O Domínio da Natureza

O Domínio da Natureza é incompatível com a Evolução Pessoal

Toda a estrutura social, estatal, científica e religiosa da civilização seria um meio de suprir as supostas deficiências e limitações do Homem. Toda a parafernália que ergueram seria devido a que o Homem não está adaptado a natureza e que seu nível de evolução não lhe permite fazer frente aos desafios da vida. Esses são os preconceitos que justificariam todo o edifício que construíram para “beneficiar” e “salvar” o homem da natureza e de suas limitações e inadequações.

Há muitos paralelos a esse em todas as areas: na Saúde, as vacinas, e doutores; na espiritualidade, as religiões e os sacerdotes e; na sociedade, o estado, os governantes, a polícia e assim por diante.

O primeiro que disse que a criação do Homem foi um erro e um fracasso, foi Lucifer.

Hoje se constata que a única coisa que evoluiu foram as máquinas, a tecnologia, para substituir funções humanas. Na medida que elas evoluem o Homem tem suas funções atrofiadas: corpo e mente.

 Chegou -se a um ponto em que, de fato, há uma degenerescência geral da espécie devido aos fatores artificiais presentes. Daí para a extinção da espécie há um caminho aberto.

A atual civilização decidiu que o correto é o domínio da natureza e o desenvolvimento das máquinas e do estado, “consertando” a criação defeituosa.

 A vida seria, portanto, um fim – o que significa que as condições externas devem ser transformadas a todo custo para servir a valores civilizacionais de conforto, segurança, saúde, prosperidade, entre outros.

Ao tomar a vida, como percebida pelos sentidos, como um fim e não como um meio para um fim transcendente e pessoal, todo o esforço civilizacional se torna um real impedimento para a evolução humana interior. Por que?

É evidente que se a meta é a evolução interior então os meios externos não podem ser manipulados ao extremo como acontece agora e, deve-se pressupor que se os meios externos são inadequados e injustos, como os atuais filósofos afirmam, então a evolução interior psíquica seria fantasiosa ou desnecessária – e aí estão as bases para dominar tudo, inclusive o pensar.

Há aqui um problema a ser solucionado: as duas coisas não podem coexistir – ou o Homem se dedica a mudar o mundo e sua imaginada condição inadequada ou abandona seu afã de “consertar” o mundo e se dedica a buscar compreensão, vontade e consciência.

Provavelmente a crença hegemônica atual de controlar a natureza é um impedimento para o aperfeiçoamento humano, enquanto que, a inversão dessa visão de mundo não seria um obstáculo a conquista dos valores caros a essa civilização. Há muitas lendas antigas com registros na história mística de povos do passado onde uma elevada condição da consciência era seguida por um domínio dos elementos e poderes naturais.

Promovendo Saúde

“A saúde baseia-se sobre o uso apropriado e não no abuso dos fatores normais de vida”

Por essa declaração científica da ciência da saúde, devemos concluir que entre todas as espécies a humana, com sua capacidade superior, deveria ser a mais saudável.

O Homem tem a capacidade de controlar quase integralmente todos os meios necessários à vida e à saúde.

Ele pode prever e prover com sua inteligência e conhecimento um ambiente adequado a vida e ao pleno gozo de todo o potencial humano de felicidade e bem estar.

O que ele faz, entretanto? É o mais doente entre todas as espécies. Seu interesse está em valores espúrios, na competição, em ter o máximo e se possível tudo, mesmo que isso signifique a morte de seu vizinho ou mesmo de seus descendentes.

Nada do que possa ser exagerado ou negligenciado daquilo que é essencial a vida promoverá saúde e paz.

Alimentos em excesso, exercício em excesso, repouso em excesso, sol em excesso, água em excesso, entre outros fatores essenciais, conduzirá a má saúde. É evidente que a falta também, para não falar em alimentos, ar e água contaminados e inadequados. A ocupação em produzir as bugigangas tão apreciadas por uma legião de alienados é diretamente responsável pela destruição dessas condições essenciais à vida!

A civilização, considerados seus membros, precisa urgentemente repensar suas vidas, seu comportamento. Esperar que o estado e seus governantes estejam a frente de decisões que implicam em interesses pessoais, na sobrevivência é temerário e já provou ser desastroso.

Muito breve, com Dez Bilhões de pessoas o planeta estará em sérios apuros e seus governos e estados se encarregarão de piorar a sua escravidão. Não entregue a sua vida nas mãos de ninguém. É preciso questionar sobre o que realmente é importante.

Alimentação e as Emoções

Alimentação para a Saúde

Vivemos uma época que o que comemos, a qualidade dos alimentos e certos produtos “milagrosos” da moda são enfatizados e propagandeados como a solução para quase todos os problemas da saúde e vitalidade.

Sim, há alimentos melhores do que outros, mas nenhum milagroso e indispensável.

São questionáveis todas as tentativas de transformar um desses em solução para tudo e, especialmente, em um negócio.

Há certas condições interiores, psíquicas que podem transformar um bom alimento em veneno, literalmente.

Toda a condição emocional alterada, dominada por emoções negativas, o que é muito comum nessa nossa época, é um fator proibitivo na ingestão de alimentos porque impedirá a digestão correta e perturbará todo o metabolismo, sendo um fator de perturbação da saúde.

Talvez o fator menos identificável é que a condição emocional negativa (doente, neurótica) é pessoal, invisível e comum, além de percebida como natural por aquele que está a maior parte do tempo nesse estado. Agora as pessoas notam que em alguns raros momentos estão em um estado feliz, agradável e de paz – ou seja, estar bem é exceção.

Entretanto, é fundamental para a saúde, o bem estar, a vitalidade e a longevidade vigiar esses estados interiores. Se uma pessoa se dá conta que está perturbada, não deve sentar a mesa. Comer nessas condições é construir a doença. Espere a calma chegar e busque pensamentos que promovam a paz, esperança e o amor.

O nosso organismo só funciona bem nas condições de harmonia e na questão da digestão o estado emocional e ainda mais crítico.

As surpresas desagradáveis de má saúde naqueles que escolhem alimentos bons, que evitam se intoxicar, e não compreendem como podem ter adoecido tem sua origem numa vida psíquica negativa – esse é o tipo de coisa que os outros não veem, mas que se colhe os maus frutos de uma vida interior de má qualidade.

A Essência do Pensamento Biogênico

Nas palavras e análises do Prof. Szekely a questão da relação do Homem com a Terra, a Natureza, seus hábitos alimentares e o que ele finalmente pode ser e realizar é excepcionalmente explicado e revelado.

A vida desnaturada, esterilizada, alijada do solo e das plantas determina um povo sem identidade, sem força, robotizado.

O corpo de cada Homem, em cada nação, está profundamente enraizado no solo da Natureza” Taine em History of English Literature.

“Significa que os homens estão totalmente enraizados no solo, e o caráter das Nações, semelhante aquela das florestas, gramíneas, e grãos, está inteiramente determinada pelo clima e solo no qual eles germinam.”

“Dogmas crescem como batatas. Crenças e cenouras, catequismos e couves, princípios e nabos, religiões e rutabagas, governos e pastos, todos dependem do ponto de orvalho e taxa térmica”.

“Dê ao filósofo um punhado de solo, a medida anual de temperatura e regime de chuvas, e sua análise o capacitaria com absoluta certeza predizer as características da nação”.

“Temperatura, humidade, solo, luz solar, eletricidade, força vital, se expressam elas mesmas primariamente na existência vegetal com produto de sustento para a raça humana”.

“O que um homem, uma comunidade, uma nação podem fazer, pensar, sofrer, imaginar ou conquistar depende do que ela come!”

Se um povo se alimenta de produtos desvitalizados, desnaturados, desmineralizados, então suas realizações estarão limitadas ao lixo que ingere.

“Quando um homem morre ele retorna para a relva novamente, assim a maré da vida, com eterna repetição, em ciclos contínuos, se move sem interrupção para cima e para baixo, e em mais de um sentido, toda a carne é relva!”

Essa civilização arrancou o povo da Terra e o transformou em algo híbrido, sem identidade, incapacitado para assumir sua verdadeira natureza. “Viver” apartado da natureza, do solo, é possível, mas ao custo de transformar-se em uma coisa, um zumbi.

Cristianismo Esotérico

Para aqueles que querem muito mais de si mesmos

O que chamamos de Cristianismo Esotérico, as bases originais, nazarenas (não por acaso Jesus foi chamado de Nazareno), que sustentaram os primeiros discípulos e que depois do século IV, virtualmente desapareceram pela violência do império romano, se resume ao seguinte:

O Homem é um organismo auto-evolutivo e que deve trabalhar conscientemente contra as circunstâncias da própria vida para que possa evitar ser arrastado às emoções negativas.

Isso significa não poucas coisas e faz toda a diferença – como traremos em seguida. Se somos seres criados desde cima, capazes de realizar uma evolução numa direção específica, quer dizer que devemos nos ver como uma casa não terminada, como uma obra incompleta, mas possível de ser magistralmente realizada exclusivamente por nós mesmos. Ademais, esse trabalho implica em tomar a vida como um meio para um fim maior. Também, que isso só pode ser feito conscientemente, ou seja, não pode ocorrer nas condições naturais da vida, mas que precisa iniciar com ideias superiores e uma condição mais lúcida do que aquela que as pessoas levam suas vidas. Também, que nada nem ninguém pode contribuir para essa ação, que é um verdadeiro salto que depende da vontade pessoal, ou seja, é uma tomada de atitude voluntária, assim como a atração por algo excepcional e desejado acima de tudo mais.

Nada disso é possível sem que a pessoa antes se dê conta de seu estado caótico, inadequado, confuso, de incapacidade, de nulidade. Se a pessoa se vê plena, capaz, cheia de orgulho e vaidade e consciente, nada fará para mudar – não procurará ajuda e instrução. Enquanto temos um corpo físico organizado e harmonioso, funcional, o nosso “corpo psíquico” é caótico, contraditório, mas pode ser constituído em um todo funcional, separado do material – o trabalho de construção deve ser sobre esse nosso lado incompleto.

O que o cristianismo esotérico oferece para aqueles que despertaram para a sua condição é o desenvolvimento de um Homem Novo em si mesmo, um Renascimento.

Qual é esse desenvolvimento ao qual aponta o Esoterismo?

Significa vencer ao Homem violento, ao homem de violência, que habita e se ergue todos os dias naqueles que estão inconscientes para as próprias condições. O homem pré-histórico somos nós mesmos. A única coisa que evoluiu nessa civilização foram as máquinas.

Assim, o trabalho de separar-se das emoções negativas é o de vencer a violência latente em cada um de nós. Por outro lado, é evidente que não há nenhuma possibilidade de evolução pessoal, social, humana, realizável de forma inconsciente, natural, automática – e nem pode isso ocorrer coletivamente. Só há evolução consciente.  

Porque não se pode obrigar ninguém à evolução espiritual

Por que não se pode Obrigar a Recepção de uma Religião?

A marca de muitas das assim chamadas religiões dessa Era é a sedução ou a violência.

Os esquemas e estratégias dos religiosos ou dos “donos de igrejas” estão ao nível do marketing para vender qualquer bugiganga e encerram outras estratégias vergonhosas para “prender” e envolver aqueles apanhados na rede e armadilhas que preparam. Isso sem falar daquelas que usam a violência extrema para submeter a todos que conseguem a seguir suas crenças insanas.  

A humanidade caiu a um nível tão medíocre das suas funções intelectuais e da vontade que não progridem além da idade mental de uma criança de 5 anos.

O avanço da automação, dos meios indiretos de sobrevivência, o afastamento, por outro lado, da natureza e o acesso direto aos meus de sobrevivência fizeram do homem um ser frágil, com extrema dependência do sistema, com relações esterilizadas, mornas, e paradoxalmente, um vulcão de violência potencial. Está cada vez mais incapacitado para esperar o desenrolar natural – a natureza não dá saltos. O homem médio espera que tudo na sua vida seja resolvido ou se resolva. Não tem mais nenhum parâmetro de ação natural, tudo depende de outros e de máquinas.

O resultado disso é que toda a sua possível função psíquica e espiritual não pode se desenvolver porque ele mesmo está subdesenvolvido e precisa ser conduzido, quando o único caminho para seu aperfeiçoamento passa necessariamente pela ação pessoal e individual. E é exatamente por essas condições anômalas que se torna uma presa fácil do charlatanismo social, político e espiritual. As “religiões” atuais são a causa e a demanda desse estado infantilizado e decadente da humanidade. É evidente que a qualidade desses movimentos religiosos é pateticamente baixo e incapaz de elevar o homem, enquanto seu resultado mais frequente é destruir ainda mais qualquer possibilidade evolutiva.

Quando a vida interior quase desapareceu e o homem depende quase exclusivamente do exterior – pauta sua vida pelos seus sentidos, é arrastado por todos os movimentos de massa, coletivos, sejam políticos, sociais ou religiosos. Até a salvação foi tornada vicariante, pelo sangue inocente. Toda a ação individual não somente foi anulada, mas é acusada e perseguida.  

É quase impossível para o homem médio compreender que nenhum progresso é possível, em nenhuma área, porque o homem foi criado como um ser capaz de evolução e isso é absolutamente pessoal e individual. O que há são condições coletivas capazes de impedir qualquer evolução, mas nenhum movimento de massas, nascido da vida, pode levar a qualquer progresso real – lembrem da Torre de Babel! A evolução não pode ser imposta, obrigada, estabelecida de fora para dentro. Toda a tentativa dessa espécie está morta em princípio. Assim, as religiões que usam a ameaça, a violência, a sedução e o engano não podem beneficiar em nada o indivíduo.

Somos almas individuais com necessidades particulares e problemas pessoais e íntimos a serem resolvidos por ações de dentro, pela própria vontade. Ninguém pode nos salvar se nós mesmos não fizermos o movimento. A maioria das pessoas que viram e ouviram o Salvador, o Mestre, o Rei, o rejeitaram! Qual a dúvida de que é impossível qualquer “igreja” possuir e ter o poder de salvar? Somente o dar-se conta da própria condição pode mover uma pessoa a buscar instrução. Ou seja, antes de aperfeiçoar-se é preciso conhecer e depois, submeter todos os “eus”, emoções e hábitos doentes e pervertidos que estão no comando da vida pessoal e fazem do homem uma máquina insana e inútil. Assim somos todos, antes de encontrar as ideias de um sistema esotérico. É o homem interno que pode e deve crescer as expensas do homem externo – que é apenas um meio para a evolução espiritual, invisível. Não é por acaso que se falou em portão estreito e muitos chamados e poucos escolhidos.

O Risco de perecermos pela falta de Ar é iminente

O contato com o Círculo Consciente da Humanidade está por um fio e se for quebrado, todos pereceremos mergulhando numa era de trevas.

As pessoas creem que suas vidas dependem de coisas materiais e de ideias e instituições humanas, criadas ao nível da vida. Elas acreditam não somente em seus sentidos, como em suas mentes lógicas derivadas unicamente do que chamam causa e efeito. São incapazes de ver além disso e negam qualquer coisa que não poder ver, ouvir e tocar, mas falam de boca cheia de “fé”.

A ideia de que o homem deve nascer de novo do espírito, como está colocado no Evangelho, literalmente se lê que deve nascer do ar. Fala-se que deve nascer da água e do ar (espírito) – de dois níveis de verdade além do mundo dos sentidos, do mundo material, do mundo de aparências. A verdade escrita em tábuas de pedra é evidentemente de um nível muito mais literal e grosseiro, mesmo que necessário para passar para um outro nível de verdade que a mente natural não pode receber.

Alguns escritos antigos classificaram o homem em diferentes classes: hílico (madeira, matéria); e pneumático, o homem-ar, ou espiritual!

É claro que nas palavras do Mashiakh o nascer de novo do espírito ou do ar significa atingir um novo estado interior de compreensão impossível para o homem-madeira.

Esse homem materialista está incapacitado para compreender a sua origem e assim não se dá conta de que não há nada no futuro como imagina, mas somente acima dele, num outro nível, num mundo de mais dimensões onde a sua percepção relativa de tempo não existe.

De fato, o homem dessa época está perseguindo uma fantasia, está sonhando, profundamente adormecido, hipnotizado por todo o drama que se apresenta diante de seus olhos e assim, toma a vida como um fim em si mesma. Todo o seu discurso sobre espiritualidade e fé é sem fundamento, são meras palavras e crenças estupidas, bem ao nível daqueles selvagens que adoram coisas que não podem compreender.

A alegoria da Caverna de Platão ilustra bem o drama do homem comum. O que ele toma por realidade, é uma total ilusão.

O Círculo Consciente da Humanidade, o Esoterismo, do qual a obra do Mashiakh é o ápice, se esforça por semear na vida as ideias espirituais, aquelas ideias que tem o poder, quando atentamos e as praticamos, de nos separar do poder hipnótico e ilusório da vida externa – como nos chega pelos acontecimentos, jornais, mídia, nas nossas relações, trabalho e política.

São essas ideias que podem levar ao homem despertar e olhar em uma outra direção. São ideias e influencias que não vem da vida, mas do mundo superior, invisível, pneumático, ou ainda acima. Quando essas influencias e energias não chegam mais, a humanidade perece. Não é, entretanto, difícil de perceber que exatamente pela dificuldade de recepção dessas influencias sutis o sono e a loucura se acrescentaram e as máquinas, a violência, as soluções materiais tomaram quase tudo.

Esse ar essencial está a ponto de faltar e sem ele, não se pode respirar, não há vida verdadeiramente sem respiração, sem o contato com o mundo espiritual. As “soluções” para a vida começam ao olhar para a vida não como um fim, mas como um meio, como um trabalho. As soluções estão numa outra direção e inacessíveis para os sentidos e para uma mente condicionada por eles. A fonte da vida não está nesse mundo de aparências e não podemos perder o contato com a fonte, com o risco de perecermos como humanos e sermos reduzidos ao nível das “sociedades perfeitas e cruéis” das formigas e cupins!

Comer em Excesso Conduz a Desnutrição

Vários motivos são causa de ingerir um excesso de alimentos. O que é um excesso de alimentos para uma pessoa?  Como sabemos, o que é de conhecimento geral, é que cada pessoa tem uma necessidade específica de alimentos. O que é menos conhecido, ou quase desconhecido é que ingerir não é digerir. E o que é mais grave ainda, digerir não significa jamais assimilar. Existe uma verdadeira confusão nos conceitos e os mal-entendidos são amplamente fomentados por profissionais incompetentes, por jornalistas mal intencionados (pagos pelas empresas que tem interesses em divulgar seus produtos), e meios de comunicação que divulgam com um cunho de verdade e seriedade, falsas informações. E isto para não falar nos “usos e costumes” tão caros à maioria e que, na sua maior parte são “maus e péssimos costumes” levando seus adeptos à morte prematura não sem antes envenená-los lentamente.

   O problema da quantidade de alimentos está condicionado para sempre à espécie de alimento (qualidade). Não se pode falar jamais de quantidade sem falar antes de qualidade. Isto porque, a qualidade significa alimento específico à espécie. Quando uma pessoa “alimenta-se” com produtos não específicos toda a questão de quantidades torna-se quase impossível de ser determinada. O homem é um ser que pertence à espécie humana. O que quer dizer: todos os homens são semelhantes biológica e fisiologicamente. Mesmo aqueles mais distanciados por forma, cor, tamanho, peso, e características psíquicas, podem reproduzir-se entre si e funcionam exatamente da mesma maneira, assim como reagem ao meio também de forma idêntica. Portanto, os alimentos devem, assim como em todo mundo orgânico serem idênticos e uniformes entre todos os homens. Isto quer dizer também, que existem alimentos específicos para toda a espécie humana. O homem não é como alguns “especialistas” declaram onívoro: que são os porcos, por exemplo. O homem não pode pertencer à espécie humana e alimentar-se como um suíno. Quando alguém se alimenta como um produto não específico terá, certamente problemas de digestão, assimilação, eliminação, sofrerá intoxicação, assim como apresentará desempenho medíocre (as funções se alteram, tanto físicas como as psíquicas). Assim, esta pessoa não reage e não age mais como um ser humano genuíno com todas as suas potencialidades e capacidades mas, de maneira alterada e doentia. Com as suas funções alteradas, inclusive e principalmente seu paladar, seus instintos e todas as suas funções de digestão e assimilação, entre outras, ficam, a partir deste momento, impossíveis de estudar e determinar qual a quantidade de alimentos que uma pessoa teria que ingerir para estar corretamente nutrida. Os instintos depravados por uma alimentação imprópria levarão a um apetite e a hábitos malsãos cada vez menos compatíveis com as características genuínas da espécie. O indivíduo viciado e constantemente reforçado por uma cultura torcida, irá reafirmar cada vez mais seus hábitos. E tal pessoa imagina mesmo que o que faz, o que come e como come, é “normal”. É comum entre os animais, em experimentos científicos, o adoecimento e a morte quando são alimentados por produtos não específicos à espécie. O homem não escapa, certamente desta regra universal da biologia. O mito da “adaptação” é uma invenção perigosa com objetivos escusos e que tem como conseqüência a tolerância, e finalmente o esquecimento de que alguns produtos ora ingeridos pela grande maioria dos homens não se constituem em alimento, mas antes em um fator de degeneração, adoecimento e na morte prematura. Diante deste quadro fica cada vez mais difícil, se não impossível responder a questão inicial: o que é excesso de alimento?

Para um viciado, aquele que é dependente de uma droga qualquer, incluído os alimentos, não se pode falar de “necessidade”. A necessidade só é própria do organismo saudável e,  íntegro. Assim confunde-se dependência (vício) com necessidade. E aqueles que tem o seu corpo alterado com estes produtos, lhes estão dependentes até o momento em que uma condição especial ocorra para libertá-los.

   Mesmo nestas condições podemos apontar algumas saídas para saber o que é excesso de alimentos. O excesso de alimentos é a condição relacionada com :1) impossibilidade de digerir; 2) impossibilidade de assimilar; 3) impossibilidade de utilizar a energia produzida.

Quando é ultrapassada a capacidade digestiva de um organismo, este organismo ingeriu alimentos em excesso. Não importa que haja uma tabela onde se descreva as quantidades necessárias de nutrientes, o que interessa é se o organismo pode, em primeiro lugar, digerir aquele alimento. E isso vai ser determinado por: sua real necessidade, o tipo de alimento, sua condição interna, física (saúde e idade) e psicológica, o tempo gasto na alimentação, etc.. A assimilação é uma condição pessoal relacionada com o meio interno, celular. Existem inúmeras condições que impedem a assimilação e a utilização de alimentos e elementos disponíveis necessários à vida e a saúde do organismo.

   Como esses assuntos são do foro interno do organismo ao qual não temos acesso direto, só podemos dizer que não há como introduzir, forçar a utilização e a assimilação através de meios artificiais tais como os utilizados correntemente em medicina. Se existem impedimentos para a assimilação e a utilização de um determinado alimento disponível certamente deve-se a uma função diminuída ou danificada. A ação do Higienista limita-se a proporcionar as condições ideais de desintoxicação e repouso, entre outras para que o organismo, sozinho, possa conduzir os processos de reparação e limpeza necessários, dos quais não podemos sonhar a complexidade e a inteligência. Tudo isso se passa a uma velocidade além de nossa capacidade consciente de conceber, continuamente e de uma complexidade impossível de reproduzir. Tudo isso porque simplesmente tratam-se de funções da matéria viva, a qual não podemos reproduzir, nem hoje nem nunca, pois não pertencem ao nosso mundo “material” ou antes, o mundo sensível do qual temos consciência é função deste mundo invisível ao qual temos acesso através das funções psíquicas e não pelos nossos sentidos. A interferência, a tentativa de manipulação do organismo vivo, ignorando as leis naturais só pode levar, sem nenhuma dúvida, a sua destruição. Ao proporcionar todas as condições necessárias a vida e a saúde, somando-se a isso a eliminação daquelas condições danosas a esta vida, estabelecemos a única condição necessária e suficiente para a manutenção e a recuperação da saúde.

   A impossibilidade de utilizar a energia produzida vem da diminuição das funções externas ao organismo. Isto é, aquelas voltadas para a exteriorização das nossas capacidades e necessidades físicas e psicológicas. Por exemplo, alguém pode alimentar-se corretamente, na quantidade correta, digerindo e assimilando as energias produzidas e, ao mesmo tempo estar impedido de executar uma ação por alguma invalidez. Esta condição, a longo prazo levará certamente a um ajuste do organismo diminuindo o apetite e a capacidade de transformação dos alimentos em energia.

   Portanto, para que uma pessoa possa determinar a quantidade correta de alimentos necessária para sua vida, antes deverá estar desintoxicada, livre de toxinas e dos hábitos condicionados de paladar e os vícios decorrentes

A Medicina Alopática

A Medicina Alopática precisa ser revista em seus conceitos e práticas

As críticas e questionamentos sobre o que se tornou ao longo desses dois últimos dois séculos a medicina alopática são reais, são preocupantes. Em quase todo o mundo essa abordagem chamada de “científica” da má saúde é imposta sob força da lei e da coação, algo hediondo e assemelhado as práticas nazifascistas que tanto horrorizaram o mundo.

O que se assistiu nas últimas muitas décadas foi a perseguição sistemática de todas as abordagens da saúde que são opostas a visão oficial, mesmo que mais eficientes e menos prejudiciais. Os governos, através de contratos implícitos e explícitos dividem os lucros materiais e de poder com essa pavorosa e inaceitável ditadura do controle químico e das consciências. A medicina se tornou um braço do controle das populações. De fato, não há nenhum interesse na boa saúde, mas na má saúde e em fazer as pessoas em reféns. O custo social dessa abordagem maliciosa é incalculável, extremamente prejudicial para a vitalidade, o bem-estar e para a psique humana.

Se você escolher ter má saúde, se submeta as práticas médicas. No que consistem as práticas médicas modernas?

  • Tratar as doenças imaginárias, no lugar de assistir os pacientes.
  • Avançar com estardalhaço sobre os seres microscópicos considerados inimigos imaginários, com as suas armas de guerra, no lugar de corrigir o modo de vida
  • Proceder a retirada cirúrgica de efeitos locais
  • Injetar proteínas estrangeiras (vacinas) e medicamentos tóxicos num corpo já envenenado, no lugar de proporcionar as condições que favorecem a eliminação.
  • Cultivar o medo, a apreensão e a inquietude, quando o paciente tem sempre a necessidade de calma e quietude
  • Criar novas doenças a partir dos efeitos de suas drogas envenenadoras
  • Impedir a vida normal e fisiológica dos seres humanos.
  • Aliviar, a qualquer custo e sempre com objetivos egoístas as manifestações dos erros de vida, de maneira temporária e duvidosa

A Diminuição da Vitalidade e da Saúde

A ausência de sintomas, especialmente os sintomas físicos, é interpretada como “boa saúde” pelo público em geral. As dificuldades de raciocínio, as emoções negativas, a falta de capacidade para concentração, memória que fraqueja, mau humor, depressão, desânimo, medo, tristeza, etc., não são, comumente vistas como problemas de saúde, mas antes como idiossincrasias, problemas circunstanciais. Existe sempre, no entender do público um “motivo” externo que justifica um comportamento. Além disso, é comum que se interprete estes estados e reações como “normais” e “humanas”.

   Não importam as justificativas, nem o que as pessoas imaginam sobre o seu próprio comportamento e o dos outros, o fato é que existe, imperceptivelmente, uma lenta e inexorável “desumanização”. Homens excepcionais são tidos como “deuses”, exceções à regra, inatingíveis. Jesus, Gautama Buda, entre outros, não são modelos, são, para o público, exceções, ocorrências estranhas em nosso mundo, inexplicáveis fora das crenças. Não se consegue imaginar os homens com atitudes e capacidades semelhantes a estes verdadeiros heróis da humanidade. Estes, sem dúvida, são exemplos extremos, porém necessários para demonstrar que, apesar da distância que há entre as pessoas comuns e estes Seres, é inegável que eles viveram entre nós e provavelmente, outros menos conhecidos continuam a participar de nossas vidas. O homem/mulher moderno está satisfeito com a sua condição. Está convencido de sua limitação. Acredita que não é mais do que o que vê e o que sente e não tem nenhuma esperança de mudança, na evolução interior, psicológica. A sua esperança está na “ciência”, na tecnologia, na política, ou num milagre da 25° hora. Renunciou a lutar pela sua humanidade. Abriu mão da única capacidade que o diferencia dos outros habitantes da Terra, sua capacidade reflexiva. Hoje mais do que antes, a atrofia do pensar é evidente. E o que é pior, poucos se importam com isto. Imagina-se que “a ciência e as descobertas” resolverão os problemas sem a necessidade de um esforço pessoal, de transformação. Ser “humano” é um luxo na nossa civilização.

 Porém tudo o que não evolui, deteriora. Esta é uma lei inexorável.

   Assim, neste contexto, o nosso problema: a diminuição da saúde. Vivemos num mundo destrutivo para a saúde, sem dúvida. Poluição, estresse, insegurança, violência, modelos de conduta decadentes, conformismo e meios químicos para “curar as doenças”, para “imunizar”, para prevenir “doenças” baseadas mais em uma abordagem desonesta de tratar da doença suprimindo os sintomas do que em manter e recuperar a saúde eliminando as causas. Não fomos projetados para estas condições insanas. E pagamos o alto preço de tentarmos nos adaptar ao que é contra a vida. As condições necessárias à vida: sol, calor, descanso, exercício, água pura, estimulação auditiva adequada, alimentação específica da espécie, etc., em sua grande maioria, não estão disponíveis.    Como sair desta armadilha? É muito difícil, na medida em que não nos damos conta que o nosso ambiente é inadequado e o que fazemos também. Fomos condicionados a aceitar estas condições como normais ou inevitáveis e nos constrangemos ou nos conformamos com ela. A primeira mudança necessária é interior. O que só é possível através de uma ampliação da consciência, apoiada num conhecimento que não vem do mundo, mas fora das suas influências. A mudança, qualquer mudança para a humanidade, deve iniciar pela instrução. Precisamos ser instruídos com a Verdade. Se estamos sofrendo, adoentados, e nem percebemos isto, achando que é “normal”, é porque vivemos sob falsos conceitos. A questão é muito sutil porque, na verdade, não nos damos conta que deixamos lenta e inexoravelmente de ser humanos. A humanidade pressupõe certas capacidades e potencialidades que podem ser perdidas se somos submetidos a condições adversas e a uma doutrina de vida não humana. E assim ocorre aqui e agora na sociedade. Fomos, ao longo de séculos e milênios, transformados em uma caricatura disforme e inconsciente do ser humano. As pessoas estão doentes e não sabem e não o reconhecem. Quem não sabe e não reconhece também não procura ajuda e menos ainda aceita ajuda. Para início, é muito ofensivo dizer para alguém que ele está doente, meio enlouquecido, esquecido de sua origem e, portanto, inconsciente de quem é e para onde está indo. Mas este é exatamente o sintoma desta doença, deste estado indigno, que homens e mulheres caíram: uma psicologia doente, onde a mentira é a tônica da vida; a atração é pela morte, ou coisas mortas e há uma aversão pela vida; os sintomas de doença são vistos como sinais de saúde, de poder e de inteligência. Para aqueles que ainda não se deram conta de seu estado é preciso mostrar, comparando-os com verdadeiros seres humanos. E assim, ao sentirem quão inadequados são, possam despertar para sua condição anormal e buscar, então, a sua humanidade. Os modelos podem ser muitos, mas há alguns caros e aceitos pela grande maioria: para a nossa cultura o Salvador, Jesus (Yahshua, o Mashiakh), para os Orientais, Buda e para os Indús, Krishna, e assim por diante. Não há humanidade sem saúde. Este é o primeiro e fundamental passo. E para ter saúde é necessário receber a instrução relativa à conquista da saúde. Conquistar a saúde, física e mental é algo individual e intransferível. É um caminho pessoal e o primeiro degrau da escada que leva ao Caminho para a libertação de tudo o que é falso. Conhecer a verdade sobre a saúde e viver este conhecimento é a única via para despertar para a realidade da humanidade que está afogada no meio do pântano da doença. Ter um corpo humano não significa ser humano, é necessário sentir, pensar e agir como humano, aquele grande modelo que admiramos e parece inacessível, mas que verdadeiramente é um modelo e uma meta e um incentivo a cada um de nós. Mas, ainda, há uma ordem, passos para o Caminho que são, cada um deles, degraus na grande subida. O primeiro é estar em condições de ser tocado pela realidade do estado miserável atual e então, buscar o conhecimento que leva a fuga da prisão invisível, que é a libertação de uma psicologia doente em corpo doente