A Doutrina da Sobrevivência2

A Doutrina da Sobrevivência2

2. Sociedade. Quando há um agrupamento de homens onde uns obedecem a Lei e outros não, aqueles que obedecem, se não estiverem associados e fortes, preparados para a defesa, serão aniquilados. É urgente, portanto, que os filhos de Deus se separem dos filhos do mundo – só assim os filhos de Deus poderão se defender e a paz estará com eles. As sementes boas precisam de solo fértil e não podem ser aniquiladas antes de nascerem e se fortalecerem. A guerra, entretanto, não é o caminho para a sobrevivência, mas para a aniquilação e para a destruição da paz, onde nada de bom pode ser construído. Não há nada tão estupido como insistir em viver em meio ao caos e a violência. A autopreservação ordena a separação dessas condições destrutivas, condição essa necessária para erguer uma sociedade justa e amorosa e a criação de um estado de defesa e vigilância necessários à sobrevivência. Qualquer outra atitude é suicida. A união dos bons, dos justos, dos filhos de Deus em grupamentos capazes de auto-defesa, é mandatório.
Deus nos ordena viver e assim, nos obriga a defesa, a auto-defesa. Quando somos capazes de prever a aniquilação provável e não agimos para evitá-la, somos culpáveis da mais terrível ofensa ao Criador, o desprezo a maior dádiva, que é a vida e a abominação que representa o suicídio.
É patética e estúpida a “confiança” depositada no estado, organizado contra Deus, contra a natureza. Submeter-se a isso é uma abominação. O assim chamado pecado contra a Ruach Santa, quando sabemos a verdade e continuamos a agir contra ela, apodrece a alma – não somente nos condena a punição eterna, como ao inferno aqui e ao risco de perder a vida – a alma.
Aqui devemos insistir que estamos expostos, sem defesa, quando entregamos a nossa segurança ao estado e nos submetemos sem ação positiva, a uma sociedade construída sobre leis perversas, juizes venais e ideológicos e maus governantes. É urgente a fuga, o Êxodo e a organização da vida em bases justas. Somente assim, num ambiente normal será possível reencontrar os valores e a condição natural e saudável que indicará um modo de vida que permitirá sobreviver ao mal. Ser manso não significa ser incapaz de preservar a vida, de prever e prevenir ameaças. Se deixar escravizar, perverter-se e matar é completamente inaceitável . Onde o estado estiver presente, não há nenhuma segurança externa ou interna – e isso está absolutamente comprovado. Somos apenas gado a ser abatido após trabalhar para sustentar nossos senhores. O sonho de mudar a sociedade e estabelecer o estado em bases justas é inalcançável. Todo o sistema está condenado a autodestruição e aqueles que se associarem e submeterem serão destruídos em espírito e corpo.
Um guerreiro de Deus não é aquele que submete outros a sua vontade pela força, mas que não se deixa submeter pelo inferior. Para isso, é preciso e urgente se separar e ser capaz de auto-defesa. O adversário e inimigo não pode ter o que deseja nos tirar – para isso precisaríamos produzir e ter o que desejam e podemos viver de modo a negar isso ao estado, porque vivemos com simplicidade e sem bens, mas também, precisa saber que qualquer aventura em conquistar e agredir custará caro demais. Quem comanda essa civilização e mundo é Satanás, participar dele é compactuar com o mal, desistir de lutar é covardia e combatê-la, é estupido. Há uma quarta via.
Josefus – Como a natureza ordena ao homem preservar a si mesmo?
Banus – Por meio de duas sensações poderosas e involuntárias, incorporadas a ele como dois guias, dois anjos guardiões de todas as suas ações: a sensação de dor, que o adverte por tudo que tende a destruí-lo, impedindo-o de destruir-se, e uma sensação de prazer, que o atrai e o conduz para tudo que tende à sua preservação e ao aprimoramento de sua existência.
Banus – Não, não mais do que a dor; o prazer é um incitamento à vida, como a dor é uma repulsa à morte.
Josefus – Como provais esta afirmativa?
Banus – Por meio de dois fatos palpáveis: um, que o prazer, quando tomado sem moderação, conduz à destruição; por exemplo, um homem que abusa do prazer de comer e beber ataca sua saúde e injuria sua vida. Outro, que a dor algumas vezes leva à auto-preservação; por exemplo, um homem que permite que um membro esmagado seja cortado sofre dor para não perecer totalmente.
Josefus – Como nossas sensações nos enganam?
Banus – Por duas vias: pela ignorância e pela paixão.
Josefus – Quando elas nos enganam pela ignorância?
Banus – Quando agimos sem conhecer a ação e o efeito dos objetos sobre os nossos sentidos; por exemplo, quando um homem toca urtigas sem conhecer sua qualidade irritante, ou quando engole ópio sem conhecer seus efeitos soporíferos.
Josefus – Quando elas nos enganam pela paixão?
Banus – Quando, mesmo conscientes da ação perniciosa dos objetos, nós nos abandonamos à impetuosidade de nossos desejos e apetites; por exemplo, quando um homem sabe que o vinho intoxica, e mesmo assim o bebe em excesso.
Josefus – Qual é a conseqüência?
Banus – Que a ignorância na qual nascemos e os apetites irrefreados aos quais nos abandonamos são contrários à nossa preservação; que, portanto, a instrução de nossas mentes e a moderação de nossas paixões são duas obrigações, duas leis, derivando diretamente da primeira lei da preservação. (do Código Essênio da Vida).
Está claro que somos enganados pelas nossas sensações tanto pela ignorância como pelo prazer?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s