Sobre Presidentes, Reis e Governos

Há muito tempo atrás os homens quiseram constituir Reis para que esses pudessem fazer a guerra, regê-los e julgá-los. O momento exato dessa escolha está claramente descrita pelo profeta Samuel:
E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações.
Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao Senhor.
E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.
Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses serviram, assim também fazem a ti.
Agora, pois, ouve à sua voz, porém protesta-lhes solenemente, e declara-lhes qual será o costume do rei que houver de reinar sobre eles.
E falou Samuel todas as palavras do Senhor ao povo, que lhe pedia um rei.
E disse: Este será o costume do rei que houver de reinar sobre vós; ele tomará os vossos filhos, e os empregará nos seus carros, e como seus cavaleiros, para que corram adiante dos seus carros.
E os porá por chefes de mil, e de cinqüenta; e para que lavrem a sua lavoura, e façam a sua sega, e fabriquem as suas armas de guerra e os petrechos de seus carros.
E tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras.
E tomará o melhor das vossas terras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e os dará aos seus servos.
E as vossas sementes, e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais, e aos seus servos.
Também os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores moços, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho.
Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe servireis de servos.
Então naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que vós houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia.
Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei.
E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras.
Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu aos ouvidos do Senhor.
Então o Senhor disse a Samuel: Dá ouvidos à sua voz, e constitui-lhes rei. Então Samuel disse aos homens de Israel: Volte cada um à sua cidade.
1 Samuel 8:5-22

Não há nenhuma dúvida que ao constituir governos, Reis, repúblicas, os homens rejeitam ao Criador e pagam o preço de sua loucura.
O que essa rejeição significa é que o povo não deseja que a Lei reine sobre eles, mas que um governo do mundo venha e eles se submetam a essa ordem inferior. Há varias causas para tal atitude. Os homens cada vez mais perdem o contato com o sutil, com o superior, e assim, buscam “provas” e “garantias” próximas, materiais que lhes falam mais à sua natureza grosseira. No seu orgulho, na sua rebeldia, procuram governos cada vez menos elevados para se identificarem com seus governantes, dirão: “os senhores são iguais a nós” – o que não poderiam dizer do Criador!
Portanto, mesmo esquecidos, os homens precisam saber que toda essa parafernália é não só desnecessária, mas uma ofensa, uma demonstração de falta de fé, de crença no Bem. Eles querem “garantias” e pagam muito caro por elas.
É visível como esses governantes estão cada vez mais insanos e cruéis. Há alguma duvida de que estão todos a serviço do mal?
Muitos se perguntam porque não podem ter bons governantes? Qualquer governo é uma usurpação da soberania Celestial e assim, em princípio, todos os governos e poderosos não servem ao bem. Ao ascender a um desses postos de comando do povo, em qualquer nível, por regras mundanas e pagãs, imediatamente esses homens que se colocam acima de seus semelhantes para governar, legislar e julgar se pervertem com o poder, pois o homem não foi concebido para reger sobre os seus semelhantes – isso perverte a um dos três pilares da justiça: igualdade, liberdade e propriedade – se somos iguais perante Deus ninguém pode rever sobre o outro. Ainda, o príncipe desse mundo é o maligno – e é ele que tem o domínio sobre todas essas coisas e assim, eles estão todos a serviço dele quando participam desse seu mundo. Portanto, essa ordem é satânica e jamais haverá justiça, lei e regência para o bem dos homens, mas só para destruí-los.
Há governos melhores e piores? Certamente! O que ocorre é que os piores são um impedimento material à salvação e os “melhores” criam substitutos falsificados da verdadeira espiritualidade e busca do Reino. É inegável que essa civilização, fundada sobre a republica romana e a democracia grega, por suas bases originais, é pagã e todos os seus interesses estão voltados para o progresso material pessoal, prestígio e a prosperidade nacional – está repleta de promessas, armadilhas e tentações. A Deus, nessa ordem, ficou reservado um pequeno espaço na vida do povo.
Técnica eficiente de induzir ao sono hipnótico é aquela de manter o povo ocupado com milhares de obrigações, de interesses, de preocupações, de compromissos, de regras, de forma que não haja nenhum espaço ou energia para escapar, para a entrada do espírito e, como autômatos, reagem continuamente a esse dilúvio de estímulos. Foram feitos em seres reagentes, como animais irracionais, incapazes de uma ação verdadeiramente criativa.
Para a maioria, não há nada em sua vida familiar, religiosa e social que possa resistir, ou lhe constituir, para escapar dessa verdadeira escravidão. A coisa está implantada tão profundamente que, mesmo diante da realidade dolorosa, eles não podem sequer pensar em viver de outra maneira. As hiper-estruturas criadas por essa civilização, a complexidade e a perda continuada de auto-suficiência e liberdade são consequências inegáveis de uma falsa filosofia política, social, econômica e moral. É verdadeiramente impossível viver plenamente e ser feliz nesse ambiente artificial, ameaçador e escravizante. Não há outra solução senão um Êxodo. Porém, um Êxodo só pode ter sucesso apoiado em uma verdadeira filosofia e em guias capazes. O sucesso começa por uma longa preparação de pessoas que compreendem o horror da situação e buscam sinceramente a saída e que passa por uma evolução pessoal.

Quem disse que somos obrigados a nos submeter a essa ordem demoníaca, que é a assim chamada civilização ocidental, com suas varias formas mais ou menos maléficas?
Há um conformismo e uma paralisia catatônica assustadora. A submissão a esse estado de coisas é doentio, é inaceitável em pessoas com uma mínima razão. O que eles chamam de “democracia” onde ciclicamente “escolhem” seus representantes e daí se submetem as suas ordens e regras por períodos fixados e depois, mesmo insatisfeitos e desiludidos, se convencem que tudo pode mudar e melhorar com novas “eleições” de novos governantes, é patético. Também, é paradoxal que esses homens tão orgulhosos se submetam a serem governados por seres perversos e inferiores e justifiquem que estão “seguindo a lei”, mesmo que constatem, repetidamente, que esses seus eleitos são os primeiros a descumpri-las.
É evidente que isso tudo é enganador e um sistema perverso de controle de comportamento.
Os postulados republicanos e democráticos não passam de um sistema de poder e controle. Nenhum benefício atribuído a isso é real. O que os donos do poder dizem que estão benevolamente e altruisticamente dando aos cidadãos já são direitos inalienáveis e eles os sonegam e barganham para aumentar sua importância, como se fossem os senhores legítimos a distribuí-los. Os direitos a vida, a liberdade, a propriedade e a igualdade, ou equidade, o que no seu conjunto são a justiça, ninguém precisa nos “dar” – isso já é nosso por direito de nascimento. O estado se apossou de algo que sempre foi nosso e agora distribui como barganha, negociando, com finalidade de nos fazer escravos voluntários .
A busca por conquistar a natureza, em criar coisas desnecessárias, em vender e comprar, em usufruir, em dominar é uma doença, uma tara. O homem dessa civilização ocupa toda a sua vida em obter desesperadamente o que já é seu por direito de nascimento.
Ao se ocupar em criar um mundo artificial, em “melhorar” o que Deus criou o homem não somente destrói a natureza e danifica assim o organismo, mas pior, isso se constitui em um real impedimento ao auto-conhecimento e a descoberta das potencialidades. Somos feitos à imagem e à semelhança de Deus, somos deuses, ou seja, temos funções e poderes divinos a nossa espera. Por que não estão presentes? O motivo é que não queremos conhecer e seguir a Lei, a Deus, mas em criar um outro mundo, com outras regras de nossa própria cabeça. Como essa civilização faz, jamais seus membros descobrirão e realizarão nem uma ínfima parte daquilo para o que foram criados – nascerão e morrerão como simples bestas. O homem dessa civilização se perdeu no seu orgulho e ganância. Se perdeu e jamais experimentará a sua verdadeira natureza e potencial. Não é o objetivo real da humanidade criar coisas, reinos, sociedades sofisticadas, mas constituir-se ele mesmo. O homem nasceu com um corpo plenamente evoluído, porém com uma psique a ser desenvolvida, com corpos de pensamento e sentimentos que precisam ser nutridos e direcionados. O corpo é o Templo do espírito e o espírito o Templo de Deus. Se o corpo for danificado o espírito não poderá habitá-lo e assim também, Deus não fará habitação nele. Portanto, todos os poderes possíveis jamais se atualizarão. O medo, a insegurança, a fraqueza, a dúvida em enfrentar a vida sem a tutela do estado, de regentes, da tecnologia são a consequência direta da mediocridade do estado semi-humano, brutalizado, que muitos se encontram.
Tal como a vida foi organizada pela civilização até a simples sobrevivência, o comer, o beber e o abrigo tornou-se uma tarefa que ocupa quase a totalidade do tempo, energia e o interesse da vida das pessoas. Ao sofisticar a existência com milhares de coisas supérfluas o objetivo de unir-se a Deus foi completamente afastado e impedido. Portanto, o homem está a serviço de uma coisa falsa e morta que, finalmente, o aniquilará, corpo e alma.
Viver sob essas influências, ficar submetido a essas impressões torna um homem estúpido, um Idiota manipulável e é isso que os senhores desse mundo desejam.
Nada, absolutamente nada, que vem do mundo, nenhuma filosofia, doutrina política, econômica e social são para o seu bem. Aqueles que semearam o comunismo, o nazismo, o islamismo, o capitalismo, a doutrina republicana, democrática e todas as falsas doutrinas religiosas nascidas da mesma fonte, como por exemplo, tudo o que veio do império romano, são falsificações, meias verdades para impedir a salvação, a união com o Senhor. O que há para ser compreendido é que meias verdades são tão más quanto as mentiras cruéis e que a fonte da ilusão, da hipnose, é a mesma.
As lutas pelo controle do mundo acontecerão inexoravelmente. O mal se destruirá ele mesmo. Aqueles que buscam verdadeiramente a salvação precisam se retirar e se ocultar. Sob as influências atuais logo não haverá nenhum espaço para trabalhar para a emancipação.
Lembrem das 4 tentações as quais foi submetido o Salvador, ali estão representados aqueles mesmos valores desejados pelos filhos de Satanás em todos os tempos – os quais foram rejeitados pelo Salvador.
Um breve resumo das tentações que como Filho do Homem, o Salvador passou e venceu:
O homem busca garantias para satisfazer suas necessidades orgânicas e se esquece do poder de Deus; da mesma forma, está controlado por sua luxúria e o desejo de reprodução e família o que o impede de fazer um trabalho elevado, evolutivo – fica limitado a satisfação de seus instintos; o homem tem a tentação de fazer coisas perigosas para tentar a Deus e não se deve jamais pedir o mal; a sede de poder e controle leva o homem a adorar o mundo, a Satanás. A adoração deve ser somente a Deus, ou seja, o esforço consciente de cumprir a Lei. Não há como vencer o mal senão pelo poder Divino.
A preocupação pelo alimento, sexo, o desprezo pela saúde e pela vida e a sede de poder e controle são tentações não só primárias, mas complexas e ocupam toda a vida humana. Ceder a essas tentações destroem o corpo e o psiquismo. O conhecimento e a disposição de lidar com elas leva a emancipação e evolução consciente.
O que não pode ser negado é que exatamente essas tentações são elevadas a valores a serem obtidos e incentivados como lícitos e desejáveis por essa civilização em todas as suas formas. Portanto, é falsa a ideia de que ideias assim chamadas capitalistas e conservadoras tenham resolvido essas questões – o que muitos creem! Na verdade, nelas estão ocultas as sementes para a destruição, a escravidão, a perversão e a perdição humana.
As formas de governo pelas quais a humanidade passou revela bem a degradação, a queda contínua e profunda a qual se submeteu no curso da história, queda esta que não atingiu ainda o fundo do abismo.
A passagem do profeta Samuel é reveladora em muitos sentidos. A humanidade não foi simplesmente “jogada” nesse planeta pelo Criador, mas teve seus caminhos conduzidos por aqueles que eram chamados juízes. Quem eram esses juízes? Muito diferente dos atuais juízes que julgam as diferenças e questões humanas, sociais e nacionais hoje, apoiados em um conjunto de “leis” derivadas de uma assim chamada “constituição” nacional, elaborada por legisladores e juristas, eles eram profetas. O que eram esses profetas? Homens excepcionais que foram enviados de tempos em tempos por Deus para reconduzir o povo por bons caminhos. Os profetas não só conheciam e aplicavam meros regulamentos, mas o conjunto de leis que conheciam e viviam eram leis cósmicas e naturais inscritas neles mesmos e na Natureza e reveladas a eles pelo Criador. Esses profetas manifestavam capacidades excepcionais de inteligência e sensibilidade pelas quais não só resolviam questões e indicavam a direção correta para os homens e a nação, mas viam além dos sentidos, enxergando e ouvindo com olhos e ouvidos sutis que lhes permitiam ver no passado, no presente e prevendo para o futuro, com acerto o que seria – com sua capacidade profética advertiam o povo de seus erros e das consequências futuras. Assim as correções eram feitas no presente e garantidas para o futuro. Quem reinava sobre o povo, por meio dos profetas e pelas leis cósmicas e naturais era o próprio Criador. Naquele momento, o governo era divino e os juízes, enviados e inspirados por Deus. Quando os hebreus pediram reis para governá-los e julga-los como acontecia em outros povos eles rejeitaram ao Criador, que atendendo ao seu pedido, os colocou na mão de soberanos que aclamavam e se submetiam. Logo, como previsto, se arrependeram e o Eterno declarou que não atenderia a sua súplica de lhes livrar jamais de suas escolhas.
Quem eram esses soberanos, reis? Eram heróis, homens excepcionais, escolhidos pelo seu caráter, força, vitalidade, saúde, beleza, perfeição e inteligência acima de todos os outros homens. Eles eram testados e depois aclamados. Nada da ridícula monarquia familiar que se sucedeu depois, onde o povo teve que se curvar à dinastias familiares de homens e mulheres depravados e fracos só porque eram descendentes diretos de um certo rei ancestral. Na medida que esses governantes perdiam mais e mais a conexão com o mundo superior invisível mais ajuda precisavam com juízes, legisladores e uma infinidade de regras e leis. É inegável que as milhares de regras de hoje são o resultado de uma degeneração e não de um aperfeiçoamento. As contradições e perversões das tais constituições são evidentes de modo que o que se faz nos julgamentos e nas regras de conduta estabelecidas são pura injustiça e insanidade. Mas, a coisa toda piorou e se deteriora cada vez mais. No lugar de soberanos dinásticos, mais ou menos inadequados e depravados, inventaram uma forma de governo com a divisão de poderes em três – executivo, legislativo e judiciário, supostamente com equilíbrio de poder, o que se revelou uma farsa, e acrescentaram a isso a adorada democracia, que seria uma escolha de representantes pelo povo desses governantes e legisladores e algumas vezes de juízes. Eles dizem que isso legitimaria um governo popular, pelo povo e para o povo, ou seja, mais decadência porque essas escolhas se fazem sobre propaganda enganosa que os mais ricos e poderosos fazem de si mesmos e de seus candidatos que depois de eleitos representam seus verdadeiros patrões, que nem de longe são para o bem desse povo estúpido. A tal república e democracia são formas de governo de civilizações pagãs que se extinguiram por seus muitos pecados e depravação e que foram alegremente e orgulhosamente adotada por essa tal “civilização cristã ocidental” como um “aperfeiçoamento social”. A tal democracia estaria legitimada se apenas os eleitos ganharem a corrida por terem mais votos. Ou seja, não importa a verdadeira justiça, a verdade, os fatos, mas o apoio e escolha de um maior número de imbecis, amorais e imorais. Chegamos ao ponto onde o resultado dos erros e da perversão criaram um monstro que agora cresce e se reproduz sozinho – um hiper-estado. Nada do que se faça pode consertar essa abominação da desolação, falada pelo profeta Daniel. Não há cura para essa enfermidade mortal – todos os que compartilham de suas “benesses” serão destruídos. Querem tomar veneno sem se envenenar? É muita imprudência, esquizofrenia!
Retornar para a Árvore da Vida que se encontra no meio do Jardim exige uma renúncia absoluta a todo esse sistema pervertido. Quem se dispõe para essa verdadeira aventura e salvação? O que vai ser?

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