Apostasia

 

Assunto tabu e impensável é questionar Paulo de Tarso, o assim chamado “apostolo” e reconhecido como o maior responsável pela expansão do cristianismo.

Há muitas questões sobre a obra de Paulo de Tarso que evidenciam que sua imposição ao lado dos evangelhos canônicos e sinópticos é uma abominação – Paulo foi reabilitado pelo Império Romano (Constantino), aquele mesmo governo global que crucificou o Salvador.

Entre os anos 67 e 325 dC não há nenhuma referência ao trabalho evangelizador de Paulo, demonstrando que Paulo “sumiu” do cenário cristão. Fortalece-se a ideia de que Paulo foi artificialmente introduzido pelos padres de Constantino, enquanto que todo o trabalho de evangelização e documentos produzidos nessa época foram destruídos e o que interessava a nova religião estatal editado para servir ao império.

Os fatos são tão gritantes que, para uma pessoa normal, não haveria necessidade de alertá-la das incoerências da doutrina que Paulo traz em suas epistolas, como as traz e as profundas incompatibilidades com a obra do Mestre Yaohushua (Jesus).  Porém, às pessoas de boa vontade as epístolas de Paulo são apresentadas como a verdade inquestionável por terem sido colocadas no Livro, na Bíblia – o próprio Paulo e logo as igrejas oficiais, mesmerizaram a humanidade com uma passagem de 2 Timoteo 3:16 “Toda escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver”.  Um dogma terrível e nefasto foi concebido dessas palavras e de sua pregação – daí nasceram os fundamentalistas que se recusam a pensar, em usar sua consciência para aprender os mistérios mais elevados. Tomam tudo o que está no Livro como a verdade inquestionável e literal, incluída a pregação do autor dessa afirmação.  A escritura é obra de homens, foi escrita e reescrita e contém muitos erros e armadilhas. O exemplo mais gritante são as epistolas de Paulo de Tarso – o que é objeto desse breve artigo.

Jesus disse que a verdade seria encontrada nas escrituras? João 16:13 “Mas, quando vier aquele Espirito da Verdade, ele vos guiará em toda a verdade; …”! 6:14 “..e vo-lo há de anunciar…”(a verdade)

As Escrituras, a “bíblia” não pode revelar a verdade, mas é um guia que ajudará o buscador. Não é por acaso que Deus nos deu uma mente divina, capaz de discriminação. Por outro lado, Martinho Lutero declarou: “Razão, maldita prostituta”! Ou seja, não pensem, sigam bovinamente as escrituras e seus interpretes (nós).  A revelação da verdade está na relação direta com Deus, como ensinou Jesus.

Quem era Paulo, o Saulo? Um agente romano que perseguia, prendia e matava os discípulos de Jesus Atos 7:59 ,8:1,3. A sua “conversão” na estrada para Damasco (Atos 9) é algo contraditório, nas várias versões e inaceitável para o mais crédulo dos homens: como um assassino, raivoso, ignorante da doutrina se converte no ato de uma suposta visão, sem ter nenhum mérito para isso? Paulo pulou a parte que é preciso receber a doutrina de quem é autorizado.

Paulo ainda disse que o seu evangelho (Romanos 2:16; Galatas 1-9) era a última e mais perfeita revelação, diretamente de Deus e de Jesus, recebida exclusivamente por ele, no “céu”. Disse mais, que os apóstolos não eram nada e que não aprendeu nada deles, aqueles mesmos doze que Jesus escolheu e santificou, e pessoalmente soprou sobre eles o Espirito da Verdade e ordenou somente a eles ensinar o evangelho em primeira mão. Paulo, ainda interpelou aquele que ficou no lugar físico de Jesus na congregação. Com que autoridade Paulo censurou a Pedro?

Paulo se auto proclamou “apóstolo” e sem nenhuma testemunha, através de um “milagre” foi levado ao céu para receber supostamente um novo e superior evangelho diretamente de Deus e seu Filho, todos relatos difíceis de crer porque são incoerentes e contra a ordem.

Jesus ensinou que o primeiro e mais importante mandamento era Amar a Deus e, Paulo, que o único mandamento era amar ao próximo como a si mesmo. Paulo exclui da vida as leis estabelecidas por Deus como inúteis e prejudiciais e insiste em dizer que o que importa é a fé e a graça com a exclusão das obras (a obediência as leis), o que é contrário ao ensinamento de Jesus que afirma que devemos cumprir toda a lei e que colheremos o que plantamos. Paulo também apoia a escravidão, a submissão aos governos, em detrimento das leis divinas e discrimina violentamente as mulheres, que devem se submeter aos homens e estão proibidas de se manifestarem nas congregações.

Aqueles que são humildes, simples e obedecem às demandas mais prosaicas, veem se abrirem as portas do céu. É notável a sabedoria de certas pessoas simples! Não há como chegar ao céu sem antes viver aqui segundo as leis naturais em sua plenitude. Aqueles que vivem com simplicidade e ordem, segundo as leis naturais, tem o caminho para os altos mistérios franqueados. A pureza e a inocência são imprescindíveis – assim como essa etapa é necessária, mas não é suficiente.

Quem, depois de se maravilhar com grandes conquistas, gozando do poder penetrante das suas faculdades reconheceria seus erros nas pequenas coisas: no comer e beber, no não se intoxicar, no não ferir os seus irmãos menores, na sexualidade, no trato da terra, no respirar, em receber o sol, enfim, em reverenciar os anjos da mãe, a Terra? Eles olham para essas coisas como já superadas, como insignificantes, como se o Criador fosse anular qualquer uma de suas leis por aqueles que as negligenciaram ou as ignoraram para, avidamente, pretenderem os mistérios mais elevados. Não passarão! Não se constrói um castelo sem uma fundação apropriada.

O protótipo desses homens de ontem e de hoje é Paulo de Tarso, o mesmo Simão, o Mago que “duelou” com Pedro nas questões espirituais. Paulo desprezou os humildes e inocentes apóstolos de Yaohushua (Jesus), que primeiro se curvaram as pequenas leis para depois poderem receber e suportar as grandes – eles prepararam os fundamentos – ninguém pode suportar a carga celestial antes de se preparar para suportar as da terra. Esse foi o princípio ignorado por Paulo e por todas as igrejas que o adotaram. Seus sacerdotes e bispos sonham em chegar ao céu sem antes viver na terra e assim ensinam seus crentes. Não compreendem que a salvação está ao alcance da mão, mas que precisa ser conquistada por níveis e fases. Poucos são humildes o suficiente para cumprir com os pequenos mistérios. O resultado disso é catastrófico e paradoxal – criaram uma sociedade complexa e tecnológica, enquanto se esvaziam dos verdadeiros poderes espirituais e põem cada vez mais sua fé nas suas supostas conquistas externas visíveis. Eles são como os grandes gregos e romanos do passado – construíram coisas fantásticas e sofisticações, mas o céu lhes continuou inacessível.

A riqueza que a maioria busca são bens materiais, conforto e a satisfação da sua vaidade.

Ora, tudo isso tem um preço. É preciso vender a sua alma, destruir a natureza, a saúde, o equilíbrio natural. A civilização que conhecemos é produto da arrogância e da vaidade e do desprezo pela lei cósmica e natural. Paulo e seu patrono, o imperador romano Constantino, esmagaram e suprimiram a verdadeira civilização cristã estabelecida por Yaohushua, que ensinava e vivia outra ordem, a ordem divina na terra! Hoje, os assim chamados cristãos são muito mais representantes dos típicos romanos do antigo império – eles acreditam na acumulação, na tecnologia, no poder bélico, na lei romana, na pax romana.

Constantino esterilizou a doutrina do Mestre retirando dela tudo o que ameaçasse o império e seus valores e criou uma ilusão. Não vamos a parte alguma com essa ordem falsificada. Os nossos contemporâneos imaginam que são cristãos, que seguem o Messias, mas não, seguem a Paulo de Tarso, aquele que negligenciou a base, os fundamentos da lei para gozar da “pax romana”.

É quase impossível fazer os homens dessa civilização compreenderem que não é possível chegar ao céu negligenciando as leis menores que pedem por um modo de vida em harmonia com as leis naturais porque o modo de vida pervertido os limita a um estado humilhante em que seus sentidos e poderes espirituais estão atrofiados. Só o que lhes restou é a vaidade e afetação. Quanto mais as máquinas se sofisticam, tanto menores e atrofiados estarão os poderes espirituais. A tecnologia tende a substituir o que falta nessas capacidades. O ciclo se fechou. Não há saída para o homem. Ele construiu a sua própria prisão dourada.

A submissão a um governo, a um déspota, a um partido, ideologia, a igreja, ao dinheiro, posição, e poder é, finalmente, a adoração a um deus desse mundo material e se revela idolatria. Amar a Deus sobre todas as coisas inclui rejeitar todos os poderes desse mundo. A civilização ocidental encontrou um lugar bem escondido e pequeno para Deus. A vida laica ocupa quase todo o espaço, tempo e interesse. A fonte desse verdadeiro paganismo do cristianismo oficial remonta ao império romano no quarto século, sob Constantino.

Todos os momentos são ações de adoração, por outro lado, Paulo e a igreja romana de Constantino eliminaram Deus da vida! Por todo o horror, o desespero, a dor e o desalento dessa civilização fica evidente que os frutos dessa doutrina são de uma árvore maligna. O elo entre o homem e Deus foi rompido e não pode ser restaurado com vãs demandas, orações vazias e lamurias. O Mestre deixou todas as instruções, as quais foram suprimidas pelos inimigos de Deus – o que mantiveram é uma casca da verdadeira doutrina. Não se pode voar até o paraíso sem as asas dos anjos. Mas, antes, precisamos cumprir com as leis da natureza – e é isso que poucos compreendem. É preciso merecer receber as asas dos anjos, a voz e os ouvidos e os olhos deles. Somos seres terrenos e precisamos começar por aqui. A fé sem as obras é vazia. Paulo demonizou o corpo, a natureza, as leis mais básicas para a preservação da vida e a construção da saúde e, Constantino, perseguiu os cristãos primitivos e matou todos que conseguiu, queimou 20 bibliotecas, incluída a de Alexandria, com todo o registro de mais de 300 anos de evangelização. Esse pagão romano, que jamais se converteu a Deus, extirpou, cirurgicamente tudo o que poderia dar autonomia e poder a cada ser humano que procura Deus. Ele transformou a obra de Jesus em uma falsa religião estatal nos moldes do Islã – se o cidadão se negasse a seguir a religião oficial, cometia crime de traição e era executado. Assim, Constantino assassinou quase todos os cristãos primitivos porque esses se negaram, evidentemente, a cometer apostasia.

Vivemos no século XXI, e o retorno da barbárie da loucura pela violência e pelo Islã, a falência da moral, a traição dos governantes e políticos, as mentiras maliciosas da mídia nos afrontam – somos vítimas de uma conspiração continuada.  A “evolução” prometida é uma farsa completa. A mentira e a falência de todo esse aparato tecnológico, do conforto e da “segurança” se revelou e a solução está interditada aos detentores do poder. Mas, a verdade, o conhecimento de que precisamos não está perdido, apenas foi ocultado e substituído por uma meia verdade e muitas armadilhas e hipnoses.

A saída para essa situação desesperadora existe, mas tem um preço que poucos pagariam: abandonar não somente as suas crenças, mas todo esse modo de vida hipócrita. Essa civilização é o resultado de uma monstruosa mentira que se inicia no ano de 325 com a igreja romana e o ressurgimento do apóstata Paulo de Tarso – que é o grande herói das atuais igrejas cristãs oficiais.

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