Não Existem Curas

 

 

As drogas e os tratamentos são administrados e os pacientes ficam bem. O pressuposto sempre foi que as drogas e os tratamentos restauravam a saúde – curavam a doença. Profissões e grandes negócios se perpetuam sob esta crença.

Apesar da atitude de onipotência, as ciências oficiais de saúde reconhecem que não dispõem uma ciência de cura. Há não muito tempo atrás a Associação Médica Americana declarou em St. Louis que a “medicina era errônea em teoria e fatal na prática”.

O procedimento atual, baseado no sistema médico de administração de drogas, está em oposição à natureza, em guerra com o organismo vivo e é desastroso na prática. A questão que se coloca é a seguinte: Deve a doença ser curada? Jamais esta questão foi satisfatoriamente respondida porque antes é necessário responder: O que é a doença para que deva ser curada? Se ela é um mau espírito, um demônio, fantasma, qualquer coisa sobrenatural, cure-a ou mate-a por todos os meios, Se ela é uma substância estrangeira, força ou entidade, qualquer coisa estranha ao organismo, faça-se o mesmo. Envenenar o sangue com drogas, cortar, cauterizar, irradiar, sangrar, podem atingi-la e mata-la, e isto é cura-la. Mas, e o paciente? Cada dose é uma guerra contra sua vitalidade, e toda droga é um monumental engano. As doenças não podem ser curadas. É o paciente que deve ser curado. As doenças são apenas esforços do organismo vital para recuperar a condição normal – que é a saúde.

Ao não responder à questão: devem as doenças ser curadas(?) persistiu a crença supersticiosa do passado, quando se acreditava que eram maus espíritos que causavam as doenças, que elas são coisas vindas inesperadamente de fora e inimigos exóticos que atacam o organismo. Conseqüentemente, o doente deve ser envenenado, cauterizado, provocado o vômito, purgado, eletrocutado, sangrado, transfusado, seccionado, irradiado, enterrado, queimado, cozido, congelado, espetado, chicoteado, torturado, lixado, injetado com pus, impregnado com venenos de cobra e abelhas, e submetido a um milhar a mais de abusos semelhantes, todos em nome da cura. Popularmente se diz que a cura é pior do que a doença. E isto não está longe da verdade – reconhece-se que há muitas enfermidades que são iatrogênicas – causadas pelos tratamentos. Quando se pensa em cura logo se imagina o resultado de alguma ação externa sobre o organismo que lhe devolveu a saúde. Também se entende que a doença seria necessariamente e invariavelmente evidência de um processo destrutivo e que certas substâncias venenosas são, quando indicadas e administradas pelo médico, inimigas da doença e a favor da saúde. Tanto médicos como leigos acham que uma cura dificilmente ocorreria, mesmo diante de evidências de uma total remissão, sem o emprego de algum meio médico; a cura sempre tem um sentido mais de um recurso externo do que interno; ela seria a operação ou efeito de algo estranho ao corpo.

Muitas curas têm sido anunciadas ao longo de séculos e a maioria nestes últimos 50 anos. A cortisona deveria ser a cura da artrite – não é. O entusiasmo inicial e o alívio dos sintomas mostrou-se ilusório, tanto quanto todas as curas passadas. Assim ocorreu com a insulina – que deveria ser a cura da diabetes. O Interferon foi anunciado como a cura definitiva do câncer, mais uma decepção. Mais marcante têm sido os anúncios de cura do câncer e da iminência da descoberta de uma droga definitiva e de uma droga melhor, mais eficiente e menos tóxica para o paciente e, assim, sucessivamente. Mas, finalmente, todas as assim chamadas “curas” acabam por se revelar enganos, ilusões, decepções e prejuízos – sim, porque também estas drogas e procedimentos milagrosos acabam por se revelar extremamente perniciosos e prejudiciais. O que é mais notável em todas estas propagandas de curas é que não se fala em remoção das causas, mas somente de cura ou de remissão dos sintomas. No caso do câncer, espera-se o descobrimento de uma droga que mate o tecido canceroso sem matar o paciente, sem destruir seu tecido íntegro. Mas, todas as drogas são citotóxicas, todas matam as células. Do mesmo defeito sofre a radiação que mata indiscriminadamente todas as células. Todos estes métodos ignoram e desprezam as causas do câncer, elas pretendem curar o câncer sem remover as causas!

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