O Jejum

A falta de apetite não é sempre um sintoma mórbido, nem mesmo um sinal de indigestão imperfeita. A Natureza pode ter julgado necessário consagrar todas as energias de nosso organismo a um objetivo especial que, num dado momento, pode ser de importância primordial. As mudanças orgânicas e as reparações, a dentição, as erupções e a eliminação de humores malsãos (furúnculos, etc.) são feitas com uma suspensão temporária do processo nutritivo. Em geral, é melhor deixar a Natureza agir à sua maneira.

Dr. Felix Oswald

 

“Desde muito tempo, há o hábito de alimentar os doentes e de empanturrar os enfraquecidos se apoiando na teoria que pretende que “os doentes devem comer para manter suas forças”. Para muitas pessoas, é verdadeiramente desagradável romper os hábitos desde há muito estabelecidos e de ver reduzidos a nada os caros preconceitos antigos, mesmo se resultar um grande bem”. Shelton

 

Não há nenhuma prova de que a sabedoria acumulada de 3.000 anos tenha diminuído o sofrimento do ser humano. Pelo contrário, o que se observa é a doença, a invalidez e a morte destruindo a felicidade dos adeptos da ciência oficial.

 

Nos últimos 80 anos o jejum assim como outros complementos de cuidados naturais da saúde ganharam uma grande popularidade e adquiriram a posição à qual ele tem direito por seu valor intrínseco.

 

Os benefícios que se obtém de um jejum convenientemente conduzido são tais que não hesitamos em predizer que este será o único procedimento universalmente empregado uma vez que seja completamente compreendido.

 

O jejum não tem relação com a inanição. A inanição é um estado severo de desnutrição devido a vários fatores associados e entre eles a falta de nutrientes necessários à vida e à saúde. Uma pessoa pode sofrer de inanição mesmo comendo.

 

O Jejum é a abstenção completa ou parcial, e por períodos mais ou menos longos, de alimento e de bebida, ou de alimento somente.

 

O Jejum é mais precisamente a abstenção voluntária e total de todo o alimento exceto de água.

Jejuar não é uma cura de fome, nem uma cura de inanição. Jejuar não é morrer de fome. A pessoa que jejua não está esfomeada e o jejum não é um método para tratar ou curar a “doença”. O Jejum é um repouso: são férias fisiológicas. Não é penitência. É um meio de limpeza que merece ser melhor conhecido e mais largamente empregado.

 

O Jejum é comum entre os animais

Os animais jejuam , por exemplo durante o cio, ou pelo menos, diminuem drasticamente a ingestão de alimentos. As focas jejuam durante os três meses de reprodução. Durante este período o macho não come nem dorme. Após isto ele dorme por três semanas, sem interrupção e está pelo menos 40% mais leve. Os animais jejuam durante as transformações de forma, como a mariposa, borboleta etc.. Após o nascimento, na maioria dos mamíferos os filhotes não mamam nos três primeiros dias. Muitos animais jejuam longamente entre suas refeições. Durante cólera e enervamento, quando são presos, em caso de ferimentos, durante as doenças, hibernação. Em toda a Natureza, e o homem não é uma exceção a ela, o Jejum é um meio de sobrevivência insubstituível e absolutamente necessário e positivo.

Entre os seres humanos é jejum é usado para fins religiosos, de magia, como disciplina, jejuns periódicos e anuais ligados a tradições religiosas, greves de fome, para fins de exibição, experimentos, quando a alimentação é impossível, no mar e em naufrágios e outras catástrofes naturais, na doença, fome e guerra, em caso de choque emocional, hibernação, pessoas acamadas.

O Jejum é uma parte excessivamente importante da vida do homem e, até na época moderna, onde o alimento tornou-se um fetiche e onde nós temos um medo ridículo de ficar sem alimento, mesmo por um dia, o jejum tem jogado um papel importante em muitas de suas atividades.

 

O homem, assim como muitos dos outros seres da natureza, pode e deve, sob muitas condições abster-se de alimento sem riscos e com grande benefício.

 

Por quanto tempo é possível sobreviver sem alimento?

Entre os cachorros encontram-se aqueles que sobreviveram por perto de 4 meses; os gatos 20 dias; coelhos, 15 dias; tartaruga, mais de dois anos; algumas espécies de salamandra, até 1,5 ano; escorpião, 368 dias; aranhas, até 17 meses; larvas de escaravelho, 5 anos; Ania Calva, um espécie de peixe, 2 anos; serpentes, 2 ou mais.

Entre os humanos há muita variação, mas há casos registrados de mais de 4 meses.

O jejum é uma prática milenar e exercitada por pessoas como: Sócrates e Platão, que jejuavam regularmente por 10 dias; Pitágoras jejuou por 40 dias antes de passar no exame da Universidade de Alexandria.

 

As greves de fome

Ao lado dos jejuns por vários motivos, encontram-se também as greves de fome. O mais famoso dos grevistas foi sem dúvida Mahatma Ghandi que acabou por derrotar o Império Britânico com seus jejuns. Um irlandês, MacSwiney, morreu após 74 dias de greve de fome após ter sido envenenado. Os jejuns por causas políticas, religiosas, protestos, etc., causam grandes problemas para os jejuadores por causa das condições nas quais ocorrem. Não podem ser tomados como parâmetro para o estudo científico do jejum.

O jejum presta-se a exibições: há vários na história, muitos ultrapassaram os 50 dias com excelente saúde!

Foram feitos muitos estudos de Fisiologia sobre o jejum: O Dr. Luigui Luciano estuda Lucci em 1889 num jejum de 30 dias. Um homem pode perder até 60% de seu peso corporal sem correr nenhum risco  de morte ou alteração da saúde (pessoas com o peso normal).

 

O Jejum na doença

O jejum é conhecido como um meio eficiente de auxiliar na cura há mais de 10.000 anos. Nos tempos de Esculápio, há 1300 anos AC, encontra-se o jejum, Também Hipócrates, “o Pai da Medicina” preconizava freqüentemente o jejum , principalmente na fase aguda da doença e dieta em todas as ocasiões! Avicene, um grande médico árabe, prescrevia jejuns de 3 semanas ou mais. É notável como os animais doentes recusam o alimento. O mesmo é natural no homem – é uma proteção do organismo e um meio necessário para a cura.

 

Os jejuns longos

Entre os seres humanos há muita controvérsia sobre a resistência humana à abstenção de alimentos. A New Standard Encyclopedia (1931) diz que: “geralmente a morte chega após 8 dias de privação de alimento; a Enciclopédia Britânica de 1921 sob a assinatura de eminentes autoridades médicas dá como limite máximo durante o qual o corpo pode viver sem alimento 14 dias. Mas a experiência de muitos peritos em jejum, os quais conduziram mais de 50.000 jejuns cada um (higienistas como o Dr. Shelton, por exemplo) mostram que as pessoas podem jejuar até 90 dias com segurança. Muitos médicos se recusam a crer que uma pessoa possa sobreviver a mais de 5 dias de sem alimento. Os exemplo de pessoas que ultrapassaram os 70 dias de jejum sob cuidados higiênicos adequados com evidentes benefícios para a saúde são muitos.

A aptidão natural do ser humano para jejuar é notável e temos na história provas da eficiência do jejum como meio de sobrevivência, recuperação da saúde, rejuvenescimento, repouso, crescimento espiritual, enfim, esta prática não é de excêntricos, desajustados, loucos, charlatões como freqüentemente é colocada – se bem que se preste a mistificações. O jejum é assunto sério e fundamental na vida humana e de toda a Natureza e deve ser conduzido e orientado por peritos, os quais não se encontram, geralmente, entre os médicos alopatas, que desconhecem o alcance e a importância do jejum e têm preconceitos sobre aplica-lo

 

 

O jejum é, sempre, por definição, positivo. Não há jejum que possa fazer mal. É o mau uso desta prática que pode torna-lo negativo.

 

O Jejum é a melhor alimentação para os doentes.

Durante o jejum, o corpo utiliza tudo o que pode aproveitar, a fim de preservar a integridade dos tecidos essenciais. Como os doentes não podem digerir, porque toda a atenção do corpo está na reparação de tecidos e na eliminação de toxinas, o jejum é um hiato durante o qual o organismo trabalhará com toda a liberdade e eficiência.

 

A Autólise: a desintegração autolítica dos tumores

Os tumores são absorvidos e destruídos durante o jejum

 

O restabelecimento dos órgãos e dos tecidos durante o jejum

Os tecidos e os órgãos se restabelecem durante o jejum; e ainda, eles se recuperam muito mais rapidamente do que durante a alimentação.

 

Sobre o crescimento e a regeneração: o Jejum favorece o crescimento e por vezes o acelera;

o repouso fisiológico: Todos os órgão repousam durante o jejum – o jejum , uma diminuição da atividade física e longas horas de sono reparador farão mais pelas pessoas em alguns dias do que meses passados vivendo de maneira convencional em férias:

metabolismo: O metabolismo se vê reduzido a um quarto logo nos primeiros 5 dias de jejum e as glândulas retomam o seu trabalho normal com a alimentação;

respiração: a respiração sofre uma melhora marcante e o jejum se mostra um grande auxílio para os asmáticos;

eliminação limpeza do organismo: O jejum é um método próprio da natureza para livrar o corpo destes tecidos “doentes” do excesso de alimentos e de acumulações de dejetos e de toxinas;

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Os órgãos dos sentidos e a consciência: Muitos experimentos foram feitos no sentido de verificar a influência do jejum sobre a consciência e os resultados sempre indicam uma melhora excepcional da atenção memória, criatividade e raciocínio, também os órgãos dos sentidos mostram um a melhora marcante: visão, tato, audição e olfato;

O Jejum e o Sexo

O excesso alimentar favorece a reprodução assexuada (divisão celular acelerada=câncer), impedindo a reprodução sexuada. O Jejum favorece a reprodução e recupera a capacidade reprodutiva em muitos casais estéreis. O Jejum é uma ajuda para conduzir a sexualidade aos seus níveis naturais.

A regeneração e o rejuvenescimento pelo jejum

Todas as pessoas que passam por um jejum corretamente conduzido, retornam com um nível de saúde que jamais experimentaram anteriormente, com clareza mental, flexibilidade, bem estar geral, potência, e alegria de viver. É notável a melhora da pele, do cabelo, e do brilho do olhar.

Ganho e perda de força durante o jejum

A maior parte dos homens podem compreender que comer dá força, mas levará algum tempo para compreender que interromper a alimentação dá força” Dr. Tilden

Ganho e perda de peso durante o jejum

Os gordos emagrecem e os magros engordam pelo jejum

 

 

 

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