Materialismo Científico

A assim chamada civilização judaico-cristã, ou cristã-ocidental patina em crenças materialistas e imagina-se espiritualizada. A necessidade de desvelar essa questão é primária porque sua armadilha é uma eterna ameaça para a destruição da paz e do progresso como uma condição mínima para a evolução pessoal. A hegemonia do materialismo é tão poderosa e insidiosa que ninguém se dá conta.

As crenças materialistas comandam integralmente a vida nessa Era. Todas as decisões e ações em todas as manifestações humanas se apoiam nelas. Não há nada que se faça individualmente ou coletivamente que escape do sensualismo, da hegemonia dos sentidos e, consequentemente, da mente lógica formada e limitada pelo que se capta do mundo e pelo que não se percebe com a visão e a audição. Cada vez mais o abismo entre o homem sensual – um prisioneiro do mundo de aparências, do tempo e das limitações dessa visão – se alarga e aprofunda em relação ao mundo das ideias, do invisível e do eterno. Toda a vida do homem moderno e pós-moderno se limita as provas que lhe trazem seus sentidos. Ele não só não “vê” além, como nega tudo o que seus sentidos não alcançam. Se condenou as suas limitações, não quer mais nada. Argumenta de que se há, por acaso, algo mais do que lhe trazem os sentidos deverá ser provado e demonstrado por provas “científicas” e dentro das suas condições psíquicas limitadas – as quais reputa serem o máximo possível da evolução – está convencido de que chegou ao ápice da evolução.

Para esses, tudo está fora, nada há dentro dele mesmo que mereça consideração.

Mais, essa atitude de desenvolver a tecnologia não somente não lhe traz a solução sonhada, mas lhe impede de desenvolver-se – porque seu foco fica no exterior e não no interior. Para ele o mundo e seu domínio é um fim e, ele não reconhece esse mesmo mundo ser um meio para o auto-conhecimento e crescimento.

A reação de negação da existência de outros mundos, aqui e agora, de consciências superiores, de um Novo Homem – muito superior à ele próprio, são negadas porque isso significa perder sua segurança, certezas e inverter suas crenças. Finalmente, o trabalho de uma vida pode ser reduzido a nada, a um monte de “conquistas” vazias e ilusórias. Nenhuma conquista pessoal e da ciência acrescenta nada em sua própria compreensão e evolução pessoais. As conquistas dessa civilização não mudaram em nada o homem quanto ao seu ser, mas certamente acrescentaram muito ao ter. A ideia de que o mundo misterioso e milagroso pode ser explicado e revelado pela ciência estampa a profunda limitação psíquica do homem médio. Ele não se dá conta de suas limitações, mas crê que a ciência resolverá seus problemas. O desespero de explicar o superior pelo inferior, o incriado pelo criado é um obstáculo poderoso à evolução possível, ao despertar ao mundo real.

Reconhecer que a humanidade continua grosseira, ignorante e violenta, apesar dos avanços da ciência e da tecnolgia nos obriga a ver que só as máquinas evoluíram enquanto o homem continua o mesmo selvagem.

 

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