Que Homens/Mulheres essa Civilização produz?

Uma das grandes pragas da natureza humana chama-se “adaptação”.
Ninguém precisa se adaptar ao bom, ao saudável, ao normal. As adaptações são, via de regra, à situações e coisas ruins, doentias, perniciosas, venenosas as quais exigem uma mudança em vários níveis físicos e psíquicos para evitar a destruição. É certo que todo o processo assim chamado adaptativo começa com uma simples disfunção e acaba com uma deformação permanente.
Os assim chamados homem/mulher “normais” são espécimes doentes, medíocres, obtusos, limitados. Como a grande maioria, a “média” é medíocre – mas se auto-definem como normais. Ora, isso acontece porque quase todos se assemelham nas deficiências e essa unanimidade é o “modelo”aceito de normalidade e nada além disso pode ser imaginado ou desejado. Portanto, o homem/mulher dessa civilização se “adaptou” a esse estado lamentável semi-humano como forma de defender-se da destruição por viver em um ambiente pervertido. A maioria está sempre adoentado, usando química para suportar suas dores e limitações, desvitalizados, com suas funções mentais e emocionais alteradas e rebaixadas, fracos, envelhecidos e com a longevidade encurtada. A utopia dessa civilização chega, entretanto, a um impasse. As suas máquinas, a tecnologia atingiram grandes alturas, quase tão elevadas quanto a Torre de Babel, mas a qualidade dos homens que a ergueram, também a puseram abaixo naquele momento e ameaçam repetir agora com toda essa estrutura imensa e complexa que cobra um preço impossível de ser pago. O homem, produto dessa civilização não somente continua um bárbaro com sérias limitações, mas involuiu miseravelmente.
A suposta “fé” deles é da mesma qualidade de suas outras funções pervertidas – agem exatamente revelando que não acreditam na criação e em seu próprio potencial. Colocaram seu destino na mão de máquinas, da ciência/tecnologia, da química, do estado, da política, de ídolos e regentes, em detrimento de sua própria alma. Aqui renegam que creem que foram criados à imagem e semelhança de Deus. Já nem se esforçam para simular que acreditam no Bem que os criou. Se vêem, realmente, como limitados que precisam de coisas mortas e artificiais para a vida e, que a não ser por elas, nem mesmo poderiam continuar vivos. Portanto, colocam seu tempo, energia e inteligência em produzir muletas para a sua pequenez e inadequação. Os 40 anos de peregrinação dos hebreus conduzidos por Moisés no deserto seriam impossíveis para os homens de hoje porque não seguiriam o profeta, preferindo a “segurança” da escravidão e, por estarem semi-mortos espiritualmente, seriam incapazes de se aventurarem por elevação e progresso interior no lugar de seu conforto e “conquistas.
Todo o esforço das pessoas está voltado para criar coisas fora e nada neles mesmos. A possível evolução humana, da consciência, da inteligência, da sensibilidade e de criação, foram totalmente abandonados porque o homem, produto dessa civilização, nem concebe, nem crê que pode elevar-se, como ser, acima do que é. O que acreditam é na “evolução” automática, casual, mecânica e inconsciente, darwiniana. Não fazem a menor ideia que a saúde perfeita e radiante, fruto da obediência às leis naturais, é condição necessária à verdadeira evolução humana, que é psíquica, da consciência e, que o seu corpo atual foi projetado estável dentro de suas características essenciais da espécie – não houve, não há e jamais haverá nenhuma “evolução” orgânica, mas somente a possibilidade de decadência e extinção, se as leis forem negligenciadas. É evidente que a real evolução das funções e poderes da consciência só são possíveis sob certas condições: uma biologia estável (espécie) e perfeição funcional física. Nem faz sentido falar de evolução psíquica e/ou espiritual em algo materialmente, fisicamente mutante, instável – isso é impossível. Imagine-se como são hoje homens e mulheres, ignorantes e negligentes das leis naturais, sempre com saúde abalada, sempre intoxicados, confusos, alterados, com baixa vitalidade – não há como construir um corpo de pensamento e de sentimento sobre essa base cambaleante. Ou seja, a evolução, a única real e possível, jamais acontecerá nessas condições degradadas e na ignorância.
Sim, o homem, mulher, produtos dessa civilização, estão perfeitamente “adaptados” as condições perturbadas em que vivem – como observado, há uma franca decadência em corpo e mente e uma excepcional “evolução” externa em tecnologia, política, etc.. O monstro que criaram agora os engolirá. A solução só pode vir de fora e exigirá uma mudança radical de todas as bases sobre as quais se apoia a vida, os costumes e as crenças.

 

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