha do Salvador – sua Congregação, ela foi sequestrada e precisa ser resgatada. Toda a base da doutrina do Salvador foi subtraída e muitos de seus ensinamentos pervertidos na igreja erguida pelos maiores inimigos do cristianismo e do judaísmo: Roma! É fundamental compreender que Roma e sua cultura sempre foram e continuam sendo inimigas do Cristianismo e do Judaísmo. Como, então, um imperador romano, pagão funda uma igreja estatal e sai a destruir documentos, a assassinar discípulos, criar dogmas e pior, impõe Paulo de Tarso como a voz mais alta da escritura cristã? Qual a dúvida de que isso foi um assalto a Congregação do Salvador e a sua doutrina?

O evidente enfraquecimento do cristianismo tem muitas razões. O atual modelo de justiça e de estado (a república) é romano – pagão!

Como aceitar sem questionar que a suposta herdeira da doutrina original seja uma religião estatal fundada pelo inimigo e imposta à espada e à fogo ao mundo?

Jesus veio criar uma igreja com poderes estatais? Isto é típico do Império Romano e, jamais da verdadeira doutrina cristã. Foi explicitamente ORDENADO pelo Cristo que os apóstolos e toda a Congregação deveriam permanecer em Jerusalém e de lá derramar luz sobre o mundo. Não se pode reconhecer o Vaticano, estabelecido em Roma como a sede do cristianismo e como representante genuíno da doutrina por todos esses motivos.

Onde está a Congregação de Jerusalém? Foram quase todos assassinados pelas tropas romanas de Constantino. Alguma dúvida do que isso significa? E as 20 bibliotecas queimadas, incluindo a de Alexandria para destruir o registro de 300 anos de evangelização? Um golpe terrível no verdadeiro ensinamento.

Yaohushua alguma vez afirmou que o que ele trouxe anulava Moisés e os profetas? Não! Mas, Ele criticou duramente os sacerdotes e os fariseus. O fenômeno dos profetas de Israel não é explicável pelo judaísmo farisaico e sacerdotal. Na época de Yaohushua era evidente a degradação da religião judaica. Como entendo, Yaohushua veio salvar a humanidade e isso, incluía os israelitas. Com os israelitas vinha a cultura e a fé. Como separar Israel da origem da humanidade, dos antigos profetas, de Adão e Eva, de Melquisedec, de Noé, Isaías, enfim, de todas essas gerações de seres excepcionais dos quais carregamos todos, o sangue? E, não carregamos apenas o sangue, como a cultura, as crenças e a fé.

Yaohushua foi um rabino, um Mestre em Israel, ensinando frequentemente nas sinagogas e ainda, no Templo. Ou seja, que divisão, que separação podemos fazer entre a verdadeira fé de nossos ancestrais, de Yaohushua e a atual? Paulo, particularmente, atacou não somente as pessoas dos fariseus, mas a fé judaica, a Torah, a Moisés e a todos que reverenciavam e Lei, incluindo Pedro, Thiago e João, os pilares da Congregação de Yaohushua-Miriam! Havia novas revelações no que o Ungido trouxe? Sim, mas todos os profetas não vieram trazendo novas revelações e acusações sobre os desvios e pecados de Israel? Além de tudo, em Yaohushua todos os sinais de que era o Ungido estavam presentes e, Ele mesmo declarou ser o Messias. Como com outros profetas, Ele também foi perseguido e finalmente morto. Seus pais eram descendentes do rei e profeta David. Ao expurgar da fé cristã o judaísmo, os cristãos tornaram a religião estranhamente órfã. Yaohushua veio em Israel, da descendência de David, rabino e membro da religião, a qual nunca rejeitou. Ainda, nosso Mestre declarou abençoados os bons judeus e afirmou que esses iriam ao Paraíso. Aqueles que assaltaram a Congregação e deturparam as palavras do Salvador são os inimigos, e não os israelitas. Aqueles que pediram a crucificação do Ungido pertenciam ao judaísmo só de nome e eram daqueles a quem Yaohushua veio salvar. Sim, a religião havia decaído profundamente e muitos estavam em pecado e perdidos. Qual seria a necessidade da vinda do Ungido se estivesse tudo bem? Fosse assim, não haveria necessidade do Mashiakh e Moisés e os judeus salvariam o mundo. Aquelas partes pervertidas do judaísmo são para serem lançadas fora e as boas novas do Reino, recebidas e vividas. O que fizeram os inimigos? Mantiveram o bem e o mal das escrituras como sagradas, juntas e misturadas, impondo aos fiéis, sem distinção coisas santas e profanas. Instalaram a confusão e o motivo para a destruição da fé porque, certamente, a verdade e a mentira não podem se misturar, para que a verdade não seja contaminada. Tanto é assim que o Profeta Verdadeiro foi condenado por se opor às falsas doutrinas que estavam sendo ensinadas ao povo e, essas falsas doutrinas continuaram coladas à Lei e aos profetas – cruel! Dizer, portanto, que toda a Escritura é inspirada é uma grande maldade para com o povo. Se a religião havia se pervertido, por que as escrituras também não? As escrituras não fazem parte de uma determinada crença? Os judeus acusaram várias vezes ao Mestre de falar e agir contra elas. Apesar de Paulo falar contra a lei afirmou que toda a escritura é inspirada e assim os inimigos apresentaram ao povo a essa nova fé, injustificadamente, em nome de Yaohushua, como se essas fossem suas instruções originais. Aqui se revela a loucura dessa nova e falsa fé quando, mesmo contra as palavras do próprio Mestre, o chamam Deus. Ele disse, não sou Deus, mas Filho de Deus. Mas também, afirmou: “sois deuses”, como seu ancestral e profeta e rei, David. Também, afirmou que aqueles que acreditassem e cumprissem com a justiça e a Lei fariam as obras (milagres) que Ele mesmo fez e ainda mais. Isso parece contraditório? Mas não é! O que é estúpido é achar que podemos ser salvos sem as obras. E pior, é impossível conciliar todas as escrituras como inspiradas porque elas não o são e isso, destrói a sanidade. Ele veio separar o joio do trigo e declarar as boas novas do Reino e tudo o que não se harmoniza com o seu ensinamento – que é a revelação final, deve ser descartado. Então, em que condição melhor do que aqueles judeus que condenaram o Ungido estão os cristãos de Constantino? Eles usam a mesma escritura, e a eles está ordenado receberem tudo como verdadeiro, mas os judeus e os cristãos-judeus (os Essênios) deveriam ser execrados no julgamento dos cristãos romanos e reformados.

Pode parecer que o judaísmo não faz falta ao cristianismo, que podemos prescindir de tudo e fazer de conta que “acreditamos” porque lemos e recitamos, mas não “praticamos”. Yaohushua era rabino e não era hipócrita. Se era rabino, cumpria integralmente a lei e nos ensinou assim, que devíamos imitá-lo. Ou seja, ele fez o que os judeus fazem e ainda mais. Tomou toda a Lei e a cumpriu não somente externamente, mas internamente. Assim Ele nos ensina que não podemos segui-lo se não somos antes, excelentes judeus. Aí está a força, a justiça, a verdade, mas também nos ensinou que precisamos ir além disso, dessa forma necessária, porém não suficiente, e fazer o bem e uni-lo a verdade com amor.

Não podemos ser cristãos antes de ser judeus. O que o paulinismo fez? Anulou, execrou, fez pouco caso dos judeus, portanto do Salvador. Yaohushua certamente não foi um rabino fariseu ou saduceu, mas Essênio, como eram aqueles de sua familia, mas compreendam, para ensinar nas sinagogas e no Templo cumpriu com todas as regras e as honrava. Quais foram as regras que não cumpriu e que o levou a ser crucificado? Aquelas que estavam pervertidas. Os fundamentalistas daquele tempo, os fariseus, como os de hoje são potenciais assassinos – matam pela letra – são literais. Não há amor neles. Os inquisidores também mataram pela “verdade”. As escrituras são necessárias, mas não suficientes. O judaísmo é necessário, mas insuficiente. Mas, um fato deve ser observado. Estão hoje os cristãos melhores do que os judeus? Os cristãos em suas vidas, são superiores no que? Se não são, então não seguem verdadeiramente ao Ungido, mas a uma falsa doutrina que foi concebida para deixar a humanidade no limbo, na escuridão. A artimanha romana está exposta. Perverteram a religião e tentaram destruir a sua história ancestral e real origem. E o que fazem hoje os descendentes dessa falsa edição do cristianismo? Atacam continuamente Israel tentando agora não apenas aniquilar o respeito e a consideração a fé judaica, mas destruí-los fisicamente. Os nazistas já fizeram isso com eficiência. Qual a origem das crenças alemãs? O mais fanático paulinismo. Para recordar, o nazismo estava associado ao islamismo e hoje, tudo retorna com outra forma, mas o mesmo objetivo: o anti-semitismo violento, invasão islâmica agora sob a tutela da esquerda perversa. Ou seja, o espírito anti-semítico continua mais vivo e fortalecido do que nunca, não só na Alemanha de Martinho Lutero com seu terrível livro “Os judeus e suas mentiras” – livro de cabeceira de Adolf Hitler, mas em todo o mundo assim chamado “cristão” contaminado inconscientemente pelas palavras “inspiradas” de Paulo de Tarso, o falso judeu, porém verdadeiramente cidadão e agente romano, o qual foi reabilitado e imposto à força no Novo Testamento de Constantino, imperador romano e inimigo do rabino Jesus.

A crença inconsciente de ódio aos judeus ressurge agora, nesse momento da história para separar violentamente os filhos da luz dos filhos das trevas onde novamente a semente maligna do paulinismo se materializa e submete a Europa e quiçá o mundo ao Islã com essa antes incompreensível atitude de submissão aos carrascos. O implante paulino vingou na mente do ocidente que agora se permite deixar abater pelos demônios islâmicos como uma compensação pelos seus crimes contra a verdade. É um suicídio coletivo, verdadeiramente!

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