O Homem – a Casa de Três Pavimentos


O Homem foi concebido como um organismo capaz de receber e transformar energias em três fábricas que se localizam na cabeça, peito e ventre.
Essas máquinas bio/psico/químicas transformam energias/matérias grosseiras em energias/matérias sutis. São capazes de alquimicamente transformar “metais brutos” em “ouro”.
Alguns desses processos ocorrem automaticamente, e são capazes de manter um Homem vivo e em condições de realizar tarefas úteis e “coerentes”. Essa é a condição da grande maioria das pessoas no planeta.
O “combustível” para alimentar essa fantástica máquina são os alimentos físicos e ar. Eles são combinados e transformados em energias capazes de fazer um homem pensar, sentir e se mover.
Há mais uma dessas energias-combustível que é recebida pelo cérebro e que chamamos de impressões.
Sem o alimento físico pode-se viver semanas; sem o ar uns poucos minutos e; sem as impressões a morte é imediata.
Acontece que essas impressões “não digeridas” são apenas suficientes para manter o corpo vivo em movimento. Nada original é criado, tudo são cópias no mundo psíquico das pessoas.
É evidente para um observador mediano que a capacidade psíquica decai rapidamente nas pessoas que não trabalham sobre si – aprendizagem, memória, concentração, criação, etc. Ou seja, a deterioração, a paralização do pensar e do sentir é inegável e progressivo.
Isso acontece porque há mau uso ou uso nenhum desses equipamentos super-sofisticados (os centros, ou mentes intelectual, emocional e instintivo-motor).
Todas as possibilidades reais de evolução do Homem começam com uma transformação do pensamento e um despertar sobre a sua condição limitada intelectual, emocional e instintiva-motora-sexual que envelhece e termina a vida, ainda antes de morrer.
Não há nada gratuito nesse mundo e tudo deve ser obtido a um alto custo. É preciso sacrificar algumas coisas para poder vislumbrar um outro mundo, que se torna possível com a obtenção de um corpo mais sutil do que o corpo físico.
As conquistas pessoais e sociais são verdadeiramente medíocres e frustrantes. Porém, a degeneração do pensar e emoções logo fazem o Homem esquecer de si e daquilo que buscou no início de sua vida – ele se satisfaz com um punhado de quinquilharias.
As influências originadas na vida são incapazes de energizar a mente a ponto de desperta-la. Ideias com poder de transformar, quando recebidas e procuradas, são semeadas pelo círculo interior da humanidade. Eles se constituem em um grupo de pessoas que conquistaram a vontade e a consciência e que estão preparadas para resgatar da massa alguns homens que se interessam por evoluir e sair da prisão virtual. Eles são muito superiores as pessoas adormecidas e prisioneiras da natureza.
O “natural”, o viver comum, é necessário, mas jamais suficiente para se erguer acima do convencional.
Conhecer-se a si mesmo é conhecer a estrutura da máquina humana e a condição real e pessoal. Não há outro caminho para a emancipação/evolução. Todas as assim chamadas religiões e movimentos esotéricos verdadeiros falam e ensinam sobre o Homem. A cura, a libertação e salvação são a aplicação desse conhecimento a si mesmo.

As Escrituras não são livros científicos!


Esses documentos tratam do Homem e suas possibilidades e não da Terra, da criação do universo e outras coisas tolas e irrelevantes. Eles são livros esotéricos!
Quando se lê que em Gênesis “E no principio criou Deus o céu e a terra” se refere ao Homem, se refere ao Homem e ao que pode se tornar, que foi criado com a possibilidade de evoluir e chegar a um nível superior de desenvolvimento. A terra se refere a base, ao nível inferior e o céu ao nível superior. O Homem contém nele o potencial para esse salto do inferior ao superior.
Também, em outra escritura mais original, que se manteve próxima a tradição esotérica lemos: “sem principio a Lei cria vida e pensamento”. Corroborando a ideia que o Gênesis e toda a Escritura simbólica e parabólica se refere ao Homem e, mais particularmente, ao homem interior, a sua psiquê, a compreensão e pouco ou nada tem a ver com valores morais e/ou coisas materiais, ou sobre o “pecado” e “inferno” no sentido decaído que chegou a ter hoje.
É claro que um homem tem de desenvolver pensamentos, emoções e habilidades que o capacitem a viver (constituir uma personalidade – contra a qual terá que lutar) antes de atingir um nível superior nele mesmo através de um caminho interior. E esses são representados na Escritura como vegetação, animais e sua reprodução, como simbolismos de coisas interiores e fases de desenvolvimento possíveis.
Então, logo mais a frente no Gênesis, o Homem chega a ser criado a imagem de Deus. Claro que o Homem não é simplesmente o seu corpo físico, sua força, seus instintos – ele é, desde o ponto de vista esotérico, a sua compreensão. E esses homens, a imagem de Deus, são escassos. O homem a imagem de Deus é uma possibilidade, assim como chegar a ser um ser vivente pelo sopro de Deus. A humanidade está ao nível terra, mas pode chegar ao nível céu.
Todo o esoterismo trata em vencer a violência e de acrescentar a Consciência e a Vontade primeiro em si mesmo e depois nos outros.
A não ser que um homem seja instruído através de um ensinamento superior, que não se encontra na vida, mas unicamente num caminho esotérico, não poderá sequer entender o nível mais rudimentar das escrituras.
Tentar trazer as escrituras para coisas físicas, para a política, para movimentos sociais, como meio de obter bens materiais, para doutrinas científicas, que eventualmente se oporiam a ciência, é destruir seu significado maior, esotérico – que é interior e se refere ao Homem como ser capaz de uma evolução específica espiritual.

O Homem como Experimento

A assim chamada cultura, tradição, política e ciência atuais não fornecem as ideias necessárias para a evolução humana, mas são, miseravelmente, fatores que contribuem para sua degeneração.
Não há nada semelhante nessa civilização que apresente o Homem como um experimento que, como tal, pode ser exitoso ou falhar.
Essa ideia é uma ideia que se origina na humanidade consciente, muito acima e invisível aos sentidos físicos. A não ser que algumas pessoas evoluam e renasçam como um Novo Homem e se tornem aquilo para o que vieram, toda a humanidade perecerá.
Certamente, o experimento do qual fazemos parte nesse momento, não foi o primeiro – não devemos imaginar e ficar orgulhosos que somos os primeiros e os únicos! Houve muitos outros experimentos antes que falharam e há razões para que se acredite que caminhamos para o fracasso, que tal como o experimento que nos precedeu e do qual temos rastros através de lendas e relatos, as formigas e os cupins, já estiveram nas mesmas condições que as nossas hoje.
Esses seres, hoje insignificantes, porém antes inteligentes e poderosos, foram reduzidos pela Natureza, ao que vemos agora.
O experimento anterior ao nosso, que falhou em seus objetivos principais, se deve ao controle político (socialismo radical), químico, sexual, para produzir uma sociedade perfeita, impiedosa, onde não hávia nenhum espaço para o indivíduo e o pensamento genuíno. Essas espécies tiveram, é verdade, sucesso relativo naquilo que planejaram e conseguiram se tornaram inúteis como indivíduos que poderiam, por outro lado, auto-evoluir.
Essa geração caminha velozmente para o mesmo destino. Em tudo a atual civilização “humana” imita as formigas e os cupins.
Ao ser questionado quais são as melhores condições de vida, o Sr Ouspensky disse que essas melhores condições se realizavam onde o ensinamento esotérico estava ao alcance do povo.
E continuou dizendo, “o ensinamento esotérico se fundamenta na ideia de que o Homem pode sofrer uma mudança que já é possível para ele e que, por assim dizer, lhe está destinada. O Homem é um organismo muito mais complexo do que é necessário para viver nesse mundo. Tem muito mais nele do que é necessário para a vida ordinária. Pode converter -se em indivíduo, o que é o verdadeiro objetivo da sua existência. Porém, a esse respeito, é um experimento do Laboratório Solar e pode resultar num fracasso. É preciso que todos compreendam o que significa que o Homem tenha sido feito como um organismo capaz de auto-evolução. Não quer dizer, por exemplo, que o Homem já está pronto, senão que tem de encontrar-se a si mesmo, encontrar em si o caminho que deve seguir, é por essa razão o ensinamento (esotérico) é sempre semeado no mundo e colocado de várias maneiras e em formas exteriores a fim de mostrar-lhe o que tem se fazer para recriar-se a si mesmo, para evoluir até chegar a ser o que deve ser”.
É urgente que se atente para as tendências atuais de uniformização de pensamento, do uso generalizado e obrigatório de drogas e vacinas, de políticas coletivas e hegemônicas, do controle do pensamento e a restrição de todas as ideias que são libertadoras e construtoras de significados interiores. A tecnologia avança enquanto o Homem retrocede e se apequena.

Doutores, Terapeutas, Curadores?


Uma das primeiras exigências da verdadeira ciência da saúde para aqueles que são profissionais e pretendem aconselhar, ensinar e tratar de pessoas com má saúde é que tenham eles mesmos não só conquistado a integridade física e psíquica como continuem fiéis as leis que regem a vida e a saúde durante toda a sua vida.
Pessoas doentes e com hábitos pervertidos não podem ajudar ninguém!
Não há nada mais eficiente do que o exemplo, o bom e o mau para produzir mudanças nos outros.
Os biogenistas e higienistas naturais são profissionais que antes de ensinarem os seus clientes, eles mesmos seguem os princípios.
Um profissional que é responsável pela saúde não tem o direito de ser hipócrita.
Gravíssimo é esse mesmo comportamento irresponsável em profissionais de saúde mental: psicólogos e psiquiatras – a maioria nem mesmo pode ser classificada como “aprendiz de feiticeiro”.
O fato é que a grande maioria tem a sua atividade como um meio de fazer dinheiro e não há nenhuma relação ética entre como vivem e o que pretendem, pela reserva de mercado, proporcionar como cura.
Há muitos problemas na atuação dos profissionais da saúde, mas o fato de viverem incorretamente sendo péssimos exemplos para os seus clientes e ainda, de serem incapazes de através de suas terapêuticas não poder eles mesmos se curarem, são sinais que deveriam servir como advertência as pessoas.

O Mundo

Um ponto do espaço em um ponto do tempo, ou seja, um sistema de valores x, y, z, t, os chamarei o Mundo“! (Minkowski -O Princípio da Relatividade)

Um objeto tem sempre que estar em um certo lugar (x, y, z) em um certo tempo (t), e não basta definir sua posição no Universo unicamente em termos espaciais (pelas três dimensões espaciais. Assim como o tempo não pode ser considerado à parte do espaço.

Um lugar no mundo tridimensional não é o mesmo no mundo tetra-dimensional. Esses são dois pontos do mundo bem separados – pelo tempo. Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo – mas, em momentos diferentes, sim!  

E nós mesmos? Se somos um microcosmo, no macrocosmo, devemos compartilhar uma condição semelhante. Aparentemente, somos corpos de três dimensões que existem em um momento do tempo a que chamamos presente. Mas, isso é, verdadeiramente, uma ilusão revelada pela limitação dos sentidos e da mente condicionada.

Na literatura esotérica, tal como na Revelação 10:6 o Anjo jura que ‘o Tempo não será mais’. Exatamente como em certos estados de consciência que são superiores ao assim chamado estado de vigília, o tempo desaparece ou, melhor, há uma mudança na percepção do tempo. Um estado de consciência onde a quarta dimensão é percebida integralmente é um espaço superior. Nas condições naturais de consciência da maioria da humanidade o espaço de três dimensões se move no tempo e só é percebido por breves momentos chamados de presente.

A percepção da quarta dimensão, unida as três dimensões espaciais, leva a uma mudança completa no sentimento do Eu. Ou, um estado de consciência superior, onde se tem consciência de si, leva a uma nova percepção do mundo onde o tempo está integrado ao espaço com um todo – o passado, o presente e o futuro se fundem num todo inseparável – não há mais “tempo” como antes percebíamos.

Deus foi também definido como o princípio e o fim, como o alfa e o ômega. Ou seja, uma união do tempo como passado e futuro num todo, significando uma dimensão superior.

Platão nos fala de Deus como ‘o que sustém o princípio, o meio e o fim de toda a existência’.

E Philo, ‘Deus está abstraído de ambos os extremos do tempo, pois sua vida não está no tempo, senão que é Eternidade, o arquétipo do tempo. E na Eternidade não há nem passado, nem futuro, só presente’.

E no livro Egípcio dos Mortos: ‘Eu sou ontem, hoje e amanhã…Não há um só dia excluído daquilo que me pertence…O tempo presente é o caminho que abri’.  E ainda, em Isaias 46:4 e 10 ‘Eu Jehová, o primeiro e Eu mesmo com os últimos’. ‘Que anunciou o que virá desde o princípio, e desde antes o que ainda não foi feito’.

Eu sou o Alpha e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o último; o Senhor, que era, que é, que haverá de vir’. Revelação de João

Eckhart – ‘Tanto o primeiro como o último dia estão ocorrendo no instante presente, mais além’.

Os homens podem ser separados segundo a “Sua compreensão do tempo”, de fato, como o experimentam!

A vida não pode ser adequadamente compreendida senão além da concepção natural do tempo.

Na percepção natural do tempo cremos que o presente existe, mas que o passado e o futuro não existem ou não podem existir. Onde poderiam estar? Em que parte do espaço? Não se pode, naturalmente, nas condições condicionadas, ver a existência de um momento que “passou” ou do que virá em seguida, e porque não vês, não acreditas em sua possibilidade. Mas, acreditamos, por outro lado, com o auxílio da memória e da imaginação, no passado e no futuro!

A nossa percepção da quarta dimensão do espaço, a que chamamos tempo, é limitada, imperfeita. Significa que há muito mais e muito além do que vemos e concebemos. E essa limitação não se restringe ao que vemos “fora”, no que chamamos “mundo”, mas como nos vemos a nós mesmos.

A transformação e expansão dos nossos sentidos, que permitiria ver uma maior porção da realidade não está em microscópios, telescópios, antenas parabólicas, entre outras extensões artificiais dos sentidos, mas numa mudança da mente, uma completa e permanente evolução que começa com ir além da mente natural. Parte do mundo e de nós mesmos nos é inacessível tal como somos.

É evidente que as limitações naturais devem ser superadas. Esse estado infantilizado e imperfeito é a causa de dor, desassossego e violência. Nem o mundo, nem o Homem é aquilo que é percebido, mas há muito mais para ser descoberto e compreendido.

É a natureza dos sentidos que produz o que chamamos o momento presente e faz o mundo ter a aparência que vemos como real. Na verdade, o momento presente é apenas o nosso momento presente. O pensar natural parte daí e apresenta a realidade como o transitório. Dessa forma o mundo perece (morre) continuamente e a vida está confinada a um instante por vez. Achamos que tudo passa, acreditamos nisso, que tudo passa para sempre.

Para onde vai nossa vida? Certamente não está no espaço tridimensional.

O que nossos sentidos registram e nossa mente condicionada entende é que as coisas desaparecem, se extinguem completamente como resultado do tempo que passa. Porém, isso é uma imagem distorcida da realidade – uma limitação imposta por funções incompletas e alteradas. O mundo é o que percebemos e entendemos dele. Se evoluímos, o mundo se revelará outra coisa. O mesmo vale para o microcosmo, para nós mesmos. Não somos o que imaginamos e podemos renascer como um Novo Homem, um Homem superior, melhor do que podemos sequer conceber. Mas, antes, paradoxalmente, é necessário se dar conta que a imagem que temos de nós mesmos e os poderes que nos atribuímos são falsos. Despertar significa ver quanto somos insignificantes e inadequados.

O Remédio Milagroso


Há muito, desde sempre, se conhece a cura para toda a má saúde.
Esse remédio é invisível e ninguém pode lhe receitar.
A procura por curas e salvadores fizeram a humanidade dependente de charlatões.
Aqueles produtos e soluções assim chamadas de cientificas são todos temporários e, espera-se num futuro mítico a descoberta da cura para todos os males.
Mas, não há nada assim. Nenhuma cura definitiva e nenhum salvador virá.
A pílula mágica e milagrosa só pode ser autoconhecida, auto-administrada e auto-administrada.
Por que? Porque qualquer solução real na vida começa por uma mudança pessoal, interior, a nível mental. E esse é o motivo que a cura é exclusivamente auto-cura.
Remédios, cirurgias e vacinas são truques, são ações ilícitas, são tentativas desastradas de anular a lei da causa e efeito – o que não pode jamais ter sucesso. O alívio é parcial e logo o mal retorna redobrado. Os erros de vida, a ignorância e a negligência são as causas e isso precisa ser corrigido pela própria pessoa.
O poder de regeneração do organismo é excepcional, mas a psiquê, que representa o Homem verdadeiro, precisa ser o início do processo de cura.
A Sabedoria é a verdadeira cura e começa pela recepção de ideias verdadeiras e, em seguida, pela aplicação dessas ideias sobre si mesmo.
Todo o drama humano, em todas as áreas da vida, são acrescentados por soluções falsas, enganosas.
A ansiedade por soluções imediatas e vindas de fora não podem ter outro resultado senão o fracasso e o aumento da dor.
A busca e a recepção do conhecimento sobre si mesmo, sobre a natureza e as leis que regem a vida é o caminho que não só cura, mas salva.

O Conhecimento


A energia só pode ser transmitida se há matéria.
O conhecimento compartilha com a matéria suas propriedades.
Os conceitos românticos e supersticiosos sobre o conhecimento, especialmente o conhecimento superior, é um real obstáculo para encontrá-lo e adquiri-lo.
Aqui nos interessa particularmente aquela porção do conhecimento chamado de oculto, de esotérico, sobre o qual há muitos mitos e mal-entendidos.
Para a maioria mais culta, há o entendimento de que existe esse conhecimento especial, pouco acessível, até secreto, que superaria a ciência e filosofia, mas que do qual se acaba sabendo pouco, por lendas apenas e que jamais faz parte da cultura estabelecida – é pouco visivel, não interfere aparentemente na vida das pessoas.
As questões daqueles que têm algum interesse sobre isso perguntam:
Por que o ocultam?
Por que não está a disposição de todos?
Por que, aparentemente, aqueles que possuem esse conhecimento não estão interessados em compartilha-lo e assim ajudar a humanidade, tão necessitada?
A resposta é perturbadora: o conhecimento não está oculto; e por sua natureza, não pode estar a disposição de todos.
Na verdade, o conhecimento esotérico é muito mais acessível àqueles que podem assimila-lo do que se supõe; o problema é que a maioria não deseja recebe-lo, não tem interesse e/ou não pode, não é capaz de recebe-lo pelas suas condições limitadas.
O verdadeiro conhecimento não pode pertencer a muitos e nem a todos. A razão disso é que o conhecimento, como tudo o mais, é material e assim, tem todas as características da materialidade.
Assim, o conhecimento, como a matéria, é limitado em uma determinada época e lugar. Portanto, há uma quantidade específica desse conhecimento num determinado momento que está disponível para aqueles que podem e querem recebe-lo.
Se por acaso, esse conhecimento for pulverizado entre muitos, será inútil, ou mesmo perigoso – conhecer pouco é pior que nada!

Para que tenha um bom resultado, cada pessoa precisará receber uma quantidade que transforme essa pessoa, que possa ser trabalhado e desenvolvido. É melhor que um grupo reduzido o receba e o desenvolva para preserva-lo e depois semeá-lo em outros grupos do que seja desperdiçado e perdido ao ser distribuído entre muitos, incapazes e pouco interessados.


Deve notar-se que é exatamente nos momentos de loucura, da queda de civilizações, de catástrofes, terremotos, guerras e revoluções que grandes quantidades de conhecimento ficam disponíveis e precisam ser recolhidas para que não se percam.
As massas não se interessam por conhecer, por evoluir. O caminho é estreito e poucos há que irão por ali!
Assim, não há nenhuma injustiça nisso. E a questão da materialidade do conhecimento é uma lei, tanto quanto há areia e mar – são coisas finitas.
Há ainda aquela ideia de que a respeito do conhecimento superior, diferente do conhecimento comum – ao que todos devem se esforçar muito para obter – esse outro, imagina-se que deveria ser graciosamente doado e distribuído a todos. É óbvio que quanto maior o valor de uma coisa, mais “cara” ela é. A pérola encontrada, o tesouro no campo, leva o discípulo a vender tudo para obtê-los.

Desmistificando os Remédios

O problema com os remédios é que eles estão baseados em um princípio falso. Ou seja, que existe uma “doença” a ser eliminada através de um agente externo que é capaz de derrotar a doença como se derrota um adversário.

Os remédios não existem como princípio. E o motivo disto é que:

  1. A existência de qualquer remédio anularia a lei de causa e efeito. Ora esta lei não pode ser anulada jamais por ninguém e é o princípio da ciência: “Sem causa não há efeito; e diante de um efeito procure-se uma causa”. Nenhum remédio pode impedir os efeitos de uma vida desregrada. Para tornar sóbrio um bêbado é necessário que pare de beber. Nenhum remédio pode anular o efeito do tabaco. Não é possível anular as leis da natureza, elas são imutáveis e eternas. Ninguém escapa incólume das ofensas contra a própria vida. Nenhum truque, seja ele um remédio natural ou químico impedirá os danos ao organismo agredido e também não poderá recupera-lo. A natureza não criou remédios, mas só punições. Somente, portanto, suprimindo as causas poderá se chegar a eliminação dos efeitos (da doença). Qual é a causa da doença? Ela é conhecida a milênios e jamais mudou e nada se descobriu ou se descobrirá sobre ela: é um modo de vida malsão.
  2. O sintoma (mal-estar) é o inimigo do doente?  O que comumente se chama doença é a ação salutar do corpo para restabelecer a saúde diminuída pelos maus hábitos de vida.
  3. Não é possível ajudar a natureza. Os processos fisiológicos acontecem a uma velocidade e numa complexidade impossível de serem seguidos ou imitados. Interferir num processo (onde milhões de ações ocorrem simultaneamente) é destruí-lo. Portanto os remédios só podem atrapalhar e impedir os processos genuínos de cura, mas jamais poderão substituí-los.

Os mesmos processos que atuam na reprodução; crescimento e desenvolvimento; reparação e substituição de partes gastas e danificadas; recuperação da energia de um corpo esgotado; excreção de dejetos; reparação de danos por acidente; restabelecimento e restauração do corpo doente; manutenção da saúde em seus melhores níveis é o único poder curativo conhecido. Estas forças e processos são insubstituíveis e são auto aplicadas. Os métodos de cura, os remédios, são inumeráveis e sempre acabam mostrando-se um fracasso e isto tem sido assim desde milênios. Os mesmos processos e inteligência que desenvolve o organismo e mantém a vida é o mesmo que faz com que as feridas se cicatrizem e a saúde restabelecida. O poder de cura não se encontra numa caixa contendo medicamentos, numa seringa, ela é inata e exclusiva do corpo vivo, é inata e não pode ser transmitida de uma pessoa a outra.

       Na natureza tudo é alimento ou veneno em relação ao organismo humano. Assim é que tudo aquilo que não pode ser utilizado deve ser rejeitado. O alimento é aquilo que pode ser transformado em tecidos ou fluidos no corpo humano.

O ORGANISMO, EM CONDIÇÕES NORMAIS RECONHECE UM VENENO E O REJEITA IMEDIATAMENTE pelo gosto, pelo cheiro, pela sensação que ele provoca, pelo vômito, diarreia, etc.

       O emprego de um veneno transforma a aversão em desejo específico

       O corpo se esgota ao resistir a estes venenos. É o que chamamos tolerância ou “adaptação”.

       A força de desejo por um veneno é proporcional a sua virulência. O que repugnou tanto ao princípio desperta desejo depois.

       A excitação mais ou menos agradável pela satisfação do desejo, provoca depois, uma reação de depressão. Isto jamais acontece com os alimentos.

       O viciado tende a satisfazer seus desejos pervertidos de duas maneiras: Aumentando a dose ou a concentração; ou mudando de droga de tempos em tempos.

       Os remédios provocam, sempre, reações contrárias e opostas aos “efeitos” iniciais: O purgante provoca constipação; os tônicos fortificam e depois enfraquecem; os tranquilizantes levam ao nervosismo e a insônia permanente; os anticoagulantes levam a coagulação etc.

As substâncias inertes não agem jamais. É o organismo vivo que age sobre as substâncias inertes (mortas). Não é o laxante que “age” sobre os intestinos, mas os intestinos que agem contra o veneno, que é eliminado por eles (intestinos). Assim, os medicamentos não agem sobre o organismo, mas é o organismo que age sobre eles para lhes expulsar, porque são venenos inúteis e perigosos. A verdade disto é que um veneno não “age” sobre um corpo morto, mas um organismo muito vital, como de um jovem, reage violentamente à presença de um veneno (remédio), expulsando-o.

       O fato é que não precisamos de nenhum medicamento, vacina, soro, ou ajuda externa artificial para viver com saúde e bem-estar.  

       Os princípios ativos dos remédios são, na verdade, venenos que obrigam o organismo a lutar para manter o equilíbrio e a vida.

       Os resultados dos testes das drogas em animais não são transferíveis para os humanos. O que funciona para um animal não pode mesmo ser aplicado em outro, de espécie diferente.

       Os médicos proeminentes americanos ganham milhões de dólares anuais para testar as drogas em seus pacientes, que não tiveram ainda aplicação no público

       O motivo é que os testes em animais não são válidos jamais para pessoas e só servem para defender as indústrias de processos criminais. Veja a talidomida por ex. Que foi testada por mais de 3 anos em macacos, cachorros e ovelhas sem que mostrasse qualquer efeito tóxico ou mutagênico e depois, quando aplicada em mulheres, levou a prole deformada produzindo milhares de monstros humanos sem pernas braços, olhos, nariz etc. E a indústria que a produziu escapou de processo criminal porque tinha “testado” em animais. Os remédios, todos eles, são incapazes de trazer a saúde, mas encurtam a vida e ao anestesiar o indivíduo para seus sintomas dão uma falsa sensação de melhora e acabam por trazer limitações e invalidez ao usuário.

Há uma falsa ideia de que as drogas são remédios para os doentes e veneno para os saudáveis. Ora, nada é mais falso. Primeiro, a receita do médico é incapaz de transformar um veneno em remédio. O que é veneno é veneno sempre, e o veneno é veneno em qualquer quantidade. Em seguida, na doença e na saúde os princípios e leis da vida e da fisiologia são os mesmos. Portanto, o que faz mal a uma pessoa em boa saúde fará mal também, ou mais, para um doente enfraquecido.

A Antifisiologia


Todos os assim chamados remédios são tóxicos, são venenos e, portanto, interferem com as funções normais de todo o organismo.
O organismo é um todo integrado em planos e ordens de importância e prioridade. Aquilo que afeta um órgão ou função tem influência em todo o organismo.
O todo, o corpo, está a serviço do que não vemos, do que os sentidos não alcançam, mas é real e o mais importante, a compreensão. O Homem é a sua compreensão!
Para que seja possível o pleno desenvolvimento da consciência, da vontade e da compreensão um homem precisa estar íntegro (inteiro, completo) saudável.
A atual abordagem oficial da medicina é antifisiológica, interfere e destrói a harmonia do indivíduo.
Há uma abordagem natural, fisiológica da saúde, que é a única aceitável porque aplica exclusivamente as leis naturais na manutenção, recuperação e desenvolvimento da saúde. Essa ciência da saúde exclui 100% todas as drogas químicas e procedimentos danosos.
A título de síntese: os tais tratamentos, vacinas e outros procedimentos são impedimento brutal a evolução do humano. Ou seja, uma pessoa que se submete a qualquer um desses tratamentos tem uma aparência humana mas, está a tal ponto limitada e alterada que de nenhuma maneira poderá atingir a intensidade e perfeição de funcionamento necessárias a compreender e a despertar do torpor doentio que provocam essas substâncias artificiais em seu organismo.
Não se pode evoluir, se curar, sem dores – físicas e psíquicas.

Você é o mestre da sua Saúde


Há muitos mitos mortais sobre a saúde semeados pela indústria da doença.
Um desses mitos é o que chamam de diagnóstico onde os doutores colam em você uma etiqueta com o nome da doença que o “atacou”, da qual você está “acometido” e isso vai determinar o tratamento, os medicamentos, que lhe serão ministrados. Ou seja, eles vão tratar a entidade, o mau espírito, a “doença” que o invadiu bombardeando-a com venenos, radiação, tentando arranca-la com o bisturi.
Você, pessoa, deixa de existir nesse momento. Eles seguirão o protocolo médico independente de você e da causa de sua má saúde. Aliás, dar nome aos sintomas é uma maneira engenhosa de não falar da causa.
O medo, o pavor que se ergue de tudo o que se refere ao médico, a doença, aos procedimentos e, principalmente ao nome dado ao seu mal, é paralisante, é destrutivo.
É claro que o sistema todo, ao longo de décadas e até séculos, se cristalizou no inconsciente do povo exatamente como já foi, e ainda é, o pavor e horror do desconhecido, dos demônios e maus espíritos. Os doutores e a indústria da doença conta com a ignorância e suscetibilidade do povo. Eles não querem que você conheça a verdade sobre sua saúde, como recupera-la e mantê-la e até melhora-la por ações simples e inteligentes. Há leis eternas e imutáveis que determinam a sua relação com tudo que o cerca e, se respeitadas, o farão íntegro, feliz, cheio de energia.
O conhecimento e a razão precisam comandar suas decisões sobre a sua vida e não ficar sujeito a reações emocionais comandadas pelo medo e a superstição.
Não há outro caminho senão se instruir sobre a sua própria natureza e mudar hábitos e implementar ações corretivas correspondentes.
De todos os procedimentos aos quais você se submete a maioria, senão todos, podem ser evitados. Ou seja, a sua má saúde e os tratamentos são evitáveis. Sua má saúde se deve principalmente a maus hábitos, e esses ao desconhecimento das leis naturais, de como seu organismo funciona. É você que se adoece, na maioria das vezes, e piora seu estado, agravando as enfermidades se submetendo a práticas questionáveis, quase supersticiosas (drogas farmacêuticas), que já são responsáveis a 50% de todas as assim chamadas doenças. Não há muita diferença do bárbaro ignorante que era controlado pelos sacerdotes e chamams que afirmavam a pessoa estar sob influência de um demônio.