A Doutrina da Sobrevivência

A Doutrina da Sobrevivência

1. Para aqueles que são pacíficos, que não acreditam em viver tirando a vida de outros seres ou de seus semelhantes as regras do viver são muito diferentes das pessoas que baseiam suas vidas na competição e não na cooperação. A busca incessante e eterna da paz não pode ser negligenciada. A regra da vida orgânica é que não há nada obtenível aqui sem trabalho, sem vigilância, sem esforço e, parece ser assim, no céu também. Porém, a sobrevivência não pode ser qualquer e também não pode ser conseguida pela violência.

A Paz precisa ser pensada, sentida e praticada.
Assim, a regra básica jamais é o ataque, mas será sempre a defesa, se necessária.
Esse estado de defesa não será possível se não há controle de todos os aspectos da vida. Ao viver em uma cultura competitiva e onde a regra é a predação, a defesa é impossível. A regra básica da vida é a cooperação e jamais a competição. A competição é o caminho para o desequilíbrio, para a doença e daí, para a morte. A cooperação leva a harmonia e a vitalidade.
Todo o que viver pela espada, morrerá pela espada. O que significa que não há como se defender se se está ocupado no ataque. Ao atacar, o sujeito fica vulnerável, se sua intenção é ferir, será ferido. Por outro lado, negligenciar e ignorar o agressor, é suicídio e, suicídio é um crime ainda maior do que o homicídio. O que aqueles que imaginam buscar a Deus têm feito é ignorar e negligenciar os riscos desse mundo (competitivo e desassossegado). As pessoas precisam compreender que ao viver na e segundo as regras dessa cultura, estão expostas a morte, a escravidão, ao abuso.
Não há como se preparar para a defesa em meio à guerra. Ao viver entre agressores, perde-se a sensibilidade e não se percebe mais os sinais de ataque. Um homem agressivo e/ou sem paz com ele mesmo, com a natureza e com o cosmos é vulnerável e perecerá. Como ao homem foi entregue a natureza para reger, preservar e adaptar, quando o homem ignora e negligencia a Lei, perturba o equilíbrio de toda a natureza. Não pode haver paz na terra se o próprio homem não a encontra e a pratica. Não se pode pensar em paz em meio à guerra.
A auto-preservação é a lei que rege a vida humana e determina toda a vida social também, mas leva a distorções terríveis quando a sensação de prazer e dor, seus guardiões naturais não são disciplinados pela sabedoria e pela vigilância.
Sobrevivência então está escrita na nossa natureza através do instinto mandatório da auto-preservação. Porém, é impossível atingir a paz, condição essencial para a sobrevivência, sem a sabedoria e a vigilância e afastando a ignorância e a negligência. Quando a ignorância e a negligência determinam a autopreservação, distorcendo os instintos básicos do prazer e da dor, haverá caos social e desassossego, ao invés de harmonia e paz.
A sociedade policial leva ao medo e a escravidão, não impedindo a violência sempre contra o mais fraco, princípio da injustiça. Uma doutrina da sobrevivência se faz necessária com base na cooperação e na paz e não, na guerra contra tudo e todos. O problema é que numa sociedade heterogênea sempre haverá violência porque o ignorante e o dominado pelas suas paixões tentará impor aos outros seus desejos e suas ideias estúpidas de vida. Não fazer ao outro como não deseja que seja feito para si e mais, fazer ao outro aquilo que deseja para si mesmo, inclui o princípio de justiça e amor, que não pode vir isolado, entretanto, do amor a Lei, a Deus – ou seja, o cumprimento da vontade divina, o temor a Deus pela obediência aos mandamentos.

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